Pai e filho acusados de crime sentam no banco dos réus

Juiz Gerson Marra Gomes
Juiz Gerson Marra Gomes

Os jurados da 10ª Vara Penal, da Comarca de Santarém, voltam a se reunir nesta terça-feira, 26/06, para julgar o biólogo Enoch Andrade da Silva, de 64 anos, e seu filho, o comerciante Adrianny Gentilly Sousa da Silva, de 36 anos. Os dois são acusados de matar em 11/12/2006, o auxiliar de mecânico Bruno Palheta dos Santos, um ex-inquilino de Enoch que à época do crime tinha 24 anos e trabalhava numa empresa de táxi aéreo da cidade.

O crime ocorreu em frente à residência da vítima, na rua Ponta Negra, bairro do Maracanã, sendo esta atingida – segundo laudo necroscópico – por um tiro de revólver calibre 38 que acertou a vítima no pulmão, tendo morte instantânea. Os réus serão representados pelo advogado Luís Alberto Mota Figueira. Até o fechamento desta matéria não havia sido confirmado o promotor que atuará no caso. O juiz Gerson Marra Gomes presidirá a sessão.

Imóvel da discórdia: O crime teria sido o desfecho de um desentendimento entre vítima e réus, por causa de um imóvel pertencente a Enoch que foi ocupado por Bruno, numa vila em frente a um motel na Rodovia Fernando Guilhon. Bruno, que morava com seu padrasto Reginaldo nesta casa teria deixado o imóvel sem pagar a multa por rescisão contratual e sem pintá-lo antes de sair.

Segundo consta nos Autos, no dia anterior ao crime Enoch foi cobrar o pai e enteado e acabou discutindo com Reginaldo que teria jogado uma pedra em seu carro. Enoch saiu do local correndo e acabou derrubando Reginaldo ao chão. Após esse fato, Bruno teria ido à Farmácia Roberto na Fernando Guilhon, de propriedade da família de Enoch, e lá chegando o ameaçou de morte e após discutir com ele quebrou a porta de vidro da entrada da farmácia antes de sair do local.

Enoch e seus filhos Adriany e Eduardo Roberto foram até à casa de Bruno tirar satisfações. Enoch e Adriany saíram do carro e iniciaram uma discussão com Bruno, sendo que Adriany acabou tendo luta corporal com o mesmo, até encostá-lo numa parede, momento em que Enoch chegou e atirou em Bruno que morreu em seguida.

A previsão inicial é que, pela complexidade, o júri se estenda até quarta-feira, para a votação dos jurados.

Fonte: RG 15/O Impacto e Ascom/TJPA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *