Empresária denuncia proprietário da empresa Borges

Acidentes e incidentes envolvendo os ônibus da frota do transporte coletivo de Santarém foram frequentes no ano passado. Se uma ação urgente não for efetivada pelo governo municipal em 2017 a tendência é que mais problemas relacionados a esse tema voltem a acontecer.

No dia 9 de janeiro deste ano, por muito pouco uma nova tragédia envolvendo o transporte coletivo no Município não aconteceu. Um ônibus da empresa Borges, que fazia linha para o bairro da Nova República, perdeu o controle da direção e invadiu um salão de beleza localizado na Avenida Mendonça Furtado, próximo à Praça Elias Pinto (Três Poderes), no bairro da Prainha.

O perigo existiu uma vez que o local do acidente fica cerca de 15 metros de uma parada de ônibus, que é bastante frequentada por trabalhadores e estudantes.

Felizmente foram contabilizados apenas danos materiais, porém, é justamente sobre esta questão que a empresária Adriane Mota, procurou a redação do Jornal O Impacto para realizar uma denúncia. De acordo com ela, preste a completar um mês do ocorrido, o proprietário da empresa de Borges, Mário Borges, cujo ônibus destruiu parcialmente o seu empreendimento, até o momento não arcou completamente com as despesas e prejuízos decorrentes do acidente.

“Foi tudo muito forte! Na segunda-feira, graças a Deus, ninguém trabalha, tiram folga todos, a manicure, a depiladora e eu. Naquele dia eu estava em casa, quando me ligaram pedindo para eu ir para o salão, pois um ônibus havia entrado e acabado com tudo. Entrei em desespero e fui para o salão. Quando eu cheguei já não havia mais o que fazer. Minha vida era aquele negócio, que era de onde eu me sustentava e pagava minhas contas, dependo de tudo aquilo alí. Naquele momento, na hora do impacto, minha vida parece que parou”, relatou Adriane sobre o acidente.

Ainda de acordo com a empresária, em nenhum momento ela foi procurada por Mário Borges. Diante da situação, ela que teve que acioná-lo, o que disse ser um completo desrespeito.

“Eu que o procurei, na segunda-feira, 16, uma semana após o acidente. Ele pediu que eu procurasse as notas fiscais do que havia de material no salão, levasse para ele, para ele me ressarcir, mas somente depois que ele arrumasse o ponto comercial, mas o ponto não é meu, é alugado. Estou esperando até hoje sem poder trabalhar, sem ter dinheiro, sem previsão de nada! Eu fui atrás dele, eu fiz nota de tudo que havia no salão, o entreguei e disse que constava lá; ele disse que o valor era muito alto que eu deveria apresentar notas fiscais, mas não tenho como apresentar, pois na hora do impacto o balcão foi atingido e a maioria das notas fiscais de televisor, de vídeo, de DVD, de aparelhos e outros equipamentos foi para o lixo. Eu disse a ele que tenho fotos da perícia que estava lá após o impacto, tentei levar essas fotos, mas não consigo encontrá-lo. Ele sabe que tem culpa, se ele quisesse resolver as coisas, ele teria vindo me procurar, ele sabe meu telefone. Eu quero que ele venha, que sente comigo, que me pague porque eu não quero entrar na Justiça, pois eu preciso urgentemente dos meus materiais para trabalhar. Estou apenas pedindo condições para trabalhar novamente, quero a minha vida! Aluguei um ponto comercial novo, mas não posso trabalhar sem meus materiais, não há condições. Quero que ele me pague pelas coisas que foram perdidas por culpa dele”, expõe Adriane Mota, concluindo com uma solicitação: “Seu Mário, por favor, eu quero que o senhor me procure para sentarmos e o senhor pagar o que é meu de direito! O que houve na minha vida foi uma reviravolta, acabou com tudo que eu tinha!”.

ENTENDA O CASO: No dia 9 de Janeiro, um acidente que por pouco não se tornou uma tragédia aconteceu por volta das 12:20 horas, quando um ônibus da Empresa Borges, que faz a linha para o bairro da Nova República, teve a barra de direção quebrada e invadiu duas lojas, na Avenida Mendonça Furtado, em frente à Praça Elias Pinto (Três Poderes), no bairro da Prainha, em Santarém. Segundo informações do motorista do ônibus, Adenilson Sousa de Freitas, a barra de direção quebrou quando o coletivo ia descendo a ladeira do Colégio Dom Amando e virou pra cima das lojas. Felizmente não tinha ninguém dentro das lojas. Dentro do ônibus, além do motorista e cobrador, estavam 7 passageiros, sendo que dois ficaram com ferimentos leves e foram levados para o Hospital Municipal de Santarém. Homens do Corpo de Bombeiros e agentes da SMT estiveram no local para a retirada do ônibus.

FROTA SUCATEADA: O sistema do transporte coletivo de Santarém está funcionando em precárias condições, colocando em risco a vida de pessoas. Em 2016 foram várias situações, e pelo menos dois veículos de uma mesma empresa foram consumido pelo fogo enquanto estavam operando e transportando passageiros. Em junho, um ônibus da Empresa Do Carmo, que faz a linha para o bairro da Nova República, foi totalmente consumido pelo fogo. O sinistro aconteceu por volta das 09 horas da manhã de uma segunda-feira, na Avenida Rui Barbosa, entre as travessas Antônio Justa e Frei Ambrósio, no bairro do Laguinho. Segundo informações de uma testemunha, dentro do coletivo estavam quatro pessoas: o motorista, o cobrador e dois passageiros. Um dos passageiros viu fumaça saindo pela parte de trás do coletivo e avisou o motorista, que parou o ônibus e todos desceram. Imediatamente o fogo se alastrou. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas só chegou 20 minutos após o incêndio ter iniciado e, mesmo com a chuva caindo na cidade, o coletivo foi totalmente consumido pelo fogo.

Este foi o segundo ônibus da Empresa Do Carmo que pegou fogo em Santarém. No dia 30 de janeiro de 2016, um ônibus da mesma empresa pegou fogo quando estava circulando pela Avenida Magalhães Barata, quase esquina com a Avenida Mendonça Furtado, em Santarém. O ônibus fazia a linha Nova República/Vitória Régia e dentro estavam 7 passageiros, além do motorista Elias Barros e o cobrador. Segundo o motorista, o incêndio aconteceu rapidamente, quando uma fumaça surgiu na parte da frente. O motorista parou e mandou todos os passageiros desceram. O fogo se alastrou rapidamente. O Corpo de Bombeiros foi acionado e minutos depois chegou ao local, quando apagou o fogo em poucos minutos. Ninguém ficou ferido, somente danos materiais.

Em setembro de 2014, um ônibus da empresa Santa Edwiges, que fazia a linha Nova República/Rodagem, após apresentar problemas mecânicos no motor, pegou fogo, na Avenida Rui Barbosa, entre as travessas Senador Lemos e Padre João, na área central da cidade. Trabalhadores do comércio e estudantes que retornavam para suas residências contaram que chegaram a pensar que Santarém iria viver uma grande tragédia. Durante o incidente, não houve vítimas, apenas danos materiais. Homens do 4º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) foram acionados para o local, para conter as chamas que se propagaram rapidamente na parte do motor do ônibus.

A realidade é que a frota de ônibus de Santarém está completamente sucateada e o passageiro sempre corre perigo. Está faltando fiscalização por parte dos órgãos responsáveis pelo trânsito.

Por: Rafael Duarte

Fonte: RG 15/O Impacto

 

 

 

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Um comentário em “Empresária denuncia proprietário da empresa Borges

  • 26 de janeiro de 2017 em 19:26
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    QUE PROCEDIMENTO RIDÍCULO, MESQUINHO E COVARDE, HEIN EMPRESÁRIO ? !

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