Engarrafamento vira rotina na Rodovia Fernando Guilhon

Congestionamento na Estrada de Alter do Chão
Congestionamento na Rodovia Fernando Guilhon

Quem trafegou pela Estrada de Alter do Chão há poucos meses e não teve problemas com o trânsito lento, hoje reclama da demora em circular na via. Para os motoristas duas modificações realizadas pela Prefeitura de Santarém, na rodovia Fernando Guilhon: a construção de uma rotatória e a instalação de um semáforo, próximos ao Residencial Salvação, agravaram os problemas de trafegabilidade na Estrada.

Além do transtorno que o congestionamento na Fernando Guilhon, que dá acesso também ao aeroporto de Santarém, causa aos santarenos todos os fins de semana, no último domingo, 28, o problema se agravou por conta de um homem ter saído do carro para urinar na rua. O fato do veículo ter ficado alguns minutos parado no meio da rodovia gerou revolta em dezenas de motoristas.

A atitude fez com que muitos veículos que vinham atrás ficassem parados, formando assim uma grande fila de carros, atrasando ainda mais quem tinha pressa de chegar em casa. Muitos forçaram a ultrapassagem pela contramão e pelo acostamento para fugir do congestionamento.

Os perigos oriundos do congestionamento levaram os motoristas a cobrar soluções emergentes por parte da Prefeitura de Santarém. “Eu não sou Engenheiro de Tráfego Urbano, alias, qualquer leigo nesta área observa que a solução encontrada pelas autoridades em relação a esta via é equivocada, já há um engarrafamento oriundo da rotatória nas imediações do gauchinho e colocar este tipo de sinalização próximo ao shopping é travar de vez o trânsito. Devemos observar que a Fernando Guilhon é uma via de trânsito rápido, então outras medidas deveriam ser tomadas, exemplo: por que não se trabalhar com passarelas, não só na área do shopping, mas em outros pontos críticos, como escolas, para a travessia segura do pedestre? Trabalhar com elevados de acesso aos bairros adjacentes e saída da rodovia, para não causar congestionamentos? Vejo que isso é uma despesa alta, sai muito mais em conta colocar semáforo que tem de quilo nos depósitos da cidade, pintar faixas de pedestre e levantar uns 60 centímetros de concreto, colocar areia dentro e realizar uma rotatória, e viva a fluidez do trânsito!”, criticou u motorista.

ROTINA ESTRESSANTE: Todos os domingos, segundo os motoristas, há congestionamento que começa na Rodovia Fernando Guilhon e toma conta da Rodovia Everaldo Martins, fato com o qual os santarenos não estão acostumados. Na noite de domingo passado, motociclistas se arriscavam na contramão e pelo acostamento para fugir da fila.

“Está um absurdo, uma bagunça. Passei quase vinte minutos na fila de carros”, afirmou o taxista Eduardo Costa. “Está uma vergonha. Não sou daqui, sou de fora. Santarém está com nota zero no trânsito. Quarenta e cinco minutos fiquei na fila. O normal é cinco minutos vindo do aeroporto”, afirmou o representante comercial Camilo Lerme.

Entre os motoristas, a principal reclamação é quanto a localização da rotatória, diante do grande fluxo de veículos que passam por essa área da cidade. “Sair do Shopping, ir lá embaixo e voltar está demais para a gente. Perde-se muito tempo. Poderia ter sido feita a rotatória aqui próximo. Está muito distante”, assevera o taxista José Messias.

AÇÃO CIVIL: No final do mês de outubro deste ano, após informações levantadas em Inquérito Civil, da precariedade na sinalização do trânsito em Santarém, ausência de concurso para agente de trânsito e inexistência de engenheiro de tráfego na Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT), o Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou uma Ação Civil Pública determinado medidas e prazos para o ordenamento do trânsito no Município.

A juíza Karise Assad entendeu que o caso, por suas circunstâncias e conseqüências, é “extremo, gravíssimo e exige a firme e eficiente aplicação das medidas judiciais cabíveis para salvaguardar vidas”, ressaltando que as provas refletem a situação caótica do trânsito e que a inércia do Município na adoção das medidas obrigatórias coloca em risco a segurança dos cidadãos.

Em deferimento aos pedidos do MP, a Justiça determinou ao município de Santarém no prazo de 30 dias, a criação do cargo de engenheiro de tráfego na SMT, com contratação excepcional de profissional especializado, e no prazo de um ano, realização de concurso público tanto para esse cargo como para agentes de trânsito.

No prazo de 180 dias, deve apresentar planejamento para sinalização eletrônica; proibição de liberação de vias asfaltadas ou pavimentadas sem sinalização; sinalização de todas as vias asfaltadas ou pavimentadas; apresentação de planejamento, com datas definidas, para sinalização vertical, horizontal e eletrônica e ainda proceder identificadores das vias nesse mesmo prazo.

Em caso de descumprimento, a multa diária seria de R$ 1 mil sobre cada item determinado. A juíza Karise Assad determinou, também, audiência de conciliação para o dia 5 de dezembro último, às 11h30, durante a Semana da Conciliação. Passados dois meses, quem trafega pelas estradas e principais ruas da área central de Santarém constata o caos no trânsito.

Fonte: RG 15/O Impacto

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