Pixica: “Não admito que praça seja propriedade particular”

Secretário de Cultura Luís Alberto fala sobre os critérios para realizar o carnaval na Praça de Eventos.

Nesta semana, foi definido que o carnaval 2017 acontecerá mesmo na Avenida Anísio Chaves, conforme planejamento inicial realizado pelo secretário municipal de Cultura, Luís Alberto Figuyeira (Pixica). A decisão de utilizar a Praça de Eventos localizada na via desagradou o Conselho de Pastores de Santarém, que dizem que o local tem como objetivo receber eventos religiosos.

Em entrevista coletiva realizada às 16 horas de quarta-feira (11), o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, acompanhado do vice-prefeito José Maria Tapajós, do secretário de cultura Luís Alberto Figueira, chefe de gabinete Erasmo Maia e do procurador jurídico do município Geraldo Sirotheau, confirmou que o carnaval será mesmo realizado na Praça de Eventos, localizada na Avenida Anísio Chaves. Apesar da manifestação contrária dos evangélicos, Nélio Aguiar manteve a decisão do secretário Luís Pixica, para transferir o desfile do carnaval deste ano da Avenida Tapajós para a Praça de Eventos, na Anísio Chaves. A decisão teve apoio de todas as agremiações carnavalescas e da maioria dos vereadores de Santarém, que manifestaram apoio em uma declaração assinada e divulgada à imprensa.

Para o secretário Pixica, a decisão de realizar o carnaval na Avenida Anísio Chaves não aconteceu subitamente, mas sim observando critérios técnicos, de interesse da administração pública.

“É bom que se diga a toda a população, não foi uma decisão tomada atabalhoadamente. Não foi eu que cheguei aqui e defini, a vai mudar este local! Foi fruto de uma reunião com a LIBES, e um representante da ASAC, e mais a coordenação do Conselho Comunitário de Alter do Chão, que reunimos no dia 02 de janeiro, e definimos essa mudança. E essa mudança se deu, por vários motivos, dentre os quais, nós pensamos na economia de gasto público. Na responsabilidade com o dinheiro público. O que acontece, se eu fosse manter este carnaval na orla, nós iríamos gastar, além da arquibancada, do palco, do som, muito dinheiro. E nós realizando na Anísio Chaves, que é um logradouro público, em uma praça pública, onde já tem um palco, no mínimo economizaremos 60 mil reais. Economizaremos mais 60 mil, da arquibancada, porque lá não haverá necessidade de arquibancada, por que o acesso é livre. Portanto, acredito que o melhor local para que se possa fazer o carnaval este ano, é Anísio Chaves. Talvez, surjam outras ideias para o ano, mas isso vai ser planejado, e essa foi uma decisão em conjunto com a LIBES e as pessoas que são envolvidas no carnaval”, informou Luís Alberto Pixica.

Em relação à polêmica gerada pela solicitação do Conselho de Pastores, que solicitou ao prefeito Nélio Aguiar que o evento não acontecesse no que eles chamam “Praça da Bíblia”, Pixica acrescenta: “Eu respeito muito os pastores, respeito todos os pastores, respeito todas as religiões, mas eu não posso admitir que a praça pública seja propriedade particular. O meu entendimento é que o espaço é público, portanto, esta praça foi escolhida por ser o melhor logradouro público hoje, para este tipo de evento. E como ela é denominada Praça de Eventos, nada melhor do que fazer o Carnaval lá. Quero dizer que isso também, vai evitar muitos transtornos, principalmente pela questão do trânsito. Na Anísio Chaves, eu não vou interditar todas as avenidas, vamos interditar o mínimo possível, ao contrário se fosse na Avenida Tapajós, eu estaria interditando todo o comércio local, e com isso prejudicando os comerciantes também. Imagine só, a crise que enfrentamos, com mais um semana de interdição na orla, talvez fosse um prejuízo imensurável para os empresários santarenos. E nós pensamos em tudo isso. Portanto, acho que a decisão, é uma decisão coletiva, minha e dos demais membros que fazem o carnaval em Santarém”, finalizou o secretário municipal de Cultura, Luís Alberto Figueira.

Por: Edmundo Baía Júnior

Fonte: RG 15/O Impacto

Um comentário em “Pixica: “Não admito que praça seja propriedade particular”

  • 16 de janeiro de 2017 em 20:02
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    Esse camarada não suporta o povo evangélico. Mas ele vai se vê é com Deus. Pois toda essa afronta é contra o próprio Deus e Ele não dorme jamais

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