Obra de R$ 5 milhões é abandonada por Jatene

Escola abandonada por Jatene
Escola abandonada por Jatene

Orçada em pouco mais de R$ 5 milhões, a construção de 12 novas salas de aula, quadra de esporte, laboratório e área verde para a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Marluce Pacheco, no bairro do Jurunas, começou em setembro de 2012. A nova escola deveria ter sido entregue pelo Governo do Estado em setembro de 2013. Hoje, com mais de 2 anos de atraso na data de conclusão, a obra está abandonada.
Ao invés de beneficiar estudantes, o local virou abrigo de assaltantes, moradores de rua e usuários de drogas. Em meio à obra inacabada, é possível encontrar roupas, materiais de limpeza, sacos plásticos e materiais utilizados para o consumo de entorpecentes. Os moradores da região notaram que as telhas desapareceram, os tijolos foram arrancados e até as vigas de ferro foram roubadas.
PERIGO
Vigilante do condomínio ao lado do terreno da escola, Junior de Oliveira Gomes, 34 anos, conta que via movimentação de homens à noite, na área da construção. “Eles roubavam os materiais”, contou o vigilante. O local passou também a ser usado por criminosos que assaltavam na rua Bernando Sayão. Por isso, uma entrada de acesso foi fechada com tijolos e cimento, pelo síndico do condomínio. “Eles assaltavam e corriam para dentro do terreno, para se esconder. Ficou perigoso para quem mora por aqui”, destacou o vigilante. A doméstica Eliane da Frota, 44, se revolta ao ver dinheiro público sendo desperdiçado. “Essa obra está abandonada há aanos. Ninguém do Governo fala nada. Isso é dinheiro nosso”, reclamou Eliane.
Ela também é testemunha da ação dos vândalos. “Levaram o telhado, as vigas de ferro. Tudo isso deve custar uma fortuna”. De acordo com uma publicação de 2013, no “Mais Escola”, site oficial do Governo do Estado, para os estudantes não ficarem sem aulas durante as obras, outro espaço seria adaptado para receber professores e alunos, até que a nova escola ficasse pronta, o que não ocorreu (box abaixo). Procurada pelo DIÁRIO, a Secretaria Estadual de Educação não se pronunciou.
Fonte: Diário do Pará

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