Eduardo Fonseca Ed. 1151

SANTARÉM 356 ANOS

Como passar sem falar do aniversário de Santarém?
É claro que temos sempre a dizer que Santarém merecia muito mais se os que dizem que a amam se preocupassem em fazer dela uma verdadeira “Pérola”, ou como nos versos de Felisbelo Jaguar Sussuarana: “Tu és, ó cidade de belezas”, por isso hoje, não falarei do bueiro em frente à Matriz que vai permanecer produzindo a catinga, a fedentina, o mal cheiro, até para receber os convidados para a Missa de aniversário da cidade,.
Não direi do lixo que se acumula há mais de mês na Praça das Flores. Da poluição das nossas praias, das nossas ruas da periferia onde não se pode nem caminhar. Do hospital municipal, que até parece a “faixa de Gaza”. Das nossas feiras, desorganizadas, da venda de peixe na rua, saído direto dos caminhões de outras cidades. Dessa venda de verdura na calçada da Senador Lemos, e no Calçadão da orla, assim como o excesso de vendas de churrasquinho de “gato”, sem fiscalização da vigilância sanitária, que só tem olho para os restaurantes e alguns supermercados, e o resto?
O Abandono dos nossos imóveis históricos e mal zelados pelos seus proprietários que não têm compromisso com a nossa história. E a descaracterização da cidade pelo tal falado progresso. Por isso minha homenagem à minha terra no seu aniversário vai com um poema de Emir Bemerguy – ADEUS “VERA PAZ!; O progresso foi chegando/eu não sei direito quando/ a tristeza aconteceu…/Cais do Porto, essa esperança/ Dos meus tempos de criança,/Hoje é sonho que viveu!/ mas enquanto se trabalha,/ o reverso da medalha/amargura uma cidade;/Nossa praia acolhedora “Vera Paz” encantadora. Lá se foi virou saudade! Violões não mais terás…/Adeus, adeus, adeus linda “Vera Paz”!//
Nem seresta, nem luares…/violão, se tu chorares,/ também choro, não resisto… / modernidades são bem vindas…/ mas destroem coisas lindas…/quanta mágoa eu sinto disto! / nos arquivos da memória/ incluí mais um a história/ desta vida tão fugaz:/ chegará bem mais conforto/ nos navios do Cais do Porto, / mas findou-se a “Vera Paz”!…
E para completar uma homenagem às mulheres santarenas, que estão virando ‘loiras”, deixando a tradição e cultura tradicionais. Assim exaltavam – nas em CANÇÃO DA SANTARENA, o nossos poeta Pe. Manuel de Albuquerque, em 1968, que foi musicado por Wilson Fonseca:
Sou a linda santarena, /sem orgulho e sem vaidade,/ sou bonita, sou morena,/ tenho a flor da Mocidade,/ Brasileira e Paraense,/ Eu me chamo a Santarena,/ nos encantos quem me vence?…Sou bonita, sou morena!…/Minha terra pequenina/ tem a graça da Beleza,/ da Beleza de menina,/ de menina que é princesa./ Alvas praias santarenas, / plúmbeas águas tapajônicas,/ mansas brisas sempre amenas,/ matas e águas Amazônicas. / Quero bem a minha terra,/ Quero bem a minha gente!/ se a distância me desterra,/quero logo estar presente!/ nem que seja mais bonita,/ não invejo a terra estranha; /se estou longe, sou proscrita,/ e a saudade me acompanha!…/ num afago tão macio, / que se sente e não se entende,/ Tapajós meu lindo rio / tem um quengo que me prende…/ amo a terra santarena /meus irmãos e meus paizinhos!…/ sou bonita, sou morena!…/tenho aqui os meus carinhos!…. ////////// Que venham anos melhores para o seu povo e para ti, ó Santarém querida. ////////// Nesta sexta volta ao Fluminense para promover uma Sexta da Saudade, a Banda Estação Ponto Com. a partir das 23 horas. Imperdível.

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