Peninha denuncia Instituto dos Servidores do Pará por calote

Vereador diz que vai completar três meses que o IASEP não paga conveniados

O vereador Peninha usou a tribuna da Câmara de vereadores de Itaituba na terça-feira (05), para denunciar o descaso do Instituto de Assistência dos Servidores Estaduais do Pará (IASEP) com os conveniados para prestar assistência aos funcionários. Peninha disse que vão fazer três meses que o IASEP não paga os conveniados que prestam serviço aos servidores.

O edil itaitubense disse que somente na região Oeste do Pará são aproximadamente 12 mil funcionários que contribuem mensalmente com o Instituto, mas o órgão não está pagando os conveniados, por isso o atendimento está ameaçado.

O parlamentar argumentou que não entende porque a falta de pagamento dos serviços prestados pelos hospitais, clínicas e ambulatórios, pois somente na região, o IASEP arrecada em torno de 1 milhão de reais e a despesas no Oeste do Pará não custam 200 mil reais.

Lembrou Peninha que religiosamente uma média de 200 reais é descontado mensalmente do salário do servidor para a Previdência e hoje, mesmo pagando, esta assistência está ameaçada. “Somente o atendimento ambulatorial ainda está sendo feito, mesmo com o atraso no pagamento. A urgência e emergência, o plano não cobre e se um usuário precisar tem que procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) ou particular”, frisou Peninha.

A situação é grave e os conveniados ameaçam não atender os servidores, caso o pagamento não seja efetuado antes de completar os três meses.

Preocupado, o vereador Peninha pediu para a Câmara encaminhar documento ao IASEP pedindo esclarecimentos sobre o atraso no pagamento dos serviços prestados pelos conveniados.

SAIBA MAIS: Em abril do ano passado, nossa reportagem publicou denúncia de servidores do Estado, que estavam tendo desconto em seus salários, mas o atendimento não existia, naquela ocasião, em Santarém.

“No IASEP não existe inadimplência, pois o desconto é automático no contracheque, e como o Governo do Estado não paga os fornecedores, que sem receberem, restringem o atendimento; muitos até se descredenciam”, assim desabafou um servidor público estadual, sobre a atual situação do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep).

Naquela ocasião, a situação enfrentada pelo funcionalismo do Estado era bastante delicada, no que concerne ao atendimento do Instituto. Em Santarém, os sindicatos e entidades representativas da classe, sem encontrarem um retorno sobre a problemática, acionaram por diversas vezes o Ministério Público do Estado (MPE).

O Município considerado Polo na Região Oeste do Pará, em 2016, chegou a permanecer por meses sem contar com uma Unidade de Saúde credenciada, que pudesse atender os servidores. Em abril de 2017 contava apenas com um hospital, que frequentemente ficava sem receber os repasses do Governo do Estado. Os servidores denunciaram, na época, que não tinham acesso a especialidades, e que a maioria dos atendimentos eram realizados por clínicos gerais.

“Em Santarém o atendimento no IASEP é quase zero. Quando procuramos o IASEP, nunca tem médico. Os médicos alegam que o Governo não repassou a verba que deveria, e realmente não entendo, pois é descontando em folha do funcionário, não há problemas de inadimplência, portanto, é algo que afeta a todos nós servidores públicos porque pagamos, vem descontada uma quantia considerável no nosso contracheque e não temos o atendimento que deveríamos ter no IASEP, inclusive o Ministério Público por Belém já entrou com uma ação contra o IASEP, mas até o presente momento, não temos esse atendimento, que sempre esperávamos que acontecesse, principalmente nós que temos filhos, que precisam de atendimento com médicos pediátricos, atendimentos odontológicos. Por isso consideramos um problema muito grave, você paga um plano de saúde e ainda que a nível de funcionalismo público, vem sempre descontado no contracheque todo mês e infelizmente o IASEP não proporciona o atendimento que deveria ser feito em nossa cidade”, disse o funcionário público estadual, naquela ocasião.

Diante da situação, os servidores que deveriam ser atendidos pela rede do IASEP, além de pagarem a mensalidade do plano, que representa cerca de 9% sobre o total dos proventos, caso queiram atendimentos com especialistas, têm de pagar particular. Muitos acabam também recorrendo ao SUS.

“Ou pagamos particular, ou recorremos ao SUS. Por exemplo, meu filho já adoeceu e tive de levá-lo ao Hospital Municipal, não que o SUS também não possa, mas como é descontado todo mês, se trata de um dinheiro que não tem mais volta, vai para os cofres do Governo e não vem em forma de atendimento como esperamos”, denunciou o servidor público.

Fonte: RG 15/O Impacto

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