Itaituba enfrenta uma das maiores crises econômicas

 “O que jamais poderia se esperar, estamos vendo hoje. O município de Itaituba, um dos maiores produtores de ouro do Brasil, enfrentando uma crise, não por falta de ouro, mas porque os garimpeiros não têm para quem vender o minério”. Assim começou sua entrevista o vereador Peninha na manhã de quinta-feira (09) em seu gabinete na Câmara Municipal de Itaituba, analisando a situação que município de Itaituba está vivendo nos últimos dias com a suspensão das atividades da compra de ouro do Grupo Ourominas em Itaituba.

Segundo Peninha, desde a suspensão de comprar ouro pela Ourominas, o Município vem enfrentando uma crise financeira, pois o garimpeiro traz o ouro do garimpo e não tem para quem vender, “com isso não circula dinheiro no Município e ninguém paga conta, ninguém compra nada”, informou o edil.

“Com a suspensão da compra de ouro Ourominas, o ouro está sendo levado para outros municípios e para fora do Estado, o que é ruim para Itaituba, pois o imposto vai ser recolhido em outro Município. Como prova, já em fevereiro o município de Itaituba começou a sentir a baixa arrecadação do imposto do ouro”, declarou.

Lembrou Peninha, que alguns meses atrás, um repórter de um veículo de comunicação do Sul esteve em Itaituba, fazendo uma matéria sobre ouro. O repórter me perguntou se eu tinha a ideia de quanto diariamente circulava no quarteirão da Travessa 13 de Maio, entre a Avenida Hugo de Mendonça com a Nova de Santana. Me afirmou que, com exceção da agência do Banco do Brasil, só nas compras de ouro, circulavam ali diariamente mais de R$ 2 milhões. “Isto, por dia, agora imaginem nas demais lojas que o grupo Ourominas e outras empresas compradoras de ouro possuem em outros locais de Itaituba”, ressaltou o edil.

“A crise atingiu a todos, o comércio deixa de vender, como deixa de comprar, gerando imposto e a arrecadação do Município diminui”, frisou Peninha. “Itaituba vive do ouro. Não circulando o ouro na praça, para tudo, até o vendedor de picolé, por incrível que pareça vive do ouro. Andando nas ruas de Itaituba, se vê esta situação. A reclamação é geral. Tem loja que não vende por dia R$ 1.000,00. Alguns restaurantes resolveram fazer escalas para funcionar. Um dia sim outro dia não. Esta é a nossa realidade, com a suspensão das atividades da compra de ouro da Ourominas”, afirmou Peninha.

Fonte: RG 15/O Impácto

 

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