O DIA DA ESCOLA

Hoje se comemora o Dia da Escola, parece ironia do destino, o momento em que a escola é alvo dos mais diversos ataques. Mas a lembrança que vem à nossa mente, é a da escola onde passamos uma grande parte das nossas vidas, com as lembranças das professoras e professores, dedicados, orientadores, meigos, amigos, e, alguns mais exigentes que os outros.

Escolas com grandes terrenos, árvores para se subir e apanhar frutos fresquinhos e comê-los no galho, goiabeira, mangueira, pitombeiras, às vezes, até mucajazeiro, ingazeira. Que se pulava o muro para ir até a rua comprar iguarias.

Escola onde se começava a semana, hasteando o “lindo pendão da esperança” – o Pavilhão Nacional – e cantando o Hino Nacional Brasileiro – o da “Brava Gente”.

No recreio com a gostosa merenda escolar feita na escola, ou as levadas de casa. E das brincadeiras de roda, de cemitério, de bandeirinha, dava até para uma pelada, quando não tinha quadra, era no chão mesmo, nos intervalos. Voltava-se para sala de aula suado, naquela época ventilador era coisa rara. E nos finais de semana, com torneios de bola e gincanas culturais, participação nos intercolegiais e nos torneios da Semana da Pátria. Esta escola, parece-me que está apenas no coração e na lembrança daqueles saudosos alunos.

Escola que foi evoluindo da era, estritamente, livresca, para hoje, informatizada, ligada a internet, com grandes bibliotecas virtuais e algumas com laboratórios para as pesquisas e testes científicos.

 Escola sem vigia, sem porteiro e sem grades, vigilância eletrônica, arame farpado, como em uma trincheira de guerra. Para a Escola do medo, do tráfico e do terror, pois ainda está “fresquinha” esta última “chacina” ocorrida na escola RAUL BRASIL, nessa quarta-feira, dia 13/03/2019, na cidade de Suzano em São Paulo. Uma cidade bem desenvolvida, e onde se tem um dos maiores projetos de celulose do País e uma população em média de bom nível, sócio-econômico e cultural.

Onde está a justificativa para que a maioria dos jovens pratiquem esse tipo de “terrorismo”, na escola? Esta juventude não está sendo “demais” envolvida em “joguinhos”, passatempos, em treinamentos, em clubes de tiros e treinamentos paramilitares, ou mesmo, na internet que levam a cumprir a “prenda”, ”matar alguém”. Parece-me que é o que ocorreu com os dois jovens, ex-alunos da escola que serviu de cenário para o macabro acontecimento, mataram servidores da escola, alunos e feriram outros a tiros de armas de fogo e outros instrumentos contundentes.

É preciso o Estado rever a origem do problema para que a escola volte a ser aquele lugara prazível, onde todos os jovens tinham satisfação em voltar para as aulas e como eu, até hoje, tenho boas e saudosas lembranças das escolas em que estudei: GRUPO ESCOLAR MAGALHÃES BARATA (DEU LUGAR PARA O ÁLVARO ADOLFO), ESCOLA PAROQUIAL SÃO FRANCISCO, COLÉGIO DOM AMANDO, SEMINÁRIO SÃO PIO DÉCIMO. E você, caro leitor, da cidade e do interior, também não as tem? Será que esta juventude contemporânea aos sessenta e poucos anos, como eu, vai dizer que o período escolar foi um período muito alegre e feliz? Para nossa juventude dias melhores. Espero que virão. ///////////////////////////////////////////////////////

UMA GUERREIRA QUE PARTE – Não foi minha mãe biológica, mas me adotou como se assim o fosse, frequentava sua casa, assim como alguns jovens de minha época, éramos bem recebidos, com palavras de carinho, afeto e até “ralhos”, quando se “pisava na bola”, assim foi até na maturidade. Dona MARIA DE LOURDES DE SOUSA BARBOSA, conhecida popularmente, como LOURDES CAMARÃO, senhora de espírito forte, corajosa, criou seus filhos na luta, quando Santarém tinha pouquíssimas oportunidades, com um pequeno restaurante (onde faziam refeições, do mais pobre ao mais rico, tendo ou não dinheiro para pagar as despesa), depois alugando quartos e vendendo janta, café e churrasquinho nas festas, como na “Fuluca”, “Vai Quemquer”, arraiais e quermesses. Excelente quituteira e cozinheira, mãos santas no tempero, enfrentava políticos, delegados, prefeitos, no gogó. Até o dia 13 de março, quando já com 99 anos, O Pai Celeste resolveu chamá-la para pousar em uma de suas moradas. Descanse em Paz, Dona Lourdes, ou Lurdinha, como também era chamada. E daqui vai a minha solidariedade e condolências para toda a família e as dezenas de filhos que Ela foi agregando e adotando, ao longo da sua intensa existência. //////////////////////////////

VÊ SE COLA! SE COLAR, VAI FICANDO AÍ! É mais ou menos isso que está acontecendo com o denominado “Porto da Marques Pinto”. Um proprietário de embarcação foi ancorando ao lado os seus navios, mais um, mais outro, chegando até ao “desplante” de improvisar um “estaleiro”, ligando até luz da rede elétrica. Aquela área por Lei Municipal, não pode ser área portuária. Mas o pessoal do bairro que já sofreu bastante desde quando ali funcionou a usina de luz movida a lenha, depois a Celpa colocou as usinas a diesel que ficaram desligadas até após a inauguração da Hidroelétrica de Curuá-Una. Voltou a funcionar dia e noite no apagão, no racionamento e por ocasião da inauguração do Linhão, o governador da época Almir Gabriel, prometeu em seu pronunciamento, na Praça Tiradentes, que ali seria construída pelo Município e pelo Estado, a Praça do Silêncio, bem na “Candura da Prainha”, mas já tem gente dizendo que é dono da área. Veja só?! Parece-me que desta vez, não será como as outras áreas de terras que foram destruindo na frente da nossa cidade. Há um movimento grandioso, porque além dos barcos, já há um aglomerado de viciados e de moradores de rua que ali praticam todos os dias de aberrações. Vamos logo definir a construção da praça, já que o Governador estará em Santarém, nos dias 20, 21 e 22 de 03/2019.

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