Banco da Amazônia investirá R$ 320,5 milhões no Oeste paraense

Marivaldo Gonçalves de Melo, presidente do Basa
Marivaldo Gonçalves de Melo, presidente do Basa

Nesta quinta-feira, dia 31 de março, o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves de Melo, reunirá com empresários santarenos na sede da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), às 14h20, onde anunciará os valores disponíveis no Plano de Aplicação de Recursos da instituição financeira para o oeste paraense neste ano. Segundo o Plano, estão previstos R$ 320,5 milhões para a região, representando mais de 20% do total disponível para o Estado do Pará em 2016, cujos valores alcançam 1,5 bilhão.

Na ocasião, o economista Luís Suzigan, da LCA, empresa de consultoria especializada na área econômica, ministrará a palestra “Oportunidades e riscos frente ao cenário econômico atual”, e o superintendente regional do Banco da Amazônia, Carlos Henrique Marques, fará palestra sobre as linhas de crédito da instituição disponíveis ao mercado.

Do total disponível para o oeste paraense, R$ 276,8 milhões são do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e R$ 43,7 milhões da carteira comercial do banco. Os recursos atenderão, dentre outros, micro e pequenas empresas e projetos dos Programas Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), este último lançado em 2015 para atender projetos agropecuários e florestais para redução da emissão de gases de efeito estufa na Região.

Há investimentos previstos para o desenvolvimento de todos os municípios atendidos pela Superintendência Regional do Banco, em Santarém. Em Alenquer, por exemplo, recursos serão carreados para a pecuária leiteira e a fruticultura. No município de Altamira, serão desenvolvidos projetos de manejo florestal, de formação de pastagem sem desmatamento e de reflorestamento. Este último também está previsto em Itaituba, Monte Alegre, Pacajá e Uruará.

Já em Novo Progresso, os projetos para o setor madeireiro envolvem o sistema silvo-pastoril e, em Santarém, há recursos para dinamizar a piscicultura, fruticultura e projetos que envolvam alimentos básicos, fibras e biodiesel. No município de Óbidos são prioridades os projetos voltados à piscicultura e à cadeia da mandioca e em Rurópolis os da pecuária de leite e das cadeias produtivas do cacau e do urucum.

Investimentos do Banco da Amazônia no oeste paraense chegam a R$ 1,1 bilhão

Nos últimos cinco anos, o Banco da Amazônia aplicou no oeste paraense R$ 1,1 bilhão em créditos de fomento, sendo que, para o desenvolvimento da agricultura familiar foram R$ 367 milhões, para a agropecuária foram R$ 333 milhões, para o setor do comércio e serviços foram R$ 218 milhões, para as micro e pequenas empresas R$ 238 milhões e para as atividades florestais foram R$ 35,2 milhões.

Ao longo desse período, a instituição tem participado de grandes projetos na região, como o aeroporto de Santarém, construção e pavimentação de trechos da BR-163 e o inventário de geração de energia elétrica na Bacia do rio Tapajós.

Segundo dados do Banco Central, a participação do Banco da Amazônia no crédito de fomento, no oeste paraense, é de 79,26%, e as treze unidades da instituição representam 18,18% da rede de agências da região. O atendimento do banco cobre 100% dos municípios locais. Os recursos investidos serviram para potencializar as atividades realizadas por empreendedores individuais, além de mini, micros, pequenas, médias e grandes empresas locais.

Os recursos do Banco da Amazônia trazem benefícios socioecômicos para o Estado do Pará. Em 2015, por exemplo, o impacto sobre o valor bruto da produção (VBP), ou seja, tudo que foi gerado de riqueza, chegou a R$ 7,09 bilhões. Já sobre o Produto Interno Bruto (PIB) estadual, o impacto no ano passado foi de R$ 4,5 bilhões. Os tributos gerados a partir das operações realizadas chegaram a R$ 948 milhões e foram mais de 184 mil empregos gerados e R$ 1,06 bilhão em salários.

Fonte: RG 15/O Impacto e Claudia Aguilla

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