MILTON CORRÊA

Número de empresas inadimplentes cresce 5,01% em 2016 e reforça desaceleração da inadimplência, indicam SPC Brasil e CNDL

68% do total de dívidas atrasadas pertencem ao setor de Serviços, que engloba bancos e financeiras. Região Nordeste foi a que teve o aumento mais expressivo de pessoas jurídicas negativadas

O número de empresas inadimplentes continua crescendo na comparação anual, mas teve a menor variação em um ano, desde o início da série histórica.

De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 5,01% em 2016 – em 2015 a variação anual havia sido de 11,9%. Também foi observado um aumento na quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 3,37% a mais na comparação entre 2016 e 2015. Neste caso, a variação também foi abaixo do que em 2015 (13,62%).

Os dados levam em consideração todas cinco regiões brasileiras e, segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas inadimplentes no último mês foi o Nordeste, com avanço de 6,96% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 6,45%, o Centro-Oeste (4,49%), o Sudeste (4,44%) e a região Sul (3,19%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o cenário de negativação das empresas está desacelerando mesmo em um ambiente de crise econômica. “Isso porque o movimento da inadimplência sofre a influência de dois vetores principais que atuam em direção oposta: o primeiro é redução da capacidade de pagamento das empresas, que tende a elevar o número de contas pendentes; o segundo é a restrição do crédito, que, ao reduzir o estoque de dívidas, limita também o crescimento da inadimplência”, explica.

De acordo com o indicador, em dezembro o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas pelo setor credor, ou seja, para quem as empresas estão devendo, teve o comércio aparecendo com a maior alta (11,34%), seguido pela indústria (8,40%) e o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (1,13%).

Porém, em termos de participação no total das dívidas, o setor de serviços é o que mais se destaca, com um total de 68,53% das dívidas. O comércio aparece em seguida (17,62%) e a indústria em terceiro lugar (12,31%).

Municípios são obrigados a fazer levantamento de infestação por Aedes Aegypti

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Resolução do Ministério da Saúde publicada no último dia 27 de janeiro no Diário Oficial da União, torna obrigatória a realização de levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti em todos os municípios do país.

 O texto também estabelece que as informações sejam enviadas às secretarias estaduais de saúde e, posteriormente, ao Ministério da Saúde.

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada levando em consideração os diversos condicionantes que permitem a manutenção de criadouros do mosquito, a cocirculação de quatro sorotipos da dengue no país e a existência de grande contingente populacional exposto previamente a infecções pelo vírus, aumentando o risco para ocorrência de epidemias com formas graves da doença e elevado número de óbitos.

A pasta também considerou a identificação de casos de febre chikungunya, com transmissão autóctone comprovada em alguns municípios e risco iminente de expansão, além do surto do vírus Zika e sua rápida dispersão para todas as regiões do país, provocando epidemias importantes acompanhadas de graves manifestações neurológicas em adultos e recém-nascidos.

Ainda segundo o ministério, levantamentos de índices de infestação devem ser utilizados como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de prevenção e controle do mosquito.

A proposta é que municípios infestados com mais de 2 mil imóveis realizem o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), enquanto as cidades infestadas com menos de 2 mil imóveis terão de fazer o Levantamento de Índice Amostral.

Já localidades onde não há infestação deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa (armadilhas que identificam a presença de mosquitos na região) ou outra metodologia validada.

 As informações geradas após cada levantamento realizado deverão ser consolidadas pelas secretarias estaduais de saúde e enviadas ao ministério. A resolução já está em vigor.

Em 2016, das 3.704 cidades aptas a participar do LIRAa, 2.284 integraram a edição – o equivalente a 62,6% do total. Os dados mostram que, até novembro do ano passado, pelo menos 885 municípios brasileiros estavam em situação de alerta ou de risco de surto para dengue, Zika e chikungunya. O número representa 37,4% das cidades pesquisadas.

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