MARCAS DA INEFICIÊNCIA DE UM GOVERNO TACANHO

Não é aceitável que um governo chegue ao seu término com obras previstas no orçamento sem que as tenham iniciadas ou mesmo que não as tenham concluídas, pois é razoável supor que se o governo as incluiu no seu programa de ação, para as quais havia previsão orçamentária e ingresso de recursos necessários à sua conclusão, é porque foram criadas todas as condições para que sejam efetivamente executadas, consoante planejamento prévio e em conformidade com a lei orçamentária que as previu.

Mas, vez ou outra, pode ser que governos desleixados, com deficiência na área de planejamento ou até mesmo na etapa executória sofram certas limitações e deixem de executar um quantitativo residual destas obras, quer dizer, uma ou duas em cada 10 que não sejam concluídas poderia considerar-se um percentual dentro da margem de tolerância, a que o povo se disporia a aceitar sem chamar o suposto governo faltoso de incompetente, incapaz, inepto ou ineficiente.

Agora, imaginem um governo que faça uma previsão de que irá realizar certo conjunto de obras numa determinada região ou município e que, ao longo de quatro anos de mandato, não consiga iniciar todas as previstas e, pior, consiga realizar a inacreditável façanha de NÃO CONCLUIR ABSOLUTAMENTE NENHUMA DAS QUE INICIOU?

O leitor certamente há de pensar que isso é difícil até de imaginar e que não é encontrável em lugar nenhum do planeta, pois seria um absurdo completo e uma improbabilidade lógica que EXISTA um governo tão incompetente, tão relapso, tão incapaz e tão indolente que possa carimbar cem por cento de suas obras com o rótulo de INACABADA.

Pois então vejamos a façanha que o governo do senhor Simão Robson Jatene foi capaz de realizar em terras santarenas nos quatro anos de seu segundo mandato, iniciado em 2011 e findo em dezembro de 2014.

O Rol de obras abaixo, ou promessa de obra, ilustram bem a capacidade do fenômeno jatene nos surpreender com seu estilo de governo.

1) Zona de processamento de exportação

No dia 23/11/2011 a Assembléia legislativa paraense aprovou o projeto de lei nº 154/2011, o Plano plurianual do Estado para o quadriênio 2012/2015, e nele fez incluir previsão orçamentária no valor de R$-4.132.265,00 para a implantação da Zona de processamento de exportação em Santarém no exercício de 2012 e R$-10.271.055,00 para prosseguimento da implantação nos anos de 2013 a 2015. Total previsto? R$ 16,02 milhões. Total realizado? ZERO!

Embora prevista no plano plurianual e no Orçamento dos anos a que ele se refere, a tal de zona de processamento de exportação de Santarém só existe na imaginação do sr. Jatene e, é quase certo, tão cedo não sairá do plano das intenções para a realidade.

2) Unidade de polícia integrada do bairro Santarenzinho

Esta obra teve início em 2012, ano em que nela foi investido apenas R$ 346.186,59. Não concluída por insuficiência de recursos alocados naquele ano, recebeu em 2013 mais R$ 647.331,69. Dois anos não foram suficientes e quase um milhão de reais, a unidade integrada de Polícia continuou se arrastando até receber mais R$ 1.420.392,06 em 2014. Três anos e mais de R$ 2.400.000,00 e a obra ainda está classificada como “em andamento”. Não há previsão para o seu término, embora profundamente necessária para diminuir a insegurança da grande área do Santarenzinho.

3) Terminal Hidroviário de carga de Santarém

Obra existente apenas no projeto, vem consumindo recurso do estado desde 2012, quando foram gastos 71.500,00, mais R$ 171.677,16 em 2013 e R$ 385.445,69. Três anos apenas para elaboração do projeto e, comenta-se, ainda (o projeto) não foi concluído. É mais uma obra com o selo de Jatene.

4) Ginásio Poliesportivo de Santarém

Simão Jatene anunciou e propalou aos quatro ventos que iria construir um ginásio poliesportivo para 5.000 pessoas em Santarém e, não se pode negar, a obra começou, mas, como tem a marca SJ, não há prazo para sua conclusão, embora tenha sido iniciada em 2012, quando recebeu a migalha de R$ 142.872,00, passando por 2013, com investimento de 2.941.114,73 e chegando a 2014 com a alocação de mais R$ 4.403.055,06. À semelhança das demais, não há prazo para conclusão. Três anos é pouco tempo para Jatene.

5) Escola tecnológica de Santarém

É bobagem crer que o padrão Jatene de governar é sempre previsível, que, por exemplo, uma obra cuja conclusão normal seria de três a seis meses, o acomodado e indolente governo jatene levaria dois ou três anos. Isso é falso, pois a Escola Tecnológica de Santarém, localizada na Rodovia Fernando Guilhon, mostra que o nosso governador pode muito bem se superar, no quesito atraso, lerdeza, vagareza e incompetência.

Esta escola foi iniciada em agosto de 2010, com previsão de conclusão em 25 de agosto de 2012. Pois já se passaram cinco anos e a obra continua caminhando a passos de jatene, quer dizer, de cágado (Um vistoso jabuti poderia muito bem ser o símbolo do terceiro mandato do governo jatene).

6) Reforma e ampliação do Estádio Barbalhão

Iniciada em 2012, ano em que nela foram aplicados R$ 147.600,00, a reforma do barbalhão segue fiel à marca registrada de Simão Jatene; lenta e lerdamente arrastou-se pelo ano de 2013 e viu 2014 findar sem a sua conclusão.

7) Centro de convenções de Santarém

A situação desta obra, ou suposta obra, ou imaginária obra é diferente das demais. Há quatro anos que o governador promete a construção de um centro de Convenções em terras santarenas. Este, sequer foi iniciado e não há tênues sinais de que um dia será realidade, não no governo do Sr. Jatene.

Então, a que se atribui tanta incompetência, tanta inépcia, tanta ineficiência do governo jatene, que não consegue concluir em três, quatro ou cinco anos obras que um governo decente levaria no máximo cinco meses, ou oito meses, ou no máximo um ano?

Não tenham dúvidas de que uma das razões, além, claro, da já quase lendária indisposição do governador para o trabalho, está no desinteresse em efetivamente realizá-las.

Outra razão, é certeza, deve-se ao fato do governador torrar o dinheiro público em despesas supérfluas e desnecessárias (por, exemplo, afrontando e agredindo o princípio republicano segundo o qual o dinheiro público pertence ao povo, o governador gasta mais de R$ 50,00 milhões por ano só na manutenção do seu nababesco gabinete) deixando escassear recursos para obras verdadeiramente importantes, como é o caso das acima referidas

Como o governador esbanja e gasta muito mal o dinheiro público, falta para pagar as empresas contratadas para execução das obras. Estas, por seu turno, como não recebem ou demoram a receber pelos serviços e obras realizados, abandonam ou retardam o mais possível a sua execução.

Culpa de quem? da incompetência, ineficiência, deficiência e má gestão do sr. governador Simão Lento Jatene, além, claro, do seu evidente desinteresse em tratar o povo santareno com o devido e merecido respeito.

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