Torres de empresas de internet e telefonia ameaçam residências em Santarém

As constantes chuvas que caem em Santarém, com ventos fortes tornou-se um verdadeiro pesadelo para quem reside próximo as antenas.

Defesa Civil esteve na residência onde uma torre caiu no último domingo

Devido as fortes chuvas que estão caindo em Santarém nos últimos dias, vários acidentes são registrados. Na noite de domingo, dia 10, uma torre da empresa de internet WSP, caiu sobre uma residência, localizada na Travessa Luiz Barbosa, no bairro do Caranazal. A torre atingiu a cozinha do imóvel. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, que esteve no local, dentro da residência haviam 4 pessoas, felizmente não sofreram ferimentos, somente danos materiais.

A Defesa Civil também esteve no local para fazer uma vistoria. Darlison Maia, titular da Defesa Civil de Santarém, informou à nossa reportagem, que esteve na residência onde a torre caiu para fazer um relatório, chamou a empresa responsável, que se responsabilizou em retirar a torre e fazer os reparos no imóvel.

Outras torres instaladas em vários pontos de Santarém também preocupam comerciantes e moradores, principalmente em relação à operacionalidade. Além de telefonia fixa e móvel, as torres instaladas em Santarém são utilizadas para a rede do sistema de internet. Com a chegada das chuvas e de ventos muito fortes, a situação piora e deixa a população assustada. Os moradores dessas áreas temem por suas vidas e pedem ajuda das autoridades. Até na Praça de São Sebastião uma torre da empresa de telefonia Vivo foi instalada com autorização não se sabe de quem, causando medo nos fiéis que freqüentam a Igreja de São Sebastião, bem como nos moradores da área e nas pessoas que utilizam aquele espaço público para caminhadas e lazer.

SAIBA MAIS: Também no bairro Caranazal uma denúncia já havia sido feita com relação a uma torre localizada nos fundos de uma oficina mecânica, na Travessa Antônio Justa, entre as Avenidas Mendonça Furtado e São Sebastião, que estava levando perigo às residências das proximidades. Há algum tempo, segundo os moradores, pessoas que moram as proximidades andam apavoradas por conta de não terem conhecimento da operacionalidade da torre.

Outra torre foi instalada por trás de várias residências localizadas nas Avenidas Presidente Vargas e Curuá-Una, no bairro da Prainha, também está causando desespero nos moradores. “Nos preocupa o fato da torre ser muito alta e quando dá aquelas ventanias, ela balança e nós não temos paz, ficamos apavorados”, denuncia uma moradora da área, que cobra providências dos órgãos fiscalizadores de Santarém.

Na Rua Silvério Sirotheau, as proximidades da escola Felisbelo Jaguar Sussuarana, no bairro de Fátima, nossa reportagem constatou outra torre, que está levando pavor para quem mora em seu entorno. “Será que algum órgão fiscalizador poderia nos orientar de onde podemos fazer uma denúncia para que seja fiscalizado?”, questiona uma moradora, apavorada com a falta de explicação sobre a torre. “Se alguém puder, ajude-nos. Temos medo de haver uma desgraça se ela vir a cair sobre nossas casas… Desde já muito obrigado, e queremos uma solução”, completou.

REGRAS: Em outubro de 2013, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o texto que estabelece as regras para uso das femtocélulas, pequenas antenas que podem ser usadas para melhorar a cobertura de serviços de telefonia e banda larga pelo celular.

Essas antenas, semelhantes a roteadores, funcionam como extensões das torres convencionais das operadoras. Elas replicam o sinal emitido pelas torres, ajudando a melhorar a qualidade do serviço principalmente em locais fechados ou com grande concentração de usuários, como em estádios, onde a conexão dos celulares com as antenas costuma falhar.

O regulamento determina que a instalação dos equipamentos será gerenciada pelas operadoras e especifica dois tipos de aplicações: diretamente pelas empresas e sob pedido dos usuários.

Pelo texto original do regulamento, as operadoras teriam a opção de cobrar pela instalação das mini antenas quando isso fosse feito a pedido de um usuário. Após discussão, porém, a possibilidade de cobrança foi retirada. De acordo com Anatel, é interesse das operadoras melhorar o sinal de seus serviços e, por isso, não deve haver custo para os clientes.

A Anatel deixa claro no regulamento que as empresas de telefonia não poderão usar as femtocélulas para cumprir as metas de cobertura previstas em contratos e editais – neste caso, o uso das torres convencionais, cujos dados são apurados pela agência, continua obrigatório.

Por: Jefferson Miranda

Fonte: RG 15/O Impacto

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