Jatene bloqueia verbas para hemodiálise e UPA de Santarém

Em contato com nossa reportagem, o vereador Dayan Serique (PPS) falou sobre a falta de condições do Governo Municipal em manter a saúde plena aos santarenos. Por isso compartilhou a ideia de que os vereadores formem uma força tarefa com objetivo de correr atrás de verba, para que não falte atendimento de qualidade e nem remédio nos hospitais. Salientou, ainda, que o governador Simão Jatene tem uma dívida com Santarém, pois a hemodiálise, UPA e entre outras, não estão recebendo o repasse do governo do Estado, o que acarreta ao Município a responsabilidade de manter todos esses setores da saúde sem as devidas condições financeiras.

“Os municípios das proximidades de Santarém estão na maior parte na estatística de atendidos por Santarém. Isso são os governos municipais próximos transferindo a responsabilidade de seus pacientes para Santarém, consequentemente os moradores de nossa cidade deixam de ser atendidos com a qualidade que deveriam”, denuncia Dayan Serique.

Na oportunidade, Serique lembrou aos colegas vereadores que o governo do ex-prefeito Alexandre Von deixou uma dívida de aproximadamente R$ 20 milhões para o atual governo, o que dificulta a comercialização à Prefeitura, por causa da dívida existente no comércio.

“Não é falta de vontade para melhorar a saúde em Santarém, é falta de dinheiro”, disse o Vereador, compartilhando aos colegas que o que deve ser feito é a busca de ajuda financeira urgente para atendimento pleno de saúde a todos os pacientes que precisarem. Depois acompanhar os serviços e fiscalizar, isso é serviço dos vereadores, principalmente o repasse por parte do Estado, pois a contrapartida da União e do Município está praticamente mantendo sozinhas todos os atendimentos de saúde em Santarém.

​LÍDER DO GOVERNO SE MANIFESTA: O vereador Henderson Pinto (DEM), líder do governo municipal na Câmara, endossou as palavras do vereador Dayan Serique, em relação aos dados apresentados na área da saúde. Henderson afirmou que todo e qualquer Vereador pode levar para a Câmara, temas e problemas de nossa cidade, podendo de preferência apontar soluções, porém, é preciso ter segurança e responsabilidade ao usar a tribuna, para não cometer equívocos, ou tentar simplesmente colocar em dúvida as ações desse ou daquele governo. O Vereador lamentou não ter informações referentes a denúncia da falta de medicamentos da UPA, mas que vai levantar esses dados. Já em relação ao Hospital Municipal, afirmou que a denúncia de falta de medicamentos não procede, que já foi constatado que há medicamentos suficientes para atender a demanda.

Henderson Pinto destacou que a farmacêutica Talita Cunha assumiu inicialmente a função de coordenar a parte do almoxarifado do municipal, e em um mês de trabalho, os índices apresentaram uma economia de 40% de economia em relação ao desvio de medicamentos que acontecia no Hospital Municipal. E pelo seu trabalho foi escolhida pelo secretário Municipal de Saúde.

Em relação aos números apresentados por alguns vereadores, Henderson achou importante corrigir alguns dados. “Primeiro temos que respeitar o sentimento dos entes queridos das pessoas que morreram ali, e é importante destacar que no mês de janeiro, foram internadas no municipal na Urgência e Emergência 21.142 pessoas, no hospital 1.152, esse número é um dado aceitável pela organização Nacional da Saúde, que é de 7,5%. E se compararmos o número de mortes no mês de janeiro, que foi de 142, teremos um número de mortes inferior 6,5%, 15 menos que o índice aceitável pelo regulamento da saúde. Mas isso não é motivo para comemoração, nós temos que trabalhar cada vez mais para melhorar a situação no hospital”, declarou Henderson Pinto. Também entram no índice, pessoas que morrem em casa, mães grávidas que já entram com o feto morto etc.

Um problema foi relatado pelo vereador Gaúcho, relacionado ao plantão de médicos no HMS, Henderson afirmou que o trabalho dos vereadores é justamente fiscalizar e cobrar do governo a resolução, que há casos de médicos que terminam o plantão e não esperam o outro que assumiria o plantão, em contra partida, o próximo que assumiria, não chega no horário gerando um grande problema. Henderson disse que o prefeito Nélio Aguiar tem sido rígido em relação a isso, cobrando diretamente dos próprios médicos, que recebem pra estar ali no horário estipulado.

“Até aqui são 60 dias, muitas coisas estão sendo feitas nesse governo, sobre a situação dos servidores temporários, não existe isso do Prefeito novo demitir. A questão é o que o nome já diz, o contrato é temporário. No fim de um ano encerra o contrato, sendo que no governo passado haviam 4 mil temporários, por exemplo”, concluiu Henderson Pinto.

Fonte: RG 15/O Impacto

 

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