Advogadas são vítimas de autoritarismo de comandante do 8º BEC

Francisca Dias,Gracilene Amorim e Coronel Sérgio Codelo
Francisca Dias,Gracilene Amorim e Coronel Sérgio Codelo

Em reunião realizada no dia 23 deste mês no Quartel do Oitavo Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), sobre a desocupação de uma área na Avenida Cuiabá, por empresas do ramo da construção civil, as advogadas Francisca Dias e Gracilene Amorim, assessora do Conselho Subsecional e secretária geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Santarém, respectivamente, sofreram diversas humilhações por parte do coronel Sérgio Henrique Codelo.

A secretária geral da OAB, Gracilene Amorim, revela que no dia anterior quando a Ordem foi avisada que a reunião deveria acontecer para que os engenheiros do BEC analisassem os contratos, para saber quais as emergências que deveriam ser solucionadas, o comandante Codelo se comportou de forma educada.

Porém, quando foi no dia seguinte, nas dependências do 8º BEC, considerada a casa dele, o Coronel Codelo destratou as duas representantes da OAB, de forma grosseira e com autoritarismo, durante a reunião em grande parte composta por militares, ferindo as prerrogativas profissionais do trabalho das duas advogadas.

“A sala estava lotada de militares e quando a colega Francisca solicitou a cópia da ATA e a gravação da reunião, o Comandante se negou a fornecer a gravação e começou a se irritar a partir daí. Ele conduziu a reunião num tom autoritário o tempo todo”, afirma Dra. Gracilene.

Segundo ela, o Comandante do BEC, Coronel Codelo, apontou o dedo na sua cara, chegando a lhe ameaçar e desferiu vários gritos em sua direção na audiência, por achar que tivesse dito alguma coisa que o desacatasse. “Ele se aproximou de mim colocando o dedo na minha cara. Chegou a nos ameaçar dizendo que iria procurar o presidente da OAB falando que fomos lá para tomar outra postura. Falamos para ele ligar para o Dr. Ubirajara. Ele ligou, mas o presidente estava de viagem. Quando voltou questionou a presença da OAB na reunião e disse que a Ordem não era parte do processo, em tom totalmente desequilibrado, aos gritos e alterado o tempo todo”, relata a advogada Gracilene Amorim.

Já a assessora do Conselho Subsecional da OAB, Dra. Francisca Dias, garante que a Ordem foi acionada por meio de ofício, através da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), juntamente com engenheiros da construção civil que estavam preocupados com o pedido de reintegração de posse da área do 8º BEC, onde empresas que vendem concreto para construtoras estavam instaladas por meio de arrendamentos com o Exército.

A ACES, de acordo com a Dra. Francisca Dias, pediu apoio da OAB por conta de haver a possibilidade de frear a economia de Santarém, com a saída das empresas da área do BEC e os riscos de proporcionar desemprego em massa de centenas de trabalhadores.

“Diversas pessoas ficariam desempregadas e pensando na questão do interesse social, a OAB intercedeu perante à Justiça Federal. A OAB foi bem clara, ao verificar que por pertencer à União o imóvel deveria ser entregue, mas que essa desocupação seja feita de maneira que não prejudique a coletividade, principalmente os trabalhadores”, diz Dra. Francisca.

A advogada Francisca Dias ressalta que foi feita uma reunião no dia 22, na AGU, onde o 8º BEC sugeriu um encontro com os engenheiros para elaborar um cronograma para a desocupação da área. Ela afirma que a ACES convidou os representantes da OAB para participar da reunião. “Chegando ao Quartel do BEC, nós nos identificamos como representantes da OAB. Falamos para o comandante dar um prazo maior para que as empresas desocupassem a área, por ter cidadãos, pais de família que iriam ficar desempregados, além de afetar a economia do Município, mas não estávamos concordando que a empresa ficasse lá”, explica.

A advogada Francisca reforça que sua colega Gracilene falou que o Comandante estava conduzido a reunião de forma autoritária e que não deveria ser regida daquela maneira. “Aí ele disse que foi aconselhado pela Advogada Geral da União, para que a OAB se retirasse da sala”, afirma Dra. Francisca, enfatizando que por meio de protestos se retirou juntamente com sua colega da sala de reunião.

“Retiramos-nos de uma maneira indelicada porque estávamos a convite. Mesmo por não ser parte no processo, mas em virtude de envolver o Município, os pais de família e a questão da construção civil. Os nossos nomes foram retirados da ATA e da assinatura e fomos expulsas literalmente pelo comandante do BEC”, denuncia Dra. Francisca Dias.

OAB REPUDIA ATITUDE: Em nota de solidariedade, o presidente da OAB/ Santarém, Dr. Ubirajara Bentes Filho, repudiou a atitude o Comandante do 8º BEC, Coronel Codelo. Já o presidente da OAB/ Pará, Dr. Jarbas Vasconcelos aprovou a nota de desagravo contra o Coronel do 8º BEC.

ACES SE MANIFESTA: A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), entidade representante da classe produtiva da cidade de Santarém, vem através desta moção, apresentar solidariedade às advogadas Dra. Gracilene Amorim e Dra. Francisca Dias, lídimas representantes da OAB – SEÇÃO DO PARÁ – SUBSEÇÃO DE SANTARÉM, ante ao descabido tratamento a elas imposto pelo militar Sérgio Henrique Codelo Nascimento, responsável pelo comando do 8º BEC/Santarém (PA), fato ocorrido no dia 23 de agosto do ano em curso, durante uma importante reunião onde o ponto referencial, também defendido por nossa instituição por ser de interesse público, foi o de se buscar solução no sentido de evitar prejuízos às empresas de construção civil sediadas nesta cidade, com grandes repercussões negativas, especialmente na mantra social, por fartas demissões e paralisações de obras de toda ordem. Importante ressaltar que a participação da OAB – SEÇÃO DO PARÁ – SUBSEÇÃO DE SANTARÉM na referida reunião deu-se a partir de solicitação da própria ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM. Assim, ratificamos repúdio à atitude desrespeitosa em que foram vítimas sensíveis profissionais do bom Direito. “Por justiça, por nossa cidade, assim expressamos”, disse em nota o presidente da ACES, Alberto Batista de Oliveira.

Fonte: RG 15/ O Impacto

17 comentários em “Advogadas são vítimas de autoritarismo de comandante do 8º BEC

  • 22 de dezembro de 2014 em 17:59
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    Esse babaca não passa de um pilantra, vigarista, corrupto, imbecil e mimado….se as advogadas tivessem o enfrentado como eu fiz no quartel do 9º BECnst (Cuiabá-MT), em 2004, quando ele era capitão, chefe da Seção de Licitação, após eu ter denunciado o comando do 9º BECnst junto ao MPF, ele tentou me perseguir mas se deu mal….em um dia que eu estava de serviço na guarda-do-quartel, ele mandou prender um cabo e eu disse NÃO pra ele, ele saiu chorando feito menino mimado, porque eu o enfrentei, eu disse NÃO pra ele, eo cabo não foi preso e ele ainda levou uns gritos do comandante do Btl….esse Codelo é um cretino, que pensa, como quase todo paulista, que tem o rei na barriga e deus na cabeça….uma vez, ainda no 9º BECnst (Cba-MT), ele humilhou um outro cabo na frente de todo mundo, durante uma formatura, ofendendo inclusive toda a sociedade cuiabana, chamar o cabo de burro, querendo atingir todos os cuiabanos…eu tive que intervir por meio de uma Parte escrita, dirigda ao comandante do Btl, que lhe deu uma reprimenda e obrigou a ele e a um outro capitão, Adams II, gaúcho, que também humilhou a sociedade cuiabana, a se retratarem em público, o que foi feito em uma formatura da companhia (Base Adm)….
    Esse nojento Codelo quer ouvir falar do cão mas não de mim, o Sargento GERSON….
    Se as advogadas ofendidas quiserem meu testemunho em um processo por danos morais, estarei à disposição delas, pois esse impostor merece ser punido…babaca!

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  • 14 de dezembro de 2013 em 20:55
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    o comadante tem toda razao o terreno e da uniao
    na da empresa civil ..aff

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  • 9 de novembro de 2013 em 12:47
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    A OAB aqui do meu estado JAMAIS entraria numa furada dessas; isso é uma vergonha para a OAB NACIONAL.

    NESSA REUNIÃO AS ILUSTRES REPRESENTANTES DA OAB QUEBRAM TODOS OS PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO: POBRE LIMPE!

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  • 31 de outubro de 2013 em 12:46
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    sobre esse caso, esse comandante pra mim de merda , deve ter feito a mesma coisa com o tenent e nunes que morreu dentro do quartel.mandao , em casa deve ser um cordeirinho

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  • 1 de setembro de 2013 em 07:31
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    A Justiça Federal não vai acreditar em conversa fiada da pretenciosa OAB. Voltem seus preciosos tempos em ações que realmente ajudem o Povo sofrido desta Cidade ( Santarém ), a ter melhore qualidade de vida, por exemplo. Como advogados ( as ), estão cansados de saber dos direitos de proprietários de imóveis. Deixem os holofotes midiáticos para artistas e cumpram suas missões com transparência, nobres causídicos.

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  • 1 de setembro de 2013 em 07:23
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    Quem muito se explica pouco se defende.Renato se a OAB acha que esta empresa é tão importante pra Santarém,porque ela não mandou um exército de advogados(as)subirem a serra do piquiatuba pra enfrentar o coronel que queria saber como fazer pra lei se cumprida.Pelo que sei a OAB é pra defender a lei.

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  • 31 de agosto de 2013 em 10:00
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    Comandante do 8º BEC não é autoritário, é mui afável com todos e um militar firme em sua função de dirigir um quartel do Exército.Não devemos confundir boas maneiras com falta de autoridade.A OAB tem mais coisas pra fazer do que defender uma empresa que pretendia se apossar de uma área da União,cuja saída foi determinada pela Justiça Federal !

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  • 30 de agosto de 2013 em 21:38
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    Mais uma vez a OAB quer ser a polícia do mundo, com muita demagogia. Faz a intermediação de uma questão que não lhe diz respeito, defendendo o interesse econômico de particulares, cujo contrato da área faz tempo que foi extinto. Essa empresa já teve tempo suficiente pra sair do local e tomar seu rumo. A área que essa empresa quer se apossar é da UNIÃO. Ouviu bem OAB,da UNIÃO. Portanto, não venham criar problemas para o povo de Santarém. Os operários vão conseguir outro emprego com rapidez.

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  • 30 de agosto de 2013 em 20:57
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    A verdade é que esta empresa quer ficar com terra que pertence a união ou seja do povo,a OAB esta ai por um simples motivo $$$$$$$tem que sair urgente.Mandaram duas mulheres eu pergunto porque não mandaram homens so faltou elas estarem com crianças.Ai PODE TER ARMAÇÃO.

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    • 31 de agosto de 2013 em 13:57
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      Es preconceituoso machista leviano se duvidar um criminoso contumaz acobertado pelo Estado. So pq as representantes da OAB são 2 pessoas do sexo feminino aliás 2 senhoras casadas , e mesmo que fossem solteiras e namoradeiras ,qual seria o problema, comandante da cavalaria marítima, Sr. Franco????? O Sr. tem que ficar no seu lugar e manter essa sua bocarra velha fechada se não quiser ser \”importunado\” com 2 processos judiciais por deboche – constrangimento ilegal injuria e depois danos morais pra tocar na parte mais sensível do seu corpo ,bolso. Opinião é igual bunda, não é pq tu tens que tem que dar, isso evita problemas. O sujeito insinuando que a duas advogadas … A VA….

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  • 30 de agosto de 2013 em 18:09
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    Essas duas senhoras são uma piada sem graça. Foram tumultuar essa reunião no 8º BEC. O Cmt do 8º BEC agiu de forma clara e objetiva, tentou ajudar essa gente que não merece. Bando de abutres oportunistas!

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  • 30 de agosto de 2013 em 17:13
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    Independentemente dos motivos esse tal coronel tem o dever de tratar bem as pessoas. Esses caras pensam que porque vestem uma fardinha se tornam homens de aço que estao acima do bem e do mal. Sao arrogantes, pedantes e pretensiosos! Pensam que o mundo todo é mera extensao do quartel dele e que todo mundo é subordinado a ele. Ledo engano \”coronelzinho\”.

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  • 30 de agosto de 2013 em 14:55
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    Incrível!!!!!! o q essas duas senhoras querem???? a JADE está em terra da união….. agora dizer q a construção civil de santarém vai parar é palhaçada!!!!! dizem também que essas duas senhoras falaram que se a jade sair não vai ter sairé, sabe pq???? pq a JADE ta fazendo o piso do sairodromo… e tem mais… se a JADE fechar vamos ter muitos empregos na construção civil… ja pensaram nisso???? pensem qtos ajudantes de pedreiros a construção civil vai ter que contratar pra bater massa!!!!

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  • 30 de agosto de 2013 em 13:42
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    Gostaríamos que a OAB tivesse a mesma vontade em nos defender junto á CELPA,à saúde pública,à reparação das nossas esburacadas ruas,quanto tiveram em defender a JADE e seus funcionários,contra uma determinação judicial de desocupação de uma área da União.Impressionante !

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  • 30 de agosto de 2013 em 11:07
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    Após o Juiz Federal determinar a saída das empresas daquela área, o Comandante do 8BEC reuniu as partes interessadas para traçar um plano de retirada das instalações do local,apenas isso;já as representantes da OAB queriam debater sobre a situação dos funcionários,algo de responsabilidade social dos proprietários,não da pauta técnica de desmobilização das empresas.Elas não entenderam isso e tumultuaram a reunião.

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  • 30 de agosto de 2013 em 09:03
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    A área é de domínio da União, portanto a Empresa está ocupando um espaço que não lhe pertence, deve sair, se pretende continuar trabalhando na região tem que adquirir um espaço ou arrendar um, como toda empresa. Esta conversa de gerar emprego é desculpa, pois todas as empresas geram empregos e não tem à disposição uma área da União, quase de graça, Tem que sair.

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