Informe RC

QUAL A DIFERENÇA?
Qual a diferença do grupo de vândalos encapuzados se autodenominando Black Blocs que matou cinegrafista da Rede Bandeirante, com disparo de rojão, no Rio de Janeiro, dos baderneiros do Movimento dos Sem Terra (15 mil), que em Brasília, armados de paus, martelos e pedras, tentaram intimidar o Supremo Tribunal Federal e invadir o Palácio do Planalto, com os manifestantes bradando palavras de ordens contra o governo, colocando abaixo grades de proteção, deixando 30 policiais feridos, 7 em estado grave? O primeiro tem a simpatia de alguns membros do governo, como teve o desaparecido rolê: cobram cachês pagos por alguns partidos e políticos de esquerda para se infiltrarem em greves e manifestações de protestos (justas ou não) para cometerem vandalismo, provocar policiais, atear fogo em viaturas, aterrorizar a população e destruir o patrimônio público e privado. O segundo, que se intitula movimento social, aliado ao PT desde a criação (quase 30 anos), sem endereço e CNPJ, dizendo lutar pela implantação da Reforma Agrária, tem apoio financeiro do governo, sobrevivendo do dinheiro público, através de convênios direcionados a cooperativas e entidades controladas por dirigentes do movimento e são conhecidos nacionalmente pela pouca contribuição dada à causa que defendem, assim como de praticarem no campo os mesmos crimes que cometem os vândalos ou Black Blocs nas cidades, ou seja, na verdade só mudam a roupa, mas o lema é o mesmo: avacalhar.
VAI VIRAR PROMESSA
No início do mês, diretor de Planejamento do DNIT assegurou numa reunião em Brasília ao prefeito Alexandre Von, de no primeiro trimestre do ano (até fins de março) estar abrindo licitação para alargamento da avenida Cuiabá, numa extensão de 20 km, do porto às proximidades da Colônia São José. Em fins do mesmo mês, o governo federal através do DNIT, órgão subordinado ao Ministério dos Transportes, concedeu a uma empresa de engenharia a concessão de um trecho da BR-163-230, de quase 900 KM do município de Sinop-MT até ao porto de Miritituba, em frente a cidade de Itaituba, para cobrança de pedágios, onde a ODEBRECH vai investir 1 bilhão de reais no preparo do atracadouro para escoamento de grãos da região central, encostando o de Santarém por estar situado na área urbana da cidade e dar muito trabalho aos produtores. Dia 11, o Tribunal de Contas da União divulgou de 11,7% das obras do DNIT nas rodovias do país estão paralisadas, algumas há anos, verificadas por auditores do TCU. Como o porto de Santarém, pelo menos no momento, perdeu a finalidade principal que era o escoamento de grãos para o mercado exterior, prometido ao prefeito, tem tudo para virar promessa.
O VENTO LEVOU
De janeiro para cá, os derivados de petróleo aumentaram. Ainda este mês, o governo deve anunciar como aporte extra às concessionárias do setor elétrico, em função do apagão que atingiu 12 estados e o Distrito Federal, aumento de 4,6% nas tarifas de luz elétrica no país, proposta no dia 11 à companheira Dilma, pela Agência Nacional de Energia Elétrica “ANEEL”. Semana passada, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos “DIEESE-PA” do preço do pescado na Região Metropolitana de Belém ter aumentado acima de 10% no 1º mês do ano. O que encabula, é dos economistas da companheira presidente, cujo governo em 2003 torrou do dinheiro do povo mais de 1 bilhão de reais em propagandas institucionais, fora cartões coorporativos, afirmarem semanalmente do país estar às mil maravilhas e da inflação estar sob controle, quando não está. Economistas independentes afirmam que o governo gasta mais do que arrecada. Os reajustes dados em dezembro último, ao salário mínimo, aos servidores públicos, aos aposentados e pensionistas da Previdência Social, em menos de 2 meses, corroídos pela inflação, o vento levou.
ABUSO DE ÍNDIOS
Descendentes indígenas de várias etnias residentes em aldeias, possuídos das mesmas virtudes e defeitos dos brancos, sujeitos as mesmas leis, com a diferença de viverem à custa do governo, orientados por ONGs internacionais inimigas do desenvolvimento do Brasil, e das terras que se intitulam donos, onde dividem as riquezas com garimpeiros e madeireiros, cobrando indevidamente pedágios quando cortados por estradas e torres de transmissão, sem nada contribuírem com trabalho para a economia do país, se prevalecendo de serem considerados inimputáveis por lei, alguns cometem roubos, incêndios, crimes contra a vida e depredações ao patrimônio público e privado sem serem punidos. Em dezembro (16), no município de Humaitá (Amazonas), 5 índios da etnia Telharim sequestraram e mataram a tiros 3 homens, cujos corpos foram descobertos mais de mês depois por soldados da Força de Segurança e Polícia Federal. Os silvícolas criminosos, ainda presos, estão sendo defendidos por advogados da Advocacia Geral da União. Na Bahia, índios Tupinambás tocaiaram e mataram a tiros um agricultor que teve casa e carro incendiados. Aqui no Pará, índios Kaiapós, semana passada, com arcos, flechas e bordunas, em Redenção, acamparam em frente ao Presídio ameaçando invadir para liberar um índio preso pela Polícia Civil por participar de um bando que assaltou um banco numa cidade próxima. Matam, roubam e não querem ser presos.
MISSÃO PRA MANDRAKE
Há 4 anos Santarém foi apontada por uma revista de maior circulação no país de ser uma cidade pacata, boa pra viver, pouco roubo e poucos homicídios. Em curto tempo os predicados mudaram, passou a ser um paraíso à traficantes de drogas, bandidos vindos de muitos estados, produtos piratas, prostituição infantil, empresários de motocicletas e veículos roubados ou financiados a laranjas, passando a ser uma das mais violentas do estado. Na opinião de policial tarimbado, conhecedor das traquinagens da marginalidade, dezenas de assaltos são praticados diariamente, parte por presos da Penitenciária, em gozo do regime semiaberto e liberdade provisória, usando motocicletas com parceiro na garupa. Recente, comensais de uma churrascaria foram assaltados por homens armados que levaram 6 mil reais, pertences e celulares. O delegado Silvio Birro escapou de virar estatística por membros de uma gangue, conhecida como do Cadáver. Na colônia Tabocal, comerciante de 74 anos foi morto ao reagir a um segundo assalto. O suspeito do crime, foragido, conhecido como Carlão, é autor de outros na cidade. Combater a criminalidade no Brasil, onde a vida virou banalidade, é missão pra Mandrake.
A CENA DO POSTE SE REPETE
Na primeira semana de fevereiro, canais de TVs mostraram a milhões de brasileiros, cena de um menino de 15 anos com várias passagens pela polícia e casas de correção, praticando furtos na Zona Sul do Rio de Janeiro, que despido, preso a um poste de energia elétrica com catraca de bicicleta, sendo surrado por 30 pessoas. O caso do menino ganhou o mundo pela imprensa internacional. Como insegurança, roubo, uso do crack e assaltos seguidos de morte viraram epidemia nacional, a cena do poste voltou a se repetir, só com enredo e local diferente. Na cidade de Itajaí, no estado de Santa Catarina, rapaz de 26 anos e outro parceiro entraram com revolver na mão numa lanchonete, roubando 2 mil reais e objetos pessoais dos clientes. Na fuga, a moto não funcionou. Um fugiu correndo levando o produto do roubo, o outro, o de 26 anos, foi pego por populares. Resultado: foi amarrado a um poste e agredido até sangrar e desmaiar, sendo levado num carro do Corpo de Bombeiros à unidade de pronto atendimento e posteriormente conduzido a um presídio. Agora, poste tem mais uma finalidade: virou instrumento de Justiça.
MUDAR A VERSÃO É COSTUME
Um dos presos que atirou o rojão, matando cinegrafista da Rede Bandeirantes, depois do primeiro contato com seu advogado, na Penitenciária de Bangú, no Rio de Janeiro, mudou a versão dada a uma repórter da TV Globo, logo depois de apanhado em fuga pela Polícia, no interior do estado da Bahia, quando afirmou ter detonado o artefato na direção da vítima pensando ser cabeção de nego. No depoimento prestado a Polícia transfere ao parceiro do crime a autoria. Imagens captadas por câmeras de segurança mostram estar mentindo e que os dois dispararam. Negou ser Black Blocs, mas confessou participação em passeatas que redundavam em confrontos com policiais, queimas, roubos em lojas e depredações mediante pagamento de cachê, patrocinado por políticos e partidos de esquerda, que portavam bandeiras nas manifestações. Na sexta (14), a Polícia Civil remeteu o inquérito ao Ministério Público do Estado que apurou a morte do jornalista, indiciando a dupla como autores por prática de homicídio doloso, triplamente qualificado, e crime de explosão, assim como pede que continuem presos até serem julgados pelo Tribunal do Júri. A Polícia em 8 dias fez a sua parte, agora cabe à Justiça fazer a sua. Quanto mais rápido, melhor para o Brasil, pelo menos inibe a ação de terroristas.
ABSTENÇÃO CORAJOSA
A única abstenção para alcançar unanimidade na segunda votação para a cassação do deputado Natan Donadon “ex PMDB-RO” foi de um representante da bancada do Pará, deputado Asdrúbal Bentes, advogado e funcionário aposentado do Tribunal de Contas do Estado. A imprensa sempre divulga de acima de 30% dos parlamentares com assento no Congresso Nacional possuem ações pendentes de julgamento pelo Supremo, onde ficam armazenadas por gozarem de foro privilegiado. Muitos permanecem na Casa munidos de liminares duradouras por terem tido o mandato extinto por tribunais de seus estados por trapaças eleitorais, como é o caso do atual federal Carlos Putty “PT”. Dia seguinte à votação o paraense justificou a abstenção: foi uma questão de ética por também ter sido condenado “sem trânsito julgado” pelo Supremo, acusado (sem provas) de ter oferecido laqueaduras (13) a eleitoras nas municipais de 2014, no município de Marabá. Foi correto, fez o que muitos colegas não tiveram a coragem de fazer por estarem acostumados a mandar honestidade e ética às favas.
PROVOCAÇÃO
Horas depois da divulgação da morte do cinegrafista da Band, manifestantes remunerados com 150 ou 200 reais cada, segundo confessaram à polícia, os matadores do jornalista, patrocinados por políticos ou partidos de esquerda, orientados a fomentar violência, voltaram em número de 500 às ruas da cidade do Rio de Janeiro, tendo como pretexto protestarem contra o aumento das tarifas de ônibus. Na primeira manifestação, depois da identificação e prisão da dupla de matadores, próximo a 700 ativistas retornaram às ruas acompanhados por policiais, fazendo o mesmo percurso quando a vítima foi atingida pelo rojão. Nessa os ativistas profissionais desqualificavam com a exibição de tabuletas as denúncias de que participavam de atos violentos, mediante recebimento de cachê. Na próxima manifestação, vão pedir a liberdade dos colegas presos, réus confessos da morte do cinegrafista, alegando serem inocentes. Esse filme já foi reprisado várias vezes. Aguardar pra assistir.
DISPUTA ACIRRADA
Ainda com voto secreto, a Assembleia Legislativa do Estado deve apreciar em votação no plenário da Casa, antes do término do mês, os nomes do deputado Junior Hage “PR” e Sérgio Leão, ex-presidente da regional do PSD e ex-secretário de Gestão e Planejamento do governador Simão Jatene à vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Município “TCM”, aberta com a aposentadoria da ex-conselheira Rosa Hage, mãe do deputado. Como a disputa se prende a uma função, talvez a mais bem remunerada e invejada do estado, deve ser acirrada, já que Junior Hage, apesar de pertencer à base aliada do governo na Assembleia, é visto como um nome de oposição a Sérgio Leão, indicado pelo governador. Como decisão por voto secreto (41) é propenso à traição, difícil por antecipação apontar vencedor.
PREÇO DO PROGRESSO
O engenheiro Adelerme Cavalcante, ex-prefeito de Santarém, atual assessor da Secretaria de Transportes do Estado “SETRANS”, de onde foi mandão por 2 anos, quando diretor geral do antigo DER “Departamento de Estrada e Rodagem”, no governo do ex-governador Hélio Gueiros “falecido”, informou à coluna que ainda este ano o governo do estado estará iniciando para posterior pavimentação, a PA-370, numa extensão de 148 km, de Santarém à Transamazônica, próxima a Uruará, encurtando a distância entre Altamira e Santarém em mais de 120km. A notícia é boa para a economia do município, traz turistas, barateia o custo do transporte de mercadorias, impulsiona o comércio e a agricultura da região do Curuá-Una, como é conhecida a estrada, mas vai aumentar a criminalidade, bandidagem, consumo de drogas e furto de veículos. Infelizmente, é o preço do progresso pago pelo povo.

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