Informe RC

DEPOIS VENDEM O RESTO- I

Em 2006, quando ministra chefa da Casa Civil, do 1º governo Lula da Silva (PT), e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, a companheira Dilma e seus colegas, por unanimidade, autorizaram a compra, por 1,18 bilhões de dólares, da Usina de Pasadena no Texas, nos Estados Unidos. Anos depois, já presidente, o Tribunal de Contas da União (TCU) mostrou do governo ter tido prejuízos de quase 800 milhões de dólares na desastrada transação, da qual foi uma das responsáveis. Dez anos depois, a Petrobrás, que já foi orgulho dos brasileiros e uma das 10 maiores empresas de petróleo do mundo, hoje ocupando o 126º lugar e um débito superior a 400 bilhões de reais, em função do assalto praticado por partidos, ministros, dirigentes, diretores, gerentes, prestadoras de serviços à petroleira, e políticos com mandatos liderados pelo PT, em seu projeto de poder, despertados do sonho pela Polícia Federal e pela Operação Lava Jato, comandada pela 13ª Vara Criminal Federal do Paraná, que redundou na ação Penal do Petrolão, que apura um dos maiores escândalos de corrupção do planeta, volta novamente a ser vítima de uma irresponsabilidade de seus atuais dirigentes.

DEPOIS VENDEM O RESTO- II

Dia 6 de agosto, mas só oficialmente divulgado dia 17, o Conselho de Administração da Petrobrás, por 8 votos a favor e dois contra, o do presidente do Conselho e do representante dos funcionários, aprovou a venda de 25% da BR–Distribuidora, que tem a maior rede de postos de combustíveis no país, próximo a 8 mil, e possui 38% do mercado com um faturamento mensal de muitos bilhões, breve pode mudar de mão. Um governo e governante que detém o mais baixo índice de aprovação popular da história do país, sem condições de governar, a melhor maneira de respeitar o povo é entregar o cargo, pedir perdão pelos erros cometidos e cantar suas mágoas noutra freguesia. Na verdade, o Brasil vai mal e nunca teve um governo tão ruim como o atual. Insistir numa governabilidade que não existe é pior que um doente em estado terminal na UTI de um hospital. Se demorar mais um pouco, acabam vendendo Petrobrás.

SINUCA DE BICO

Os brasileiros estão cansados de lerem e ouvirem nos canais de TV “notas oficiais” da direção nacional do PT e do ministro da Comunicação Social, desmentindo fatos que, em pouco tempo, são comprovados como verdadeiros. Até hoje, os companheiros, contrariando os depoimentos prestados por delatores da Delação Premiada, afirmam que o ex-tesoureiro, João Vaccari Neto, preso há meses, morando em Curitiba, nas dependências da Polícia Federal, é honesto, apesar de ter dado um estouro de mais de 100 milhões de reais na Cooperativa dos Bancários (BANCOOP) de São Paulo, assim como afirmam das doações feitas à legenda terem sido legais, aprovadas em prestações de contas pela Justiça Eleitoral. No dicionário da nação petista, pode até ser dado como legal, mas é imoral por ser produto de ladroagem. Semana passada, o ministro do Supremo, que também atua no Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, relator da prestação de contas da presidente quando candidata (2014), que foram aprovadas com ressalvas, pediu que fossem enviadas à Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal por haver constatado indícios que doações feitas ao PT, no período eleitoral, foram fruto de desvios em contrato dos doadores contra a Petrobrás e devolvidos ao Partido dos Trabalhadores em forma de propina à campanha eleitoral, podendo levar a abertura de uma ação penal pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Desmentir o óbvio é fácil, o difícil é provar que o ministro está enganado.

E OS OUTROS? QUANDO?

Nesta 2ª quinzena do mês, a Operação Lava Jato divulgou terem sido condenados, em 1ª Instância (ainda cabendo recurso), pelo juiz federal, Sérgio Moro, lotado na 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba, no Paraná, 33 pessoas a penas de prisão que variavam de 2 anos e 8 meses a 18 anos, parte em regime semiaberto e 3 absolvições, por terem participado direta ou indiretamente no assalto aos cofres da Petrobrás. Ainda existem dezenas de ações a serem passadas pelo crivo do magistrado. Políticos com mandatos e ministros acusados de receberem dinheiro roubado da petroleira, que gozam de foro privilegiado, que, por enquanto, chegam a 52, são de responsabilidade do Procurador Geral da República de encaminhar os pedidos de abertura de ações ao Supremo Tribunal Federal, que pode aceitar ou não, virarem réus na Ação Penal do Petrolão, embora todos neguem as acusações. Isso aconteceu com os réus do Mensalão julgados pelo Supremo: dos 39 iniciais, 25 foram condenados a cumprirem penas em Penitenciárias, com exceção de um, ex-diretor do Banco do Brasil, que fugiu, com o nome de um irmão falecido, para a Itália, em vias de ser extraditado para residir na Penitenciária da Papuda em Brasília. Na 5ª (20), depois de grande expectativa dos futuros réus e seus advogados, o Procurador da República encaminhou ao Supremo duas denúncias de corrupção, uma contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha “PMDB”, e outra, contra o ex-presidente da República e atual senador por Alagoas, Fernando Collor “PTB”, ambos acusados pelo procurador de receberem dinheiro surrupiado da estatal. Muitos estranharam que, num universo de mais de 50 candidatos a réus, só dois ainda tenham sido atingidos. E os outros? Quando? Pela ligeireza do procurador, bem diferente da pressa do juiz, os restantes ainda devem demorar. Ponha tempo nisso.

SEXO POR COMIDA

Prostituição infantil existe     desde o início do mundo. Acabar deve ser missão que nem o personagem de ficção Mandrake aceitaria. Existe em todos os países, em alguns, as meninas, ainda virgens, sequestradas ou roubadas, são expostas à venda em feiras e, depois de usadas, seguem o caminho da prostituição. No Pará, o local mais famoso nessa orgia é o estreito de Breves, entre as cidades de Gurupá e Breves, situadas na Ilha do Marajó, que possui uma Diocese, 16 municípios e, aproximadamente, 280 mil habitantes, onde, no estreito, passam diariamente centenas de embarcações e são interceptadas por canoas com as meninas pedindo donativos, comida e oferecendo sexo a troco de combustível. Nas comunidades ribeirinhas próximas à cidade, a exploração sexual é feita 24h por dia. Recente, o bispo Dom Luís Azcona, que vive na região há mais de 30 anos, afirma ter sido ameaçado de morte. Como o bispo não empata nada e só faz denunciar semanalmente, esta conversa de ameaça não deve ter fundamento.

FRACASSO

Servindo de contraponto às manifestações de domingo (16), quando pessoas de todas as camadas sociais, de maneira espontânea, foram às ruas das grandes cidades com faixas e cartazes protestando contra a situação que vive o país, o desemprego, a carestia e pedindo o fim da corrupção no governo da companheira Dilma, as Secretarias de Segurança dos estados calcularam que 970 mil pessoas compareceram. Os organizadores estimaram em 1,5 milhão. O governo, embora diga não, festejou a baixa participação em relação às de março, quando mais de 3 milhões participaram, colocando o governo em sinal de alerta. Na quinta passada (20), foi à vez do PT. A CUT, UNE, diversos sindicatos e movimentos sociais, como o MST e Sem Tetos (que vivem à custa do governo junto com suas lideranças) e partidos de esquerda fizeram manifestação em 39 cidades de 25 estados e no Distrito Federal, favoráveis à presidente, com loas às realizações do governo, ao ex Lula, críticas à política econômica e bonecos do deputado Eduardo Cunha vestido de presidiário. Resultado: fracasso. Os organizadores estimaram a presença de 190 mil pessoas, mas a PM conta serem 73. Governante e partido, embora nadem em dinheiro, mas não contam com apoio popular, não põe pessoas na rua, os que vão são pagos e transportados. O PT e sua ex famosa militância hoje vivem do passado.

GALHOFANDO DA JUSTIÇA

Na edição anterior, esta coluna divulgou de um desembargador plantonista do Tribunal de Justiça de São Paulo, em decisão monocrática, num habeas corpus, haver liberado um traficante de drogas preso em flagrante por policiais numa cidade do interior paulista, com 2 mil quilos de cocaína pura, para responder pelo crime em liberdade. Um absurdo que mancha o Judiciário. Assim também ocorre na política. A Subsecção da OAB em Santarém, cuja nacional da entidade encabeça uma campanha para afastar da vida pública agentes amigos do alheio, devia comandar um movimento de cunho regional para tornar sem efeito as liminares em habeas corpus, dadas por juízes, também plantonistas do TSE, em Brasília, conseguidos por advogados de prefeitos desonestos do Oeste paraense, desqualificando decisões do TRE no estado, que cassou há mais de dois anos seus mandatos por práticas desonestas, como os de Belterra, Alenquer e Prainha, que continuam no cargo, galhofando da Justiça, que no Brasil não é para todos, mas mostra ser para poucos. Manter uma liminar por muito tempo custa muito dinheiro.

PEGANDO CORDA

Por mais adversário que seja, ninguém pode negar os méritos, menos como político, e o cabedal de conhecimentos do professor e cultor do direito do santareno Helenilson Pontes, um dos mais eficientes vice-governador do Pará nos últimos 50 anos, atual secretário de Educação do estado, e presidente do regional do PSD, por indicação do governador Simão Jatene. De vez em quando, blogs bem acessados na região divulgam de Helenilson querer emplacar seu irmão, advogado Alysson Pontes, presidente da comissão provisória do PP no município, como candidato à prefeitura de Santarém, em 2016, no que contaria com o apoio do governador Jatene. Helenilson pouco entende de política, mas não é tão imaturo para agir assim. Não acredito que, ao colocar o mano na direção do PP, estivesse com essa intenção e nem pudesse imaginar do irmão pegar corda, querendo virar político e ser postulante a prefeito. O futuro a Deus pertence, mas, no momento, a materialização da intenção do Alysson é precipitada.

ASSALTO

Rara a Assembleia Legislativa que não tenha sido apontada, pela mídia nacional, como antro de corrupção por parte da Mesa Diretora, com ajuda de funcionários ocupantes de cargos de direção, que sabem o caminho do dinheiro. Obras e serviços superfaturados, outros não realizados, pagamentos indevidos, horas extras não trabalhadas e funcionários fantasmas com altos salários, fazem parte do cardápio de todas elas. No Pará, há mais de 4 anos, o Ministério Público do Estado apura fraudes e desvios, onde são acusados dois ex-presidentes que, em 8 anos, teriam dado um baque superior a 100 milhões de reais, inferior, várias vezes, às ocorridas na de Mato Grosso, Alagoas e Amapá. Na quinta (20), no Rio Grande do Norte, numa relação de mais de 20 para serem detidos, foi presa, numa operação do Ministério Público do Estado, uma assessora da Procuradora Geral da Assembleia e outros peixes pequenos, ocupantes de cargos de confiança, que já devem estar soltos, acusados de desvios de recursos. Peixes grandes com mandato, nenhum. No fim, termina como as outras, em nada. Não existe no país nenhum preso por isso. De apreciadores de um baseado de maconha, as penitenciárias estão lotadas.

MEDIDA MORALIZADORA

Semana passada, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRAN) solicitou que bancos privados suspendessem as operações de crédito consignado a servidores públicos federais para novos empréstimos. Segundo o Ministério do Planejamento, só o Banco do Brasil e a Caixa Econômica continuam oferecendo o crédito consignado. Na quinta (13), numa das fases da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu um operador (vereador do PT), cuja função era captar propinas (o famoso pixuleco) com os prestadores de serviços ao Ministério do Planejamento e transferindo aos cofres do partido desde 2010, quando ministros o esposo da atual senadora Gleisi Hoffman, que também foi ex da Casa Civil, ligados a empresa do operador, assim como o casal é apontado de receber propina do assalto à Petrobrás. Bom que a medida, que tem cara de moralizadora, fosse extensiva a todos os aposentados e pensionistas da Previdência Social, o que evitaria que milhões continuassem a ser explorados por alguns bancos e financeiras com juros exorbitantes.

ATOS E FATOS

FOGARÉU – Do deputado sindicalista Paulinho da Força (SP), presidente do partido SDD: “nada é mais correto do que se afastar de um governo trapalhão, incompetente e que apaga fogo com gasolina”. – SONHO DE VERÃO – Da companheira Dilma, enganando a si própria, na tentativa de transmitir esperança aos militantes petistas: “estamos em um ano de travessia. E esta travessia vai levar o Brasil a um lugar melhor. Estamos atualizando as bases da economia e vamos voltar com tudo”. Esperem sentados. – CASTIGO DURO – Em julho, a economia brasileira fechou quase 158 mil empregos com carteira assinada. Foi o pior resultado desde o começo do levantamento há 24 anos. Em 9 meses, já são mais de 1 milhão. O desemprego e a inflação, com o barco Brasil encalhado, vão de vento em popa.

 

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