Exclusivo – Suspeita de tráfico de agrotóxicos em Santarém

Agrotóxicos
Uso de agrotóxicos na produção agrícola

Defensivos agrícolas são produtos destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento, geralmente utilizados nas lavouras de soja, milho, feijão e outros produtos. Com a chegada da expansão das lavouras de soja na região, não apenas os conflitos fundiários tiveram seus nuances, mas também a grande utilização de produtos tóxicos é até hoje questionado (até por leigos no assunto), como responsáveis pela destruição do solo e pela grande incidência de vários tipos de câncer. Hoje a doença que mais mata em todo País.

Pelo fato de serem caríssimos, eles se tornaram, também, alvo de falsificadores que contrabandeiam o produto para vários estados brasileiros, num tráfico considerado pela Polícia Federal como o terceiro em perigo eminente. Primeiro é o de drogas, depois é o tráfico humano e o terceiro é o de agrotóxicos.

A quantidade apreendida nos últimos dez anos seria suficiente para aplicação em uma área de lavouras equivalente a 5,6 milhões de campos de futebol. Somente no ano passado foram realizadas dez operações especiais e tiraram de circulação quase 15 toneladas de defensivos agrícolas que estavam sendo comercializados ilegalmente.

Em todo o estado do Pará 157 estabelecimentos comerciais estão aptos a comercializar 657 produtos agrotóxicos cadastrados pelas indústrias.

Ano passado, a Adepará fez 597 fiscalizações a estabelecimentos comerciais, 95 a mais que em 2011, atingindo a meta de 100% estabelecida no planejamento anual da Agência. A previsão para 2013 era que o número de revendas fiscalizadas seria superior a 700. Mas até o momento – e já estamos quase no meio do ano – não se tem notícias sobre o assunto, principalmente na região Oeste do Pará onde aumenta consideravelmente o comércio desses produtos, com denúncias inclusive de que muitos agrotóxicos estejam sendo comercializados ilegalmente, com distribuição para a maioria dos municípios da região.

O chefe da fiscalização de insumos agropecuários da Superintendência do Ministério da Agricultura no Pará, Janair Barreto Viana, em contato com a equipe, se mostrou bastante preocupado com o crescimento do mercado ilegal desses produtos e compara como a venda ilegal de CDs. “Todos sabem que um CD de procedência duvidosa não tem durabilidade e nem garantia, mas muitos compram porque é barato. Assim acontecem com os agrotóxicos, muitos produtores compram mesmo sabendo que é ilegal, e, além disso, não vai fazer o mesmo efeito, além de ser prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente, porque o produto é de procedência duvidosa”, denuncia, informando que o contrabando geralmente vem do Paraguai e da China, mas o País já possui também empresas de fundo de quintal engrossando o contrabando. “Somente na China existem uma base de três mil indústrias de agrotóxicos, a metade é ilegal, é produção de fundo de quintal”, afirmando que até agora nenhum caso ainda foi classificado como tráfico na Polícia Federal aqui no Estado do Pará, apesar de existirem várias denúncias nesse sentido. “Todas as denúncias são remetidas imediatamente a Polícia Federal, porque não é mais da minha competência”, disse Janair Viana, que não descartou, quando questionado, sobre a possibilidade de estar acontecendo tráfico e a comercialização ilegal desses produtos também aqui em Santarém e região. “O que mais dificulta a fiscalização é o tamanho da nossa região em contrapartida ao aparelhamento do Estado”, sintetiza, afirmando, ainda, que a responsabilidade maior por essa fiscalização é da ADEPARÁ. Sem a devida fiscalização os caminhos são extremamente fáceis para o contrabando.

Suspeita em Santarém – Após investigações sobre a possibilidade de estar acontecendo tráfico internacional com ramificação em Santarém e sendo distribuído para toda a região Oeste do Pará, nossa reportagem esteve em algumas empresas que comercializam os produtos, onde (é claro) foram descartadas as possibilidades de haver contaminação de produtores e familiares por conta do mau uso desses defensivos agrícolas, e quando questionados sobre a possibilidade de algumas empresas em Santarém estarem utilizando produtos de procedência duvidosa, ele descartou totalmente a possibilidade. A explicação recai na afirmativa de que todos os produtos são cadastrados, transportados e comercializados de posse de notas fiscais. “O comércio é idôneo”, todos garantiram. Mas quando propusemos fotografar como eram armazenados os produtos que, diga-se de passagem, são altamente tóxicos, fomos impedidos em todas elas sem explicação.

Denúncias – As denúncias recebidas até agora partem de um acidente ocorrido no dia 28 de outubro de 2011, entre um Astra e um ônibus, na Avenida Rui Barbosa e professor Carvalho, onde faleceu o motorista Lendro Ptsbemckamp. Segundo informações extraoficiais, no porta malas do Astra estaria o valor de 76 mil reais que seria supostamente para o pagamento de um carregamento de agrotóxico ilegal. Ninguém explicou a procedência desse dinheiro e nem paradeiro. De lá para cá muita água rolou debaixo dessa ponte, e as suspeitas recaem em cima de um engenheiro agrônomo residente em Santarém que provavelmente recebe a mercadoria trazida do Mato Grosso pela BR-163 e também por balsa até o porto, por outra pessoa especificamente para esse serviço, que por sua vez, reside em Sinop (Mato Grosso). Por enquanto não divulgaremos os nomes para não atrapalhar as investigações.

Mas dizem que esse grupo vem enriquecendo do dia pra noite, já que seus componentes chegaram aqui em Santarém com poucos investimentos e hoje seus patrimônios saltam aos olhos pelo crescimento avultoso, levantando suspeitas de que estariam realmente praticando o comércio ilegal de agrotóxicos e provavelmente utilizando as instalações das empresas em que trabalham talvez com o conhecimento ou não dos proprietários.

Uma das empresas bem conceituadas em Santarém, dizem aos arredores que é do deputado federal santareno Lira Maia, mas lá, fomos informados que a empresa é de Reginelson Maia, talvez parente do Deputado. Nesta, uma das pessoas afirma em alto e bom tom, que está acima de qualquer suspeita exatamente por estar embaixo de asas poderosas.

Quem transporta, quem recebe e quem manda com certeza não tem a menor preocupação sobre os estragos que estão fazendo na região. Sobre os crimes que estão praticando contra o meio ambiente, causando impactos irreversíveis. Já esta comprovada que a presença marcante do agronegócio só aumenta os casos de câncer. O município de Unaí (MG) é um exemplo desses. Registra 1.260 novos casos da doença por ano a cada 100 mil habitantes. A incidência mundial média é de 600 casos por 100 mil habitantes.

Além disso, a grande ‘facada’ é na arrecadação tributária do País. O combate ao contrabando e falsificação vem recebendo a atenção das autoridades federais, estaduais e municipais, pois os danos causados ao País são de grande monta. Segundo levantamentos preliminares, a indústria de defensivos instalada no Brasil, deixa de realizar negócios da ordem de US$ 100 milhões, o que daria uma arrecadação aproximada de impostos de US$ 34 milhões aos cofres públicos. Até hoje, foram detidas algumas quadrilhas ‘especialistas’ em traficar defensivos agrícolas, além de centenas de inquéritos em andamento, e do ano passado pra cá já foram chamadas mais de 500 pessoas para prestar depoimentos. Mesmo assim, o Programa de Combate ao mercado ilegal aponta que este é um dos crimes que mais vem crescendo no País, merecendo mais atenção das autoridades brasileiras.

Fonte: RG 15/ O Impacto e Por: Gerciene Belo (Free Lancer)

11 comentários em “Exclusivo – Suspeita de tráfico de agrotóxicos em Santarém

  • 3 de junho de 2013 em 09:26
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    Minha senhora, vc deve ser muito desinformada com relação a compra de terra feita pelas pessoas que vieram de fora, em nenhum momento alguem obrigou a pessoa daqui a vender seu lote na zona rural, mas oque realmente aconteceu e acontece ainda nao só aqui mas em todo o Brasil, os jovens nao querem mais saber de morar no interior, nao tem energia eletrica, nao tem água, não pega celular, nao tem transporte, nao tem escola, e muitos outros problemas do campo que tem em todos os lugares do Brasil.
    Com relação ao uso de agrotoxicos eles hoje são fundamentais pra a produção agrícola em todo mundo, com o seu uso consegui-se mais que dobrar a produtividade,dependendo da cultura aumentou-se em mais de 20 vezes comparado a produção do inicio do século 20 então a senhora e todos os demais que tanto falam em uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos deveriam se informar mais, o uso de agrotóxico ilegal é uma pratica que apenas alguns usam e eles devem saber que esto fazendo algo ilegal e que existem pesadas multas pra quem pratica, quanto ao comérrcio de agrotóxicos nem uma loja que representa uma bandeira faz isso, porque existem normas para seu funcionamento, quanto ao câncer mais uma vez a senhora esta muito desinformada, o maior exemplo disso é o Oscar Schimt atleta de alto nível nunca teve contato com agrotóxico e desenvolve um câncer, se contar que hoje os agrotoxicos são muito seguros, a maioria deles vem de substancias encontradas na natureza e são desenvolvidas depois em laboratório.
    Senhora ocupe espaço no jornal com informações úteis não com informações onde a senhorita não tem o menor conhecimento!!!!

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  • 1 de junho de 2013 em 20:21
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    Nossa que bela noticia, as fontes não procedem, não sou formada em jornalismo. Mas vamos ler esta noticia com atenção. Certo que a população não gosta dos agricultores, mas mentir já é demais. Já que é pra comentar a verdade vamos la: 1- Procedência dos produtos da China e Paraguai: e de onde vem o produto legal??? 2- Não é mais de competência de quem é pago pra fiscalizar e sim da policia federal. 3- Ainda há possibilidade de estar havendo o trafico em Santarém e já estão acusando pessoas… 4- Fizeram tantas investigações e pesquisas que nem souberam copiar o nome \”Leandro Petsh\”, outra onde foi parar estes 76 mil??? Se não comentou nada no dia do acidente, vamos respeitar a alma dele, como fica a família??? Se há suspeitas como já acusam as pessoas… Deixa a policia investigar o que realmente deve ser investigado. Bom qualquer pessoas (como citado acima \”leigo\”) lendo esta noticia com atenção vê que esta mal editada..

    Informações não procedem….

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    • 1 de junho de 2013 em 21:55
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      Porra anônimo tu não entende nada, tu não viu que esta escrito SUSPEITO. A MATÉRIA ESTA BEM ELABORADA. OU TU ÉS UM DESSES, OU ESTA sendo pago para escrever besteira.

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      • 7 de junho de 2013 em 20:59
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        Anonimo II Sim mas você acha o que quizer, assim como eu acho que o dinheiro encontrado no carro você embolsou… Por que este não tinha no porta malas.. So por ser um carro do ano na epoca não significa que ele esteja envolvido… Bom não ha o que debater com pessoas ignorantes como voce,ou seja, leiga no assunto investigue primeiro pra depois debater comigo… So comente quando tiver o que comentar, e não seja como quem editou esta materia não tem assunto e coloca mentiras…

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  • 1 de junho de 2013 em 07:10
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    EU JÁ VI EM HORTA CASEIRA O CARA PULVERIZANDO TUDO PERGUNTEI O QUE ERA AQUILO ???? AGROTOXICO!!!!!

    VOCE JÁ VIU AQUELE PRETINHO NA COUVE???? RETIRE ANTES DE CONSUMIR.

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  • 31 de maio de 2013 em 17:33
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    julio stm vc esta certo sem defensivo não temos condições de colher.
    a planta já vem pequena com as doenças.
    tenho um pequeno terreno eu já estou desanimado de tanto que vejo minhas plantações andarem para trás, só caminha se colocar defensivo.
    valeu julio stm

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  • 31 de maio de 2013 em 15:12
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    Galera, só para conhecimento Rio Verde é uma cidade pólo igual Santarém, que recebe gente de várias cidades para se tratar e isso faz com que os dados sejam astronômicos, portanto acredito que esses dados sobre o cancer em Rio Verde-GO se encaixa na mesma situação.

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  • 31 de maio de 2013 em 15:01
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    Boa tarde!
    Concordo plenamente com fiscalizações na venda clandestina de agrotóxicos, agora minha gente, sou produtor rural e sem o uso dos produtos não conseguimos colher com qualidade,hoje até para se comer carne vermelha se usa-se medicamentos ( hormonios), produtos para mosca do chifre entre outros.
    A pessoa que fez esta matéria não entende nada de agricultura e está plenamente equivocada com as informações, terá que tomar muito cuidado com processo.
    Gentarada boa, só compramos produtos com orientaçao agronomica e respeitamos os periodos de carencia na hora da colheita.
    O nosso país precisa de produção para dar de cumer ao povo, ou voces acham que vamos comer pedaço de pau para sobreviver!
    que vergonha dona Gerciene Belo.

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  • 31 de maio de 2013 em 14:46
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    Primeiramente essa Free Lacer (Gerciene Belo) deve ser uma Ongera daquelassss e ta procurando \”chifre na cabeça de cavalo\” ta fazendo sérias acusações sem provas e sem conhecimento de causa.
    Vc Dona Gerciene deve procurar algo pra fazer pensando em ajudar o seu município e seu Estado e nem sei se vc é daqui. Essas declarações infundadas podem lhe traser sérios problemas com a justiça.
    Ei pessoal é claro que os produtos químicos aplicados são perigosos mas quando os produtos são vendidos seguem recomendações específicas da forma que deve ser aplicado o período de carência para colheita dos frutos e a utilização de Equipamento de Proteção Individual para proteção do aplicador, e se esses produtos fizessem tão mal assim os aplicadores estariam todos mortos.

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  • 31 de maio de 2013 em 13:44
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    meus amigos o que eu li e escutei nas rádios que em SANTARÉM ia ter uma feira só com legumes e verduras em agrotóxicos.
    Cadê a feira EMATER? vcs são os responsáveis para fiscalizar este tipo de coisa na agricultura. EMATER VCS ESTÃO SE LIXANDO PARA POPULAÇÃO! CADÊ A FEIRA EMATER, DE LEGUMES E VERDURAS SEM AGROTÓXICOS VAI ME RESPONDA?

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  • 30 de maio de 2013 em 19:48
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    ALARME
    ALERTA
    ALERTA
    FALTA DE CONHECIMENTO DE USO
    ISSO PODE CAUSAR VARIAS DOENÇAS SEM CURA
    É AGROTOXICO PURO USADO NAS VERDURAS E LEGUMES

    DEVERIA SE ENCOMENDADO UMA PESQUISA DE MATERIAL PARA ANALISE

    LAVE MUITO BEM, COUVE , ALFACE E OUTROS SE NAO TÁ FERRADO,

    ESPANTO: ATÉ CHEIRO VERDE ELES USAM AGROTOXICO.

    Resposta

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