DA TEMPESTADE À BONANZA

Parece coincidência, é bem verdade, que todas às vezes que o governo enfrenta uma crise, fica de calças curtas para dar um esclarecimento plausível para a nação, vem sempre um fato maior para fazer a população esquecê-la e o governo suspira aliviado.

Nos acontecimentos do final do ano, com a pressão sobre a homologação da delação premiada dos 78 servidores da Odebrech no início do ano, era o “buchicho” nos corredores de Brasília, quem estaria envolvido. Tal qual quando Cristo disse que alguém ali naquela mesa, da Santa Ceia, iria lhe trair! “Serei eu, serei eu, por acaso serei eu Senhor?”, “quem recebeu quanto e de quem?”. Mas eis que no alvorecer de 2017 surge o acontecimento que tira o foco da população da lava jato. A crise nas penitenciárias brasileiras, começando por Manaus, em seguida vem o resto: Roraima, Rio Grande do Norte, Pará e por aí foi até o País todo ter o seu dia de rebelião, destruição, barbárie e morte.

E do dia primeiro do novo ano até a presente data, o governo não fez outra coisa se não aumentar a burocratização para tentar solucionar a situação e até o momento de concreto… nada! Reúne com secretários, forças armadas, guarda nacional, cria uma comissão, uma nova secretaria, anuncia construção de presídios e os governadores querendo barganhar em cima da situação mais dinheiro, para o sistema promessa de liberação. O que acredito ser impossível num País que não pode solucionar o seu problema na saúde, pelo menos, afora os outros. Apenas no dia 24 a tropa de choque da PM entrou no Presídio de Natal. Mas logo após os internos estavam exibindo os seus arsenais, celulares e transitando livremente pelo pátio e a Guarda Nacional – criada como mais um aparato para inibir o povo brasileiro – deveria estar cuidando das nossas desguarnecidas fronteiras, por onde entram fácil, os entorpecentes, armamentos para o crime organizado, pelo menos. Está do lado de fora do presídio, pelo menos isso!

No entanto outro acontecimento veio abafar um pouco a crise do sistema penal. A morte acidental do Ministro Teori Javasck, ocasionada por um desastre de aviação, quando o bimotor em que viajava com mais quatro pessoas caiu próximo do Aeroporto da cidade de Parati, no estado do Rio de Janeiro.

Este acontecimento veio favorecer o governo porque as atenções da população se voltaram para o novo acontecimento. Ou para acreditar na primeira versão ou para tecer conjecturas, e levantar tese de coincidência sobre a morte do Ministro relator do Processo intitulado “Lava Jato”, próximo do dia da homologação da delação premiada, onde surgiriam mais nomes de políticos, principalmente, envolvidos no maior escândalo de corrupção da face da terra,

 E o governo aproveitou para dar o terceiro aumento da gasolina nos últimos meses. E já no dia seguinte, 25, estava nas bombas, o aumento, já quando se falaram em reduzir o preço nunca chegou às bombas a tal redução.

Mais recentemente o ex-presidente Lula, já denunciado, na lava jato e vivendo os seus dias de amargura, voltou aos noticiários, por uma forma não muito agradável, para a população. A sua esposa Dona Marisa, ex-primeira-dama do País, desta vez voltou à mídia não pelo triplex, mas porque sofreu um Acidente Vascular Cerebral -AVC – e Lula volta aos noticiários, como Lula paz e amor, com ar de sofrido. Então, esta é a realidade que vivemos no País no momento.

No nosso estado do Pará o que se destaca é a doação de uma área do terreno do Hospital Regional do Baixo Amazonas, Dr. Waldemar Pena, pelo governador Jatene (contrário ao estado do Tapajós), para construção de abrigo para crianças com Câncer. Belo gesto, se não tivesse em Santarém uma ONG já estruturada, cuidando dessas crianças. Não seria mais producente e econômico celebrar um convênio com a casa que já cuida desse tema, por sinal caindo no agrado da população por trabalhar com apoio para os familiares e a criança portadora de câncer.

Já a nível local, o nosso novo mandatário, no seu início de governo tem enfrentado muitos obstáculos. Também pudera! Recebeu uma Prefeitura sem grana e muitas dívidas, além da herança da construção eleitoral, feita no abafa da saída da Dilma e o ex-prefeito Alexandre querendo tirar dividendo político, não fez nem a tal NGO fiscalizar a obra que foi feita em um buraco. Área barganhada para dar a licença ambiental para o outro lado da pista Fernando Guilhon e veja no que deu. O tal conjunto Salvação virou calamidade pública.

Como se não bastasse, as fortes chuvas têm revelado logo ao Prefeito, a situação da Área Verde, do Urumari, Jaderlândia, Vigia, Nova República, Floresta, Matinha, Mapiri, Caranazal e de quebra tem o Mercado Municipal, avenida Tapajós e cais de arrimo que está desabando (também pudera desde 1970- sem manutenção – só as muralhas da China!).

A “meu ver” é bom que a Defesa Civil aproveite o embalo e verifique logo o chamado conjunto Moaçara, que tem uma aparência de estar sendo construído com material que não merece confiança. Senão, creio, que ao invés de enchente, teremos desabamento.

*** Nesta quinta-feira, por volta das duas e meia da manhã, perdemos o ex-prefeito JOSÉ RONALDO CAMPOS DE SOUSA, o “amigo do povo”. Político da velha república e aqui instalou a Nova República, inclusive, construindo e inaugurando no seu governo o bairro da Nova República, bairro, assim como a COHAB, modelo de moradia popular em Santarém, longe de ser o atual Salvação. Mas Ronaldo era disposto e espontâneo para os seus eleitores, cabos eleitorais e correligionários. O portão da sua casa nunca estava fechado e o seu gabinete na Prefeitura estava sempre aberto para receber qualquer pessoa. Não apenas os “peixes”.

Convivi com Ronaldo em diversas campanhas políticas. Nunca ia a uma reunião ou comício senão com todos os membros da coligação, para chegarem juntos para demonstrar a unicidade e liderança. Quando não podia atender um pedido, e lhes insistiam, dizia sempre: “não dá nem pra te enganar”, essa tá difícil, além de costumar dizer: “saio da campanha devendo o açougueiro, mas nunca um acordo”. Nunca abandonava os seus companheiros.  Santarém perde um grande político, amigo da terra e do povo mais humilde. Muitos “bacanas” não gostavam dele por esse seu jeito de ser e defender e ajudar os mais necessitados. Que ELE se encontre com a grande primeira-dama, sua querida ROSILDA, também muito benquista pelo povo santareno. Que Deus o receba em uma de suas moradas: REQUIESCAT IN PACEM!

*** Nesta sexta o clube da bola – Carrossel da Saudade – formados por ex-atletas, muitos do Fluminense, promove na sede social do Fluminense um Baile da Saudade A partir das 22:30 com duas atrações musicais:  PATRICK  E BANDA E KILME E BANDA.Imperdível!.

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