Equipe de Enfermagem da obstetrícia do HMS recebe treinamento sobre Classificação de Risco

O acolhimento na Classificação de Risco e a escuta qualificada foram os temas escolhidos para a ação.

Cerca de 40 profissionais participaram do treinamento realizado no Hospital Alberto Tolentino Sotelo (HMS), em Santarém, na última quarta e quinta-feira, 30 e 31 de janeiro. O conteúdo abordado foi baseado nas diretrizes do Ministério da Saúde (MS), inseridos na Rede Cegonha.

Na oportunidade, as colaboradoras antigas e as profissionais que foram contratadas há pouco tempo puderam se atualizar quanto ao melhores procedimentos de acolhimento para pacientes grávidas. Uma psicóloga também realizou uma palestra motivacional.

O treinamento foi dado pela enfermeira Ana Thaysa Alves. Ela atua no setor de Classificação de Risco da obstetrícia do HMS. Ela falou sobre o protocolo de Manchester, método internacional que determina as regras para a classificação por cores e assegura atendimento prioritário aos pacientes que correm risco de vida.

HUMANIZAÇÃO QUE FAZ A DIFERENÇA

Ana também abordou a assistência humanizada, o acolhimento como prática de produção de saúde e das suas dimensões – ética, técnica, gerencial e política. “A preocupação com a grávida começa na porta de entrada. A importância de acolher bem, para que a angústia dessa mãe seja minimizada, além de toda a carga de emoções negativas que ela possa estar sentindo”, destacou a enfermeira.

Para a enfermeira Alzerina Sarmento, que estava no grupo do primeiro dia de treinamento, o acolhimento tem a ver com a postura de cada enfermeiro e técnico em enfermagem. “Nós precisamos desse tipo de capacitação. Toda atualização é bem-vinda. Isso nos desafia a melhorar sempre mais”, relatou.

Foram passadas diretrizes sobre a sistematização da Avaliação e Classificação de Risco e os indicadores de monitoramento deste processo. Além disso, foi realizada uma palestra sobre psicologia positiva. A psicóloga Simone Leite foi convidada para falar sobre como transformar desmotivação na rotina do trabalho em sentimentos felizes. “A gente sabe que a demanda de um Hospital é contínua, algumas profissionais podem se sentir tristes e desmotivados diante da pressão rotineira. Mas buscar formar de ter pensamentos positivos é fundamental, principalmente na hora de oferecer uma acolhida atenciosa”, enfatizou.

ACOLHIDA DIFERENCIADA

Houve ainda momentos de trabalho em grupo reforçando as cores do protocolo de Manchester. Para que o respeito e o conhecimento quanto à Classificação de Risco sejam fortalecidos. “Pela Classificação, a paciente que precisa de um atendimento mais urgente é atendida primeiro. As mulheres com casos mais emergenciais são classificadas com a pulseira vermelha ou amarela”, explicou Ana Thaysa.

Segundo a coordenadora do setor, Rubídia Lima, o HMS já desenvolveu um cronograma de treinamentos para serem realizados constantemente ao longo de 2019. O próximo será sobre parto humanizado. Ele está programado para o final do mês de fevereiro. A frente dos treinamentos estarão as próprias enfermeiras que atuam no setor. “Nós temos um capital intelectual muito grande na nossa equipe. São profissionais com currículos incríveis. Muitas delas foram se especializando em determinados tipos de atendimento. Essa troca de conhecimento é muito valorizada pela Diretoria”, enfatizou.

HMS PIONEIRO EM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

O HMS foi o pioneiro e é o único Hospital da cidade que passou a utilizar o protocolo de Classificação de Risco em obstetrícia. A Unidade é também a única que atende de portas abertas, recebendo todas as gestantes. A paciente chega e é recebida por um enfermeiro, ele faz a abordagem técnica e humanizada e, em seguida, a Classificação. Depois disso, ela é encaminhada para o atendimento com o médico. “É importante ressaltar que em cada setor da obstetrícia ela vai receber um acolhimento. O acolhimento só termina quando ela recebe alta e sai do Hospital”, esclareceu.

O acolhimento na porta de entrada dos hospitais e das maternidades tem características próprias que dizem respeito às necessidades das parturientes. A Classificação de Risco não se restringe apenas a obedecer a um protocolo, mas possibilita que o profissional oriente melhor a mulher e os familiares. “O desconhecimento e os mitos que rodeiam a gestação, o parto e o nascimento levam, muitas vezes, à insegurança e à preocupação. Por isso, são importantes todos os fluxos realizados no HMS”, finalizou.

Fonte: RG 15/O Impacto e Natashia Santana/HMS

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