Santarenos convivem com greve geral

Greve dos bancos em Santarém
Greve dos bancos em Santarém

Uma onda de greve tomou conta das principais cidades do Estado do Pará, nos últimos meses. Após o início da greve da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), desta vez, desde as primeiras horas desta terça-feira, 06, os trabalhadores bancários também cruzaram os braços. Bancos públicos e particulares aderiram à greve em Santarém.
Clientes que procuraram as agências bancárias de Santarém, na manhã de hoje, foram surpreendidos com faixas e cartazes afixados na entrada dos prédios informando o inicio da greve. Os quase 200 profissionais decidiram acompanhar a greve geral da categoria. Eles aderiram ao movimento após assembléia da categoria realizada em Belém no dia 1º de outubro.
Segundo diretor do Sindicato dos Bancários em Santarém, Joacir Belém, a categoria pede reajuste salarial de 16%, mais contratações, aumento na qualidade de trabalho, mais profissionais para fazer a segurança nos sistemas e monitoramento noturno. “E pensando nos usuários, a categoria também reivindica o cumprimento da lei dos biombos, que obriga a instalação de divisórias nos caixas de atendimento e autoatendimento”, disse Belém.
Em relação a Ufopa, para discutir amplamente a situação que envolve a greve dos servidores da instituição, a Câmara Municipal de Santarém, realizou no dia 29 de setembro, uma sessão tribuna livre. A proposição do evento foi de autoria do vereador Silvio Amorim (PRTB).
Ele explicou que o objetivo do encontro foi buscar solução para o problema, com a possibilidade do término da greve. Segundo Amorim, o que há no momento é uma inércia do governo federal em ouvir os servidores grevistas.
De acordo com ele, uma reunião está sendo pautada pelo Ministério da Educação, para este mês de outubro, quando em seu entendimento deverá ter uma solução concreta para o possível término da greve.
O presidente do Sindicato dos Docentes da Ufopa (Sindufopa), professor Amadeu Cavalcante, explanou que uma das principais reivindicações do movimento grevista é a defesa da universidade pública, autonomia da instituição e de recursos no orçamento, que segundo ele, não só a Ufopa, mas as demais instituições públicas de nível superior sofreram com o corte orçamentário do ajuste fiscal.
Amadeu disse ainda que não é justo o corte para a educação, já que de acordo com ele, assim como a saúde, a educação também é dever obrigatório do governo federal. Estruturação da carreira e reajuste salarial, também estão na pauta das reivindicações.
Sobre as perspectivas de atendimento as reivindicações, Amadeu Cavalcante confirma que deve ser agendada para este mês de outubro uma audiência com o Ministério da Educação, quando será feita a defesa do orçamento para 2016, contra o corte orçamentário, a reestruturação da carreira e o ajuste salarial.
O professor Amadeu Cavalcante avalia que após esse conversa com o Ministério da Educação, a greve pode terminar ou continuar radicalizando ações contra o governo federal.
Em setembro deste ano, os trabalhadores dos Correios também paralisaram as atividades. A greve encerrou oficialmente no dia 29 de setembro, em todo o país. Em Santarém, os servidores decidiram voltar às atividades no dia 28 de setembro. O movimento acompanhava a greve nacional, que atingiu vários estados.
Em assembléia, a categoria aceitou a proposta oferecida em reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, que definiu aumento de R$ 150,00, nas folhas de pagamento desde agosto, e em R$ 50 a partir de janeiro. Os valores serão pagos como gratificações e podem ser incorporadas aos salários em três parcelas até 2016.
Fonte: RG 15/O Impacto

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