Sintepp suspeita que houve fraude em reforma de escola em Santarém

Professor Márcio Pinto, coordenador do Sintepp, denuncia atraso na reforma da Escola Plácido de Castro
Professor Márcio Pinto, coordenador do Sintepp, denuncia atraso na reforma da Escola Plácido de Castro

Devido a inúmeros problemas que aconteceram na área educacional de Santarém com relação à falta de atenção do Governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), professor, Márcio Pinto declarou que em 2015, não houve avanços e, que não há muito o que se comemorar na educação pública.
Ele apontou que várias escolas de Santarém ainda não receberam reforma e, aquelas que tiveram os serviços iniciados estão com as obras paralisadas. Ele revelou que os problemas se arrastam desde o ano de 2011, quando o Ministério Público Estadual (MPE) garantiu que reformas de escolas em Santarém seriam investigadas, em uma reportagem publicado em um jornal de Belém do Pará.
Na época, o MPE confirmou que havia indícios de superfaturamento, obras fantasmas, desvios de recursos públicos, alunos estudando em açougues e escolas abandonadas.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na época, confirmou os problemas decorrentes nas escolas de Santarém. “Foi constatada uma discrepância entre o cronograma físico e o financeiro na obra da Escola Estadual Plácido de Castro. Lá foram gastos R$ 920 mil. A reforma em si praticamente não aconteceu”, criticou o então titular da Seduc, Nilson Pinto.
Na época, a então vice-diretora da escola, Jucirene Maia Salomão afirmou que na reforma emergencial foram trocados o forro de toda a escola, com material de PVC e a fiação elétrica e foi feita a substituição de telhas quebradas.
“’Depois, a construtora começou uma reforma no banheiro, reformou o dos homens, começou a do feminino, mas paralisou. Fecharam três salas de aula para climatizar, tiraram o piso e colocaram lajotas nas paredes, mas as obras foram paralisadas e é assim que nós estamos hoje”, disse Jucirene. “Com o muito que se gastou, pouco foi feito, é possível ver isso”, disse Nilson Pinto.
Para o coordenador do Sintepp, Márcio Pinto, a reportagem é de 2011, mas poderia ser de 2009 ou de 2012 ou ainda de 24/12/2015, visto que mais uma vez tanto os professores quanto os estudantes estão em meio a uma reforma paralisada, sem que Simão Jatene dê à comunidade qualquer explicação.
“As intermináveis reformas na Escola Plácido de Castro não são de agora. Tivemos uma reforma, antes do governo Ana Júlia, no primeiro mandato de Jatene, que nunca acabou. Depois, durante o governo petista, veio a segunda reforma (a denunciada na matéria), que também não findou”, explica o sindicalista.
Pinto acrescentou que o PSDB voltou ao poder com o segundo mandato de Jatene e propôs uma terceira reforma em 2012, denunciando os caminhos do PT, porém a reforma proposta também parou no meio.
“Este ano, no terceiro mandato de Jatene, uma quarta reforma foi iniciada e está paralisada há praticamente um mês. Vemos a tentativa de construção da quadra de esportes, que segue a passos lentos. Internamente, a empresa responsável pela obra cuidou de fechar as salas, com a promessa de climatização, abandonando tudo, deixando como conseqüência salas mais quentes”, denuncia Pinto.
Ele critica que a reforma nas escolas públicas nos últimos governos tem sido uma importante estratégia, porém, mais do que finalizar obras, o achado é deixá-las inacabadas. “Alguém está ganhando muito com isso e não é a comunidade escolar! Quem será? Penso que o Pará precisa urgentemente compor o quadro: ‘Cadê o dinheiro que estava aqui?’, vamos compartilhar e fazer essa situação, que não é exclusividade da nossa escola, ganhar veiculação nacional. É o que nos resta. Sigamos acreditando na educação!”, exclamou Pinto.
Por: Manoel Cardoso
Fonte: RG 15/O Impacto

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