Pesquisadora da Ufopa descobre gel vaginal a base de planta nativa

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Pesquisadora e professora Kariane Nunes

Que as plantas da Amazônia são eficazes para diversos males do corpo e da alma, todos sabem. E mais importante ainda é saber que todas as cavidades humanas são favorecidas com remédios feitos com plantas e ervas nativas. Uma pesquisadora da Ufopa descobriu através de muitos testes e anos de pesquisa, que o gel extraído da planta Murumuru, uma espécie de palmeira nativa, é eficaz como gel vaginal.

A pesquisadora e professora Kariane Nunes, do Curso de Farmácia do Campus Tapajós da Ufopa, conta ao jornal O Impacto que está desenvolvendo um gel vaginal a base de manteiga do Murumuru. “A priori, este produto é muito voltado para o desenvolvimento de cosméticos, inclusive por algumas empresas internacionais, como L´Oreal, Natura e outras.”, citou a pesquisadora. “Quando eu tive contato com essa manteiga, eu percebi que esta possuía uma característica especial, inclusive química, e um potencial em desenvolver uma base de gel que vai permanecer por mais tempo no canal vaginal e não é irritante, é biodegradável, e dessa maneira vai diminuir o tempo de uso do gel vaginal para uma mulher. E assim melhorar a eficácia da terapia”, explica a professora e pesquisadora.

Kariane Nunes revela que um dos grandes problemas dos diversos tipos de gel vaginal é do tempo em que é usado. “Todo dia a mulher tem que aplicar o gel por uma semana, ou seja, sete dias. Se eu consigo diminuir esses dias, e ainda agregar valor a matéria prima da Amazônia, então, é uma excelente opção”, citou a pesquisadora.

Para quem acredita que por si só, o gel extraído da palmeira Mururu tem eficácia dentro do canal vaginal, a pesquisadora explica que cada gel tem um componente indicado para diversos tratamentos. “Para uma patologia específica, uma infecção bacteriana”, conta a pesquisadora. “O que muda é que os géis tradicionais, comprados em farmácias, ficam apenas por uma noite e erodem, saem de dentro do canal. Esse gel que estou propondo, vai ficar por mais tempo dentro do canal vaginal”, explica.

O gel a base de Murumuru serve como complemento de uma substância que é indicada para tratamento de fungo ou seja lá o que Deus quiser. “A base desse gel é que diferente dos outros, o farmo pode ser qualquer um, antibiótico, antiinflamatório, porém, a base tem tempo de permanência maior que as tradicionais. Essa é a grande diferença que futuramente a gente pode apresentar em relação a esse gel”, explica.

O produto já está sendo patenteado, agora o gel a base de Murumuru vai passar por muitos estudos, testes em laboratórios e uma longa caminhada até chegar ao produto final, quando poderá ser comercializado. “Sem dúvida alguma, estamos em cima da maior biodiversidade do mundo, que é a Amazônia. O que falta para nós é recurso e mão de obra qualificada”, contou a pesquisadora Kariane Nunes.

Por: Carlos Cruz

Fonte: RG 15/O Impacto

 

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