Santarém e Belém vivem realidades diferentes sobre problemas de abastecimento da greve dos caminhoneiros

Jocélio Carneiro, representante do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Pará, diz que Santarém não corre risco de ficar sem combustível

Situadas em regiões diferentes do Pará, as duas principais cidades do Estado, Belém e Santarém vivem realidades diferentes, após o 9º dia da greve dos caminhoneiros, em todo o Brasil. Enquanto há reclamações de moradores da capital do Estado sobre o abastecimento de combustíveis, como diesel e gasolina nos postos, além da falta de produtos alimentícios, como frutas, verduras e legumes em feiras e supermercados, em Santarém, os empresários garantem que a cidade não sofreu os impactos da greve dos caminhoneiros.

De acordo com o representante do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Pará (SindiCombustíveis), Jocélio Carneiro, todos os 50 postos existentes em Santarém não correm risco de desabastecimento, por conta do produto que abastece vir do vizinho Estado do Amazonas, onde o transporte é feito em balsas por via fluvial. Além disso, não houve bloqueio das distribuidoras de combustíveis em Manaus.

Em relação a produtos alimentícios, a Associação dos Produtores Rurais de Santarém (Aprusan) garantiu que o Município é autossuficiente na produção de alimentos. A Aprusan afirma que as feiras e mercados da cidade funcionam normalmente, sem alteração de preços de batata, cebola, cenoura e tomate, que tiveram elevação de preço nos grandes centros.

Já em Belém do Pará, as consequências da greve dos caminhoneiros no abastecimento de combustíveis e produtos alimentícios foram os temas de duas reuniões promovidas na manhã de segunda-feira (28), pelo Ministério Público do Estado (MPPA), que teve a participação do Procon/Pa e representantes dos dois segmentos envolvidos nas questões.

A 3ª promotora de Justiça do Consumidor, Joana Coutinho, e o diretor do Procon, Moysés Bendahan, reuniram com o representante do Sindcombustíveis/Pa, Pietro Gasparetto, para tratar do abastecimento e possíveis reajustes abusivos no preço dos combustíveis que poderiam ser praticados pelos postos de gasolina, já que a greve dos caminhoneiros já entrou em seu 9º dia.

Segundo o representante dos postos de combustíveis, o abastecimento na capital está se regularizando, mas a preocupação é quanto à distribuição nos municípios das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do Pará, já que os distribuidores estão impedidos em alguns pontos de chegar em razão dos bloqueios nas estradas.

Em até 24h o Sindcombustíveis informará ao MPPA quais os municípios que se encontram com dificuldades em receber o combustível.

“Em relação ao preço na bomba, o Ministério Público e o Procon expedirão recomendação conjunta aos postos de combustíveis, no sentido de que os preços sejam reajustados dentro da orientação dos ajustes da Petrobrás”, frisou a promotora Joana Coutinho.

A segunda reunião foi realizada com o presidente e o vice-presidente da Associação dos Supermercados do Pará (Aspas) Jorge Portugal e Carlos Rodrigues, que informaram que a preocupação é quanto ao desabastecimento de frutas, verduras e legumes, que vêm de outros estados, como é o caso da batata, cenoura e pimentão.

Os representantes da Aspas informaram que os produtos de mercearias nos supermercados ainda têm estoque para aproximadamente 20 dias e que ainda há um bom estoque de frango congelado. Há uma estimativa de que os produtos da cesta básica têm estoque para 15 dias. Isso tudo referente à capital, pois o interior tem sido mais prejudicado devido ao bloqueio das estradas.

A Aspas se comprometeu a monitorar a procura pelos produtos da cesta básica por 48 horas e, caso haja desabastecimento, manterá informado o MPPA e Procon.

“Vamos ficar atentos para evitar que nessa situação excepcional os consumidores não sejam prejudicados”, finalizou Coutinho.

Fonte: RG 15/O Impacto

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