Nélio: “Intervenções em ruas são patrocinadas por políticos derrotados”

Prefeito Nélio Aguiar diz que tem pessoas que não aceitaram até agora a derrota nas eleições

Nesta semana o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, assinou o segundo decreto de emergência de sua gestão. Em entrevista exclusiva à TV Impacto e ao Jornal O Impacto, o gestor municipal esclareceu a motivação dos decretos, bem como avaliou de forma bastante segura, o trabalho que vem desenvolvendo à frente da Pérola do Tapajós. Nélio Aguiar diz que tem pessoas que não aceitaram a derrota nas eleições, e torcem para que o novo governo não dê certo. “Quem pensa desta forma, vai se dar mal. Pois vamos trabalhar, nosso governo vai dar certo, eu acredito na força do trabalho e na seriedade do nosso governo, preocupado com qualquer tipo de desperdício de recurso público. Não vamos permitir desvios de recursos públicos. Aplicaremos corretamente esses recursos. Nosso governo é voltado para o bem comum da população, não é por interesse próprio”.

De acordo com o prefeito, a chegada do verão irá possibilitar que o Município receba os serviços adequados para melhoria da infraestrutura, e os santarenos vão observar os resultados, fruto de um trabalho de planejamento e dedicação. Acompanhe a íntegra da entrevista:

Jornal O Impacto: O que motivou a assinatura do segundo decreto de emergência?

Nélio Aguiar: Nós fizemos o primeiro decreto de emergência por causa de um vendaval, na região do Arapiuns, na Vila Brasil, onde praticamente foi destruída uma escola. Recentemente fizemos o segundo decreto de situação de emergência, motivado pela inundação, resultado da grande enchente dos rios Tapajós e Amazonas. Temos um levantamento da Defesa Civil com várias famílias que foram afetadas pela enchente, como também o comércio local tem sido afetado, principalmente a Avenida Tapajós, em que partes dela estão interditadas e o Município tem que arcar com despesas, principalmente na instalação de bombas. A principal finalidade desse segundo decreto é de pedir realmente apoio ao Governo Federal e à Defesa Civil Nacional, para que esses órgãos possam ajudar o município de Santarém a combater e a custear esses danos que são causados pela enchente, pois o Município sozinho com recursos próprios tem dificuldade para reparar esses estragos.

Jornal O Impacto: Sabemos que os danos não ocorrem apenas na zona urbana, mas também na zona rural. Quais as regiões mais afetadas?

Nélio Aguiar: Principalmente as regiões de várzea, comunidades em que a enchente dos rios atinge níveis bastante elevados, chegando até atingir algumas casas. Diversos moradores necessitam levantar o assoalho de suas casas, é preciso construir passarelas para as pessoas terem acesso, alguns consequentemente acabam vindo para área urbana do Município, para casas de parentes, com a intenção de passar esse período da cheia dos rios e sem falar na dificuldade de se trabalhar, e de produzir. Essas pessoas também precisam de auxílio de cestas básicas, que sem poder plantar, sem poder criar animais, pelo local estar todo inundado, traz grandes dificuldades, devido essas regiões de várzea serem atingidas pela enchente.

Jornal O Impacto: Em 2009 houve uma enchente histórica, a deste ano será parecida?

Nélio Aguiar: Estamos pouco mais de 20 centímetros atrás da grande enchente de 2009, que se trata do maior registro que temos. Acreditamos que não iremos atingir essa proporção de 2009, mesmo assim estamos acompanhando diariamente o nível do Rio Tapajós e ele começa a dar sinais de estabilização, não está mais aumentando, e a tendência é que possa se estagnar e depois começar realimentar o fenômeno da vazante.

Jornal O Impacto: Neste período chuvoso, a estrutura das ruas tem sido fortemente afetada. Como forma de protesto, e de chamar a atenção do poder público, moradores utilizam-se de barreiras, dificultando a passagem veículos e até mesmo pedestres. Diante desta situação, qual sua opinião?

Nélio Aguiar: Essa é outra situação que o Município vem passando. Inclusive nós estamos prestes a assinar um terceiro decreto de situação de emergência, que é provocado pela enxurrada decorrente das fortes chuvas. Tivemos um vendaval, temos a enchente e temos um terceiro fenômeno da natureza, que devido às fortes chuvas desde dezembro do ano passado tem provocado muitas enxurradas que têm feito um estrago muito grande nas ruas de Santarém. Tanto as ruas pavimentadas quanto as que tinham apenas piçarras e areia, estão se transformando em verdadeiras crateras, algumas se tornando até intrafegáveis, e de difícil acesso, para chegada de ambulâncias, carros de moradores. Se trata de um dano muito acentuado e nós estamos trabalhando junto com as Defesas Civil Municipal e Estadual, aguardando o parecer técnico, para de fato decretarmos situação de emergência também com relação às enxurradas, pois precisamos de ajuda e apoio nesse momento para fazer a reconstrução do sistema viário de Santarém. Nós temos dois aspectos que têm dificultado no momento a reconstrução das vias. Primeiro, por motivo das chuvas que ainda continuam acontecendo com frequência e que impossibilitam a realização de um trabalho mais efetivo. Segundo, é não ter recursos suficientes para dar essa resposta. Ressaltamos, que alguns movimentos de bloqueio, principalmente os dois últimos, no bairro da Aldeia e no bairro Jardim Santarém, estivemos analisando e concluímos que são movimentos de motivação política, tentando atingir e desgastar o governo, até porque as situações levantadas, não eram tão críticas para chegar ao ponto de interdições com entulhos, bloquearem as ruas e se fazer uma manifestação. Existem muitas outras ruas em pior estad0o, e não está havendo esse tipo de reação. Eu respeito a atitude de protestar, de interditar, mas não considero que seja uma alternativa correta, mesmo porque nosso governo é de diálogo. Recebemos as lideranças, o Secretário também está orientado para isso. Recebemos os ofícios, recebemos imagens pelas redes sociais, fotos de buracos e situações de riscos, nós temos todo esse levantamento e é colocado em uma programação. Nós trabalhamos com três equipes para tapar buracos e outras equipes de limpeza urbana, obstrução de bueiros e que precisam de ordem de serviço e organização. Não saímos por aí atirando para qualquer lado, é tudo bem planejado. Trabalhamos com equipamentos pesados, temos que deslocar esses equipamentos, existem mais de 300 ordens de serviços a serem executadas, no dia que não chove nós rendemos bem a produção dessas equipes; no dia que chove, paralisa todos os nossos trabalhos esperando a chuva cessar para assim então desenvolver o serviço. Estamos atendendo e trabalhando todos os dias para conseguirmos dar conta. Nossa resposta não consegue ser tão rápida, porque quando temos uma forte chuva, ela não cai só em uma rua, ela atinge a cidade inteira. Quando a chuva passa e nossa equipe vai trabalhar, não conseguimos ter máquinas e pessoas trabalhando em todas as ruas ao mesmo tempo. Trabalhamos por etapas, o dano causado pela chuva é generalizado, mas nossa capacidade de resposta é pontual. Priorizamos principalmente as linha de ônibus para garantir o transporte urbano, transporte coletivo, transporte escolar, estamos com equipes fazendo manutenção de ruas, aqui na área urbana, como também temos equipes da Secretaria Municipal de Agricultura, inclusive fazendo manutenção e recuperação de ramais. Mesmo no período do inverno, estamos trabalhando para garantir a trafegabilidade e o escoamento da produção e garantir o transporte escolar.

Os danos provocados pela chuva, todo mundo está vendo. Nós vivemos em uma cidade amazônica. Os últimos invernos não foram tão fortes quanto esse que estamos enfrentando. São coisas da natureza, não dá para ficarmos reclamando, temos que encarar e correr atrás do prejuízo, e o governo não está parado, estamos completamente abertos ao diálogo. Fazer interdições com sentido de chantagear o governo ou fazer alguma coisa do tipo, não vai funcionar, porque temos critérios técnicos de necessidade, e já existe uma programação estabelecida e você fechar uma rua que está em situação muito difícil, colocando em risco a vida das pessoas, para desmontar toda aquela mobilização de equipamentos, para correr para uma rua em que você vê que por trás estão pessoas com segundas intenções, pessoas com movimento político, pessoas que até foram candidatas e perderam a eleição, que não aceitam nossa vitória e o nosso trabalho, realmente não dá para ficarmos entrando nessa, de jeito nenhum. Nosso trabalho é sério e o momento que passamos é de união, não cabe politicagem, pois se trata de um momento muito difícil. E uma crise que se passa em todo País, temos uma queda de recursos, não tem sido fácil administrar o Município mesmo assim estamos com nossa folha de pagamento em dia. Realizamos um parcelamento com o INSS, tiramos o município da inadimplência do CAUC, já conseguimos alguns recursos para Santarém. Então, nós estamos fazendo o trabalho mesmo com todas as dificuldades enfrentadas em relação à crise econômica que passamos. Com relação à herança de dívidas que recebemos, estamos honrando esses compromissos. Então, são dificuldades que a maioria da população compreende e é testemunha. Um ou outro, por motivações políticas, tentam se aproveitar da situação que estamos enfrentando, e querem tirar proveito político, como se o governo não tivesse trabalhando nas ruas, levando os serviços. Todos os dias estamos fazendo isso e vamos continuar trabalhando e aproveitar o verão que se aproxima para fazermos uma grande operação verão e uma reconstrução do sistema viário do município de Santarém.

Jornal O Impacto: Há poucos dias o senhor fez um balanço dos 100 dias do seu governo, uma ação que demonstra transparência. Qual a sua visão sobre as cobranças, muitas vezes exacerbadas, de pessoas que querem que em poucos meses de mandato, se resolva problemas antigos, ignorados por gestões anteriores?

Nélio Aguiar: O maior problema que enfrentamos em Santarém está relacionado com infraestrutura urbana. O Município não possui drenagem em nossos 700 quilômetros de ruas. Deste total, apenas 30% possui pavimentação, ou seja, 70% não estão pavimentadas, não possuem drenagem. Com as fortes chuvas o impacto é muito grande, e nós de fato não estamos preparados para receber essa situação, e isso custa muito dinheiro. Estamos tomando as providências, inclusive contratando uma consultoria de um técnico que vem de São Paulo para nos ajudar a concluir nossos planos de saneamento e drenagem. Estamos fazendo projetos de pavimentação para 30 quilômetros de ruas e estamos correndo atrás desses recursos. Tem coisas no governo em que as respostas são imediatas, porém, existem coisas que são sementes que plantamos hoje e só iremos colher amanhã, ao longo do trabalho. Nós fomos eleitos para trabalhar por quatro anos por Santarém, não fomos eleitos para fazer tudo que nós planejamos e idealizamos para fazer por Santarém em apenas quatro meses. Nós infelizmente começamos nosso governo pelo período do inverno, quando tudo se torna mais difícil. Nós teremos pela frente o primeiro verão do nosso governo, não tenho preocupação em relação a isso, sei que não agradamos a todos. Jesus que só fez o bem, a opinião pública o condenou à morte e mandou soltar Barrabás. Não dá para nos basearmos por essas questões que são colocadas através de opiniões não compreensivas, críticas que não são construtivas, pessoas que torcem contra Santarém, e torcem para que nosso governo dê errado. Quem pensa desta forma, vai se dar mal, pois vamos trabalhar, nosso governo vai dar certo, eu acredito na força do trabalho e na seriedade do nosso governo, preocupado com qualquer tipo de desperdício de recurso público. Não vamos permitir desvios de recursos públicos, nós aplicaremos corretamente esses recursos. Nosso governo é voltado para o bem comum da população, não é por interesse próprio, então, eu acredito muito que vai dar certo. O trabalho que eu tenho feito, seja de madrugada, de domingo a domingo, de sol a sol, chuva a chuva, eu acredito no resultado desse trabalho. Eu sempre venci na vida, e foi através da força de vontade, enfrentando as barreiras, não desistindo, não baixando a cabeça, sempre olhando para o futuro com fé e esperança e acreditando, que cheguei onde estou. É exatamente esse tipo de filosofia que estamos colocando dentro do governo, sei que não é fácil, mas com a nossa força de vontade e muito trabalho vamos vencer esses desafios.

Jornal O Impacto: Qual previsão do início das obras da Orla Fluvial de Santarém?

Nélio Aguiar: Nós estamos na fase burocrática. Temos uma minuta do edital de licitação, estamos prestes a lançar esse edital, e aguardar o resultado que deve demorar em média de uns 35 a 40 dias. Essa parte burocrática costuma demorar mesmo, e assim que for conhecida a empresa vencedora e chegar ao processo final da licitação, iremos repassar a ordem de serviço para a empresa vencedora, para de fato começarmos as obras da orla.

Às vezes as pessoas acabam criticando o governo sem ter conhecimento, sem saber direito o que está acontecendo. Quero agradecer ao Jornal O Impacto pela oportunidade de esclarecer à população que é o nosso dever e nossa obrigação governar de forma transparente, e de uma forma franca colocar o que está acontecendo. Não estou dizendo que Santarém está às mil maravilhas, que está tudo ‘redondinho’, sabemos que não está, mas estamos trabalhando para dar resposta à população, pois ela merece todo o nosso esforço e dedicação. Em prol da população que votou na gente e os que não votaram, o nosso governo trabalha para todos, o governo não é para o meu partido ou apenas para quem votou em mim, e sim por uma Santarém melhor. Tenho certeza que iremos realizar grandes obras em Santarém, está tudo em planejamento, várias obras serão retomadas, como a obra do Hospital Materno Infantil, algumas de pavimentação de ruas que serão retomadas e tudo isso estaremos mostrando através da TV Impacto e Jornal O Impacto.

Por: Jefferson Miranda

Fonte: RG 15/O Impacto

3 comentários em “Nélio: “Intervenções em ruas são patrocinadas por políticos derrotados”

  • 12 de maio de 2017 em 16:53
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    Como prefeito será pior que a tal Maria do Carmo. Em cem dias passamos a ser a cidade mais suja do Brasil. O Pessoal da tapa buracos é despreparado, faz tudo pela metade, faz uma quadra, pula outra, deixa um monte de sujeira numa quadra, limpa outra, sem coordenação, sem acabamento. o que se chama de serviço “porco”. Quanto a decretar emergência não da pra entender, só pode ser pra não licitar, o Problema de enchentes é rotineiro e anual.

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  • 11 de maio de 2017 em 20:22
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    Nunca, mas nunca vi tantos buracos e Tanto imundice nas ruas de Santarém. Em todos os bairros. Tá sendo imoral este cem dias de governo.

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  • 11 de maio de 2017 em 17:33
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    Senhor prefeito…. quer dizer então que os buracos… as valas e tudo aqui quebrado é culpa dos derrotados???? senhor preofeito NÉLIO PREGUIÇA Aguiar… já se passaram 100 dias e vc ainda não deu a resposta pra essas ruas das periferías… vamos trabalhar…

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