Mural do Povo – Semana XXXIV

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(Helena)

“Sobre a prisão arbitrária de Poró Borari na terça-feira, em Santarém durante uma manifestação na Sesai, gostaria de lembrar alguns episódios recentes envolvendo servidores públicos da Polícia Federal e povos indígenas.
Assassinato de Adenilson Munduruku, dentro da aldeia Teles Pires (MT), por um delegado da PF, em 2012.
Assassinato de Oziel Terena em MS em 2013, em um despejo de terra tradicional dos Terena disputada por fazendeiros, por agentes da PF.
Prisão do cacique Babau em Brasília, no Congresso Nacional, em 2014.
Prisão de sete Caingangues convidados para uma reunião em Faxinalzinho (RS) em 2014.
Prisão do Elton Suruí em Marabá (PA) em 2014, também à traição, quando ele compareceu a uma convocação para depor.
No caso de Poró Borari, o requinte da arbitrariedade: a Sesai desobedece desde janeiro de 2016 uma ordem judicial para oferecer atendimento de saúde a 13 etnias do baixo Tapajós. A manifestação em que ele foi preso era para que fosse obedecida uma ordem da Justiça”.

(Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito)

“Muito tem se falado da crise econômica que assola o país deixando milhares de desempregados e causando recessão em vários setores da economia. Entretanto, apesar do atual quadro econômico, a frase com a qual abri esse texto é uma realidade para o setor de energia limpa, como as de geração de energia eólica e solar, que continuam mostrando dinamismo e projetando crescimento para os próximos anos, registrando bons níveis de desenvolvimento e atraindo investidores.

O Brasil é o sétimo país do mundo que mais investe em energia limpa e o sexto mais atrativo devido às condições naturais. Atualmente, somos o quarto maior produtor de energia eólica no mundo, ficando atrás apenas da China, Alemanha e Estados Unidos, respectivamente. Entretanto, essa não é a principal fonte energética do nosso país.

A liderança energética no Brasil ainda é da energia hídrica, que responde por 66,7% da produção, seguidos por combustíveis fósseis (17,5%), biomassa (8,8%) e energia nuclear (1,3%), segundo dados da Aneel. Vale ressaltar que a energia eólica é a segunda fonte mais barata, sendo superada apenas pela hídrica, e apesar disto, hoje, representa apenas 5,81% da produção.

Além de garantir a segurança do sistema elétrico, os baixos custos fazem a energia eólica ser altamente competitiva. Tal informação tem respaldo nos resultados de crescimento global do setor, que, mesmo em tempos de crise, colocou o Brasil na 10ª posição no ranking mundial de capacidade instalada em 2015. Foram R$ 20 bilhões em investimentos e 41 mil empregos gerados.

É impressionante o nível de crescimento dos segmentos eólico e solar, que crescem a taxas de dois dígitos por ano e, com alto potencial de expansão. Juntos, ambos devem criar 828 mil empregos até 2020. Além dos estímulos públicos e de compromissos ambientais internacionais, o fator que está gerando esse grande crescimento é a redução no custo de implantação, graças ao ganho de escala e inovações tecnológicas.

A iminência de uma crise climática coloca desafios sem precedentes a todas as nações. Há um forte movimento mundial para se reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, como o carvão mineral, gás natural e o petróleo, e aumentar a participação das energias renováveis.

De acordo com o Greenpeace, o Brasil pode ter sua matriz energética majoritariamente limpa até 2050. Segundo o relatório [R]evolução Energética, daqui a aproximadamente 30 anos, a matriz pode contar com 66,5% de fontes como vento, sol e biomassa para alimentar os setores elétrico, industrial e de transportes.

O alto índice de crescimento do setor de energia limpa é justificado por uma série de fatores, não apenas a crise econômica e o baixo custo de produção. O segmento tem unido todas as características que propiciam o desenvolvimento em qualquer setor: baixo custo, oportunidade, tecnologia e projeção de longevidade do negócio.

O Brasil tem recursos naturais de sobra para se tornar uma potência energética limpa. Ao contrário do que acontecia no passado, as energias renováveis – em especial a solar e eólica – são mais competitivas que o carvão e ainda utilizam recursos locais e criam mais empregos. Utilizar a energia renovável agora é mais uma vantagem econômica e capaz de reduzir a dependência de combustíveis importados”.

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5 comentários em “Mural do Povo – Semana XXXIV

  • 7 de outubro de 2016 em 15:57
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    Aquele vaso tem tudo a ver com a administração do Ibama em Santarém e os projetos do Chapadinha e sua corja.

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  • 23 de setembro de 2016 em 15:14
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    Boa tarde, como estamos em plena campanha política todos tem uma solução para os problemas da população em Santarém, mais e só dar uma volta na cidade e vc percebe que poucas coisas ou quase na foi feito para mudar a realidade da cidade, Ruas intransitáveis,Poeira em todos os bairros,Falta de segurança,Falta de iluminação publica, a saúde estar doente etc, precisamos votar em quem mente menos? a população estar cansado desta corja!

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  • 19 de setembro de 2016 em 17:19
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    Boa tarde caro amigos
    vejo que entra prefeito, sai prefeito e não
    se vê mudanças, principalmente com a falta dágua é uma vergonha, estamos em cima do rio
    mais rico em água doce do mundo e ainda falta
    moro a 43 anos em santarém e vejo todo tempo
    esse problema. abraços
    que Deus ilumine a tados.

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  • 6 de setembro de 2016 em 11:17
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    Santarém precisa urgente de planejamento, plano de desenvolvimento e o prefeito extinguiu a secretaria municipal de planejamento. O MP e os blog`s estão administrando santarém

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  • 29 de agosto de 2016 em 07:53
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    Acho que alguns já viram a foto bonitinha do nosso ilustre prefeito no Facebook dando bom dia, evidenciando o que ele já ” fez”?….fofo né….por que só agora ele resolveu fazer isso? kkkkkkkkkkkkkkkkkk… não havia verba pra obras e agora tem? Não havia diálogo com o povo e até mesmo com sua base… e agora vira o cara mais humilde de todos?

    Quando o desespero bate a porta acontece isso?…

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