Milton Corrêa Ed. 1238

QUATRO EM CADA DEZ BRASILEIROS QUE VENDEM VALE-REFEIÇÃO USAM VALOR PARA PAGAR CONTAS, APONTAM CNDL/SPC BRASIL 

Prática é adotada por 39% dos trabalhadores, embora comercialização seja inapropriada. Mais da metade extrapola valor mensal do benefício e 33% admitem fazer uso com frequência para outras finalidades. Embora a comercialização do ‘vale-refeição’ ou ‘vale-alimentação’ seja uma prática inapropriada, ela tem sido bastante comum entre os trabalhadores brasileiros. De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 39% dos consumidores que recebem o benefício possuem o hábito de vender seus tíquetes, dos quais quatro em cada dez (44%) usam o valor para pagar as contas. Por outro lado, 61% garantem nunca recorrer a essa prática — percentual que é maior nas classes A e B (75%). Outras razões estão ligadas a esse campo Setor de serviços cai 0,1% em 2018 e registra quarto ano seguido de quedas.

SETOR DE SERVIÇOS CAI 0,1% EM 2018 E REGISTRA QUARTO ANO SEGUIDO DE QUEDAS

Segundo gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, Rodrigo Lobo, a situação econômica do Setor de serviços cai 0,1% em 2018 e registra quarto ano seguido de queda. A informação foi publicada pela Agência do Rádio, pelo repórter Paulo Henrique. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na quarta-feira (14) que o volume de serviços prestados no Brasil caiu 0,1%, no ano passado. Com o resultado, o país chega ao quarto ano seguido de retração. A perda no período foi de 11,1%. No entanto, o índice de 2018 foi o menor nos últimos quatro anos. O gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, Rodrigo Lobo, ressalta que a situação econômica do Brasil dificulta a recuperação dos serviços no país.

“No fechamento do ano, o setor de serviços mostra uma variação negativa de 0,1%. Já é o quarto ano seguido de queda para o setor de serviços, acumulando uma perda de 11,1%. E o principal destaque negativo, novamente, vem dos serviços profissionais, administrativos e complementares, com perda de 1,9%. Também é o quarto ano seguido de queda para esse setor, que tem dificuldade para se recuperar da crise financeira vivenciada nesse período pela economia brasileira”, disse. Outros setores, como transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio registraram índices positivos em 2018. Se compararmos os dados de janeiro a dezembro do ano passado com os números do mesmo período de 2017, houve redução no volume de serviços em 23 das 27 unidades da federação. O maior recuo aconteceu no Ceará, com 7,1%. São Paulo registrou o melhor índice, com 2,1%. Segundo a pesquisa. Fazer compras foi a principal finalidade apontada por 36% dos entrevistados, enquanto 21% disseram guardar o valor que recebem e 17% reservam para atividades de lazer. Por ser um benefício que o empregador oferece aos trabalhadores, o vale-refeição tem como uso exclusivo a alimentação e não pode ser desviado de sua finalidade, de acordo com o “Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)”. “Além da prática ser inapropriada, trocar o tíquete refeição por dinheiro pode ser um mau negócio do ponto de vista financeiro. Quem compra, costuma cobrar um percentual, levando o trabalhador a perder parte do valor do benefício”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Mais da metade extrapola valor mensal do tíquete e um terço admite usá-lo com frequência para finalidades além do almoço em dias úteis

O estudo mostra ainda que mais da metade (52%) dos consumidores extrapola o valor mensal que recebe do benefício, sendo que 20% costumam ultrapassar sempre ou com frequência e 31% algumas vezes. Já 48% afirmam usar apenas o limite estabelecido e nunca gastam mais. Entre os que extrapolam o valor do vale-refeição, 35% atribuem ao fato de o valor recebido ser muito baixo e, por isso, funciona apenas como ajuda de custo. Já 31% justificam que a quantia é insuficiente se comparada ao preço médio dos restaurantes na região em que trabalham e 29% reconhecem que os gastos com bares e padarias, por exemplo, acabam consumindo boa parte do tíquete. Outra constatação do levantamento é que um terço (33%) dos entrevistados gasta sempre ou frequentemente o vale-refeição com outras finalidades além do almoço nos dias de expediente e compras de mercado, como café da manhã e lanches em padarias, saídas aos fins de semana, entre outras despesas relacionadas ao lazer. Há ainda aqueles que não fazem qualquer controle sobre os gastos com o uso do vale-refeição ou vale-alimentação, o que corresponde a 12% dos entrevistados. No entanto, a maioria (65%) costuma acompanhar os gastos que fazem com esse benefício. O educador financeiro do SPC Brasil e do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, ressalta que o tíquete pode ajudar nas despesas de restaurante e nas compras em supermercados ou padarias, desde que seu uso seja bem administrado. “Ao se definir um limite diário, o benefício acaba sendo um grande aliado do orçamento. Mas se os gastos forem excessivos, talvez seja a hora de rever as escolhas. Uma boa saída é optar por restaurantes mais baratos ou levar comida de casa para o trabalho”, observa José Vignoli.

80 JORNALISTAS FORAM ASSASSINADOS EM 2018, APONTA REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS

O número de reféns também aumentou em 11%, com 60 jornalistas em cativeiro até agora. Repórter Agência do Rádio (Cintia Moreira). A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou, nesta semana, o balanço anual dos abusos cometidos contra jornalistas em todo o mundo. De acordo com os dados, somente em 2018, 80 jornalistas foram mortos, 348 estão atualmente detidos e 60 são reféns. De acordo com o diretor da ONG Repórteres Sem Fronteiras da América Latina, Emmanuel Colombié, cada vez mais os chefes de Estado democraticamente eleitos vêem a imprensa não mais como um fundamento essencial da democracia, mas como um adversário no qual eles demonstram abertamente aversão. “A violência contra jornalistas está atingindo um novo nível, um novo patamar. Temos uma espécie de deliberação do ódio, favorecido por discursos perigosos por parte de dirigentes políticos, líderes sociais também, mas, geralmente, até presidente de países democráticos tem um discurso de desconfiança e de desconsideração. Isso reflete em um momento preocupante dos abusos contra jornalistas.”

Além disso, o balanço aponta que o número de jornalistas detidos no mundo também está aumentando: 348, comparado a 326 em 2017. O número de reféns também aumentou em 11%, com 60 jornalistas em cativeiro até agora, comparado a 54 no ano passado. Segundo a última edição do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, o Afeganistão é o país mais letal para o jornalismo, seguido pela Síria (11) e pelo México (9).

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