SANTARÉM FORA DA HISTÓRIA BRASILEIRA E PARAENSE!

É bem verdade! Embora muitas pessoas não estejam ligadas no feriado, de 15 de novembro, pela passagem de uma das mais importantes datas históricas nacional. Estão preocupados com o dito “feriadão”, porque muitos matarão a sexta feira.

Mas Santarém que tinha reverenciado homenageada duas importantes datas da nossa história, uma do Pará o dia 15 de agosto e a outra a Proclamação da República 15 de novembro.

As duas datas eram lembradas pelos nome de duas artérias, no centro da Cidade de Santarém, a 15 de agosto ia da Rua Tapajós até o antigo morro do Aeroporto, na Afonso Pena, com a Anísio Chaves. A outra 15 de novembro já um pouco mais curta, iniciava-se na Avenida Tapajós até a Av. São Sebastião.

Ambas, por “trabalho” do Legislativo municipal trocaram de nome, para nome de dois filhos ilustres da terra que foram pessoas dedicadas, trabalhadoras que fizeram por merecer a homenagem, porque passaram pela vida e deixaram suas marcas e as presenças, com boas obras.

Para a 15 de Agosto que nos lembrava a data em que o estado Pará aderiu a independência do Brasil, em vista de que aqui no estado a Colônia Portuguesa, como até hoje, em Belém, é muito forte, razão porque não queria se afastar do domínio de Portugal. O Império do Brasil, impôs ao estado do Pará, pela força, com uma frota comandada por Lord Crockane e Greefield, estes deram o ultimato para os governantes do Pará, em Belém, “se não se entregassem, bombardearia a cidade de Belém. Os paraenses se renderam e aderiram ao Governo central do Brasil”. O episódio ficou conhecido como Adesão do Pará a Independência do Brasil. Foi a última província a se submeter ao Brasil. Isto sem adentrar nos demais acontecimentos que vieram até a Cabanagem.

Já a Travessa 15 de Novembro nos lembrava a data em que foi proclamada a república no Brasil,  por um grupo de militares, (vejam só- o Governo Republicano começou pelos  militares, e teve uma presença marcante até os dias de hoje), cujo líder foi indicado o Marechal Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente da República, e assim o Brasil, se “modernizava”, politicamente aderia o modelo de alguns governos fortes e progressistas, como os Estados Unidos da América do Norte, por exemplo.

Em poucas palavras, tenho a dizer que os vereadores da Câmara Municipal de Santarém, “muito atuantes”, quando se trata de moção de louvor, requerimento de sessão especial, como esta que será brevemente realizada, mais uma sessão especial da CELPA, para esta já fizeram inúmeras, e o resultado é sempre o mesmo. Esta como as outras não vai dá em NADA e projetos para mudar o nome de, como fizeram, recentemente, com os atuais nomes das travessas 15 de Agosto e 15 de Novembro.

As duas pessoas foram merecedoras. A 15 de agosto passou a chamar-se Benedito Antonio da Cota Guimarães (descendente do Barão de Santarém). Eu o conheci jovem, no movimento estudantil, ajudando os leprosos, que ficavam no barracão onde hoje é o Hospital São Camilo, nos fundos do Asilo, depois na feira livre nos anos 60, com ajuda da ASEAS, entidade estudantil, no movimento para agasalhar os nordestinos que aqui chegavam sem lenço e sem documento. No futebol, pelo seu São Francisco, mas também, foi presidente de outros clubes, como Náutico e Flamengo, e ajudava sempre os outros. Empresário, arrumou emprego para muita gente na sua Agência de Vigilância Tapajós. Político, foi vereador, deputado estadual e deputado federal, atuante na sua Fundação Benedito Guimarães, dentre os serviços, tinha carro pipa para levar água para os colonos, quando nem se falava em micro sistema. Era amigo do povo e torcedor do FLUMINENSE DO RIO DE JANEIRO, por muitas vezes, ia assistir jogos em minha casa comigo, quando a TV por canal fechado, ainda não era tão popular.

A 15 de Novembro, recebeu o nome de JOAQUIM DA COSTA PEREIRA, santareno, empresário que diversificou duas atividades, eu o conheci ainda na CASA MIMI, que ficava ao lado do antigo mercado municipal, na Avenida Tapajós, próximo ao Castelo, este “derrubado criminosamente”. Foi um empresário de visão e procurou trazer para Santarém, o que a nossa cidade precisava. Atuou em eletroeletrônicos, existentes na época, (meu avó deu de presente de 15 anos para uma das minhas tias um Acordeom, comprado na Casa MIMI.) Chique! Foi empresário do ramo de veículos automotivos, quando se queria comprar um ia-se a Belém e trazia o veículo nos navios da Enasa ou em Barcos. Foi um dos fundadores da TV Tapajós, quando em outros municípios do porte de Santarém, a televisão já era popular, ele trouxe para cá, fundou o Jornal o Estado do Tapajós, a Rádio FM 94, esses veículos de comunicação, coordenavam com muito garbo, o concurso de Rainha das Rainhas do Carnaval Santareno. Além de muitos outros empreendimentos e trabalhos sociais que pouco fazia questão de divulgar, era do seu próprio eu.

Não merecem a homenagem? Claro que merecem! E muito mais! Mas como se manifestou o meu confrade da Academia de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, Padre Sidney Canto: “Pela grandeza dos seus trabalhos, dedicados ao seu “torrão natal”, mereciam que lhes fossem dedicados outros logradouros. Um local grandioso, como grandioso foram esses filhos da terra mocorongas”. E não se “castrar” mais uma vez a história de Santarém, como já fizeram com a rua MARARU, que dedicaram a um “amigo do peito” do prefeito da época e vereadores subservientes, alteraram para SÉRGIO HEIN, (nada de pessoal contra a memória e a pessoa do falecido professor); e assim, a FLORIANO PEIXOTO, para MAESTRO WILSON FONSECA (também, nada contra o querido maestro ISOCA, mas já tem inúmeros monumento em sua homenagem) e os outros? E olhem bem! Na mesma rua moraram a Artesã DICA FRAZÃO  e  o poeta EMIR BEMERGUY, vão propor na Câmara, dividir para os três a Rua? A BENJAMIM CONSTANT já é SILVÉRIO SIROTHEAU CORREA! Quem perde é a história de Santarém, porque não colocam uma resumida história de quem emprestou o nome para a rua. E mesmo porque os ditos “representantes do povo” que não se preocupam com a cultura, as tradições e seus valores, e aí os mais jovens? Vão desconhecendo os nossos heróis, nossos valores culturais.  Só vão conhecer a cultura eletrônica? Mas como ainda há dois anos para os “representantes do povo” concluírem seus mandatos, deve-se aguardar mais mudanças de rua, de Praça e quebra e descaso com a paisagem santarena. E aí eu termino este texto com a o verso do falecido cantor CAZUZA: “Os nossos heróis morreram todos”. ====== Estou meio ausente da coluna porque continuo em tratamento de saúde. Agora na capital do Estado. Espero voltar para o Círio 100, como escrevi anteriormente, SEM algumas coisas características do Círio, sem benjaminzeiro, sem os oferecimentos das músicas apaixonadas no arraial, sem a Praça revitalizada, sem coreto, sem cerveja na Barraca da Santa e a última. Até fogos, o bispo, no seu último Círio desta Diocese, quer reprimir a tradicional queima de fogos. Credo! /////////// As pessoa que tem procurado a praia em frente ao museu João Fona tem elogiado, a limpeza e a iluminação. Tem gente festejando até aniversário em família, na praia, só não tem mais a “Piracaia” e um violão, como antes. A equipe que bolou aquilo só esqueceu uma coisa. Um BANHEIRO QUÍMICO. Na hora do “aperto”  ninguém quer cair nas águas poluídas do Rio Tapajós, em frente da cidade, onde não foi feito teste de “Balneabilidade”. Com a palavra os responsáveis. A população agradece! //////// Em breve será anunciada nova programação do Fluminense, nas sextas feiras.====== Bom Círio para todos.

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