Reitoria da UFOPA faz ponderações diante de indicativo de greve

Seixas Lourenço
Seixas Lourenço

O reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará, José Seixas Lourenço, diante do “Indicativo de Greve na UFOPA” anunciado pela diretoria da SINDUFOPA, na última sexta-feira, dia 5, por meio de memorando circular nº 5/2013-GR, faz ponderações sobre o anúncio do sindicato e sai em defesa dos interesses do corpo discente.

No documento, a Reitoria alerta para o fato de que é o corpo discente o mais severamente prejudicado em caso de nova paralisação das aulas, e por isso manifesta preocupação com o indicativo de greve e espera que sejam alcançadas as soluções que melhor atendam aos legítimos interesses da maioria, especialmente os interesses dos alunos da UFOPA.

Na avaliação da Reitoria da UFOPA, a greve local é claramente temerária e sem motivação legal, haja vista que, além de não conter pauta salarial, ignora que o memorando circular nº 4, divulgado no dia 4/4/2013, já esclareceu todos os aspectos da medida adotada pelo Portaria nº 384/2013, inclusive que o limite mínimo de doze horas, plenamente legal e em conformidade com a autonomia universitária, só se aplica aos casos em que haja disponibilidade de carga horária.

Sobre o Estatuto da UFOPA, o memorando esclarece que o documento tramita pelas instâncias competentes da universidade, estando atualmente nas Câmaras do Conselho Universitário, devendo ir ao Plenário nas próximas semanas para aprovação. A parte de cunho acadêmico está sendo analisada pela Câmara de Assuntos Acadêmicos, sob a presidência do pró-reitor de Ensino de Graduação, Prof. Dr. José Antônio de Oliveira Aquino, enquanto a parte de conteúdo administrativo, patrimonial e financeiro está sendo apreciada pela Câmara de Assuntos Administrativos, sob a presidência do vice-reitor, Prof. Dr. Clodoaldo Alcino Andrade dos Santos.

Apoio aos movimentos nacionais

A Reitoria da UFOPA tem-se manifestado publicamente em apoio à legitimidade de movimentos nacionais da categoria docente, para reconhecer a justeza de reivindicações por reposição de perdas e por melhorias salariais dos docentes das universidades federais, inclusive participando diretamente na intermediação do diálogo para o êxito nas negociações. Contudo, a prática e a experiência tem demonstrado que a greve na universidade federal tem atingido e prejudicado, principalmente, os alunos, pelos graves transtornos provocados no percurso acadêmico e no planejamento pessoal, com efeito em cadeia, pois projeta a alteração do calendário acadêmico presentes e futuros.

Fonte: RG 15/O Impacto e Ascom/UFOPA

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