Filho de Jatene deve se apresentar na Delegacia da Polícia Federal

A Polícia Federal realiza desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (16), ações em 11 estados, incluindo o Pará, e no Distrito Federal. A missão dos policiais é realizar buscas e apreensões em 52 diferentes endereços relacionados com uma organização criminosa investigada por um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM  – tem como destino os municípios).

Entre os investigados está Alberto (Beto) de Lima Jatene, filho do governador do Pará, Simão Jatene. A Polícia Federal já esteve na casa de Beto Jatene na manhã de hoje, porém ele não foi encontrado. Alguns materiais foram apreendidos na residência, localizada na avenida Antônio Barreto, esquina com a Dom Romualdo de Seixas, no Umarizal, em Belém..

Inicialmente, o advogado de Beto Jatene, Roberto Lauria, disse que ele estaria viajando a trabalho, porém, na manhã de hoje, em entrevista ao Diário do Pará ele garantiu que o cliente iria se apresentar ainda hoje. O horário não foi informado. Após a prisão ele será encaminhado para a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) e levado para alguma das casas penais do Estado.

O mandado de prisão temporária contra Beto Jatene é de 4 dias. O advogado disse ainda que, após a apresentação do cliente, ele seguirá para Brasília para tentar revogar a mandado de prisão, já que ele afirma que o filho do Simão Jatene não tem participação no esquema.

Durante a entrevista, Roberto Lauria disse ainda que não sabia detalhes do que se cliente estava sendo acusado, já que a investigação está sendo feita por Brasília.

Policiais federais cumprem, por determinação da Justiça Federal, mandado de prisão temporária contra Beto Jatene. Confira:

As ações da PF acontecem nas seguintes unidades da federação: PA, BA, DF, GO, MT, MG, PR, RJ, RS, SC, SE e TO. No Pará são 21 buscas, 8 prisões temporárias e 11 conduções coercitivas. Já no Distrito Federal, 7 buscas, 2 prisões preventivas e 4 conduções coercitivas; Bahia, 2 buscas; Goiás, 1 busca, 1 prisão temporária e 2 conduções coercitivas; Minas Gerais, 5 buscas; Mato Grosso, 1 busca; Paraná, 1 busca e 2 conduções coercitivas; Santa Catarina, 10 buscas, 4 prisões preventivas e 8 conduções coercitivas; Rio de Janeiro, 1 condução coercitiva; Sergipe, 2 buscas e 1 condução coercitiva; Tocantins, 1 busca e Rio Grande do Sul, 1 intimação de comparecimento.

Em Belém, dos três mandados de prisão temporária, apenas um foi cumprido, além de 13 buscas e apreensão. Das nove conduções coercitivas, apenas uma falta ser cumprida.

Já em Parauapebas, das 5 prisões temporárias, três foram cumpridas, além das seis buscas e apreensão. Em Canaã dos Carajás, um mandado de busca e apreensão foi cumprido, assim como em Oriximiná.

Além das buscas, os 300 policiais federais envolvidos na ação também cumprem, por determinação da Justiça Federal, 29 conduções coercitivas, 4 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, sequestro de 3 imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar R$ 70 milhões.

O Juiz do caso determinou ainda que os municípios se abstenham de realizar quaisquer atos de contratação ou pagamento aos 3 escritórios de advocacia e consultoria sob investigação.

(Com informações do DOL)

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