Após 30 mortes em 24 horas, Estado terá apoio da Força Nacional em investigação

Na tarde deste sábado, 21, uma coletiva foi realizada no auditório da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) para falar sobre os episódios de violência em Belém. O titular da Segup, general Jeannot Jansen, explicou que a parceria entre os governos estadual e federal ainda está sendo organizada, mas será estritamente de caráter investigativo. E fez questão de ressaltar: a medida, apesar de dar mais isenção e imparcialidade às investigações, não coloca a Polícia Civil do Pará sob suspeita e nem desmerece a competência da corporação.

Jansen destacou a ação do soldado Rafael da Silva, o qual chamou de “exemplo de policial e que honra toda a sociedade paraense”. “Ele insistiu até tombar na perseguição aos criminosos, fazendo o justo equilíbrio entre prudência e ousadia. Morreu, como disse a família dele, fazendo aquilo que gostava. Infelizmente, a filha dele não o conhecerá”, lamentou, com voz embargada e falas pausadas. “O trabalho de policial é cruel conosco, os policiais”, seguiu.

Na manhã de hoje, o governador Simão Jatene declarou que a situação é intolerável e convocou os gestores da área de segurança pública do Estado. Ele determinou que todos os crimes devem ser investigados e com envolvimento direto das corregedorias da Polícia Civil (PC) e da Polícia Militar (PM). Todos os responsáveis identificados serão punidos dentro lei. O Governo do Estado já está tomando outras providências para garantir a segurança da população e que serão divulgadas posteriormente, como informa uma nota do Governo.

O Governo do Estado vai investigar, de maneira rigorosa, os 30 homicídios registrados em 16 bairros da Região Metropolitana de Belém (RMB), entre a manhã de sexta-feira (20) e a meio-dia deste sábado (21). Desse total, 25 assassinatos podem estar ligados à morte do soldado Rafael da Silva Costa, de 29 anos, lotado no Batalhão de Polícia Tática (BPOT), na sexta. O governador Simão Jatene solicitou apoio ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e firmou uma parceria entre a Polícia Civil do Pará e o departamento de inteligência e investigação da Força Nacional de Segurança para apurar todos os casos da chacina. Pessoas ligadas a movimentos de defesa dos Direitos Humanos apontam 40 mortos. Algumas das vítimas não tinham qualquer envolvimento com crimes.

Na tarde de sexta-feira, 20, a Segup instalou um gabinete permanente de gestão de crise, envolvendo o alto escalão de todos os órgãos da área para acompanhar e monitorar os acontecimentos.

Fonte Orm News

Um comentário em “Após 30 mortes em 24 horas, Estado terá apoio da Força Nacional em investigação

  • 23 de janeiro de 2017 em 13:29
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    o soldado morreu, agora a família vai passar necessidades, porque com todos é assim, e com ele não vai ser diferente

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