Novo comandante do CPR-I trabalhará para fortalecimento da integração das forças de segurança

Coronel André Carlos cita também a priorização do trabalho de inteligência no combate à criminalidade

Cel.  André Carlos assume o comando do CPR-1

À frente do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), o coronel André Carlos trabalhou durante 2 anos e 7 meses em Santarém, antes de ser enviado para Itaituba, onde desde 2017 estava à frente do Comando de Policiamento Regional X (CPR-X). Agora ele está de volta à Pérola do Tapajós para assumir a frente do Comando de Policiamento Regional-1 (CPR1).

“É uma grande honra para mim estar retornando a Santarém para poder desenvolver esse trabalho e buscar melhorar a qualidade de vida do cidadão daqui da região em relação à segurança pública” afirma o novo comandante do CPR-1

Os índices registraram uma redução de roubo, latrocínio e homicídio no ano passado em Santarém, e cerca de 29% nas outras regiões do oeste do Pará. Com isso, o novo comandante da CPR-1 pretende diminuir mais os índices de criminalidade na região, para que a população se sinta cada vez mais segura.

As expectativas para a nova gestão são de um comando mais integrado com a comunidade, no qual a polícia tenha um maior diálogo com a população, “nós pretendemos, com muito diálogo com a nossa tropa e com aproximação da comunidade, buscar desempenhar o papel que coloque os números das ocorrências de violência em um patamar aceitável. A nossa meta realmente é diminuir (os índices) para que a população fique cada vez mais tendo o orgulho de morar em Santarém, em uma condição de violência aceitável” diz.

Para o novo comandante do CRP-1, o caminho para fortalecer a Polícia Militar no enfrentamento à criminalidade é abrir as portas, dialogar, e construir uma relação de respeito. De acordo com ele, é preciso que o policial tenha um maior diálogo com a população e aproximar, para o fortalecimento do sistema de segurança pública.

‘O policial tem que ter essa capacidade de dialogar com a população, dialogar com a comunidade e, eu conto com toda a população e com a imprensa para fazer um bom trabalho. Estaremos sempre à disposição através do CPR-1 para todo e qualquer um que quiser ir e colocar sugestões, críticas, reclamações; nós estamos sempre abertos ao diálogo para procurar melhorar o trabalho da Polícia Militar” declarou o Coronel.

Existe, segundo o Coronel, um desafio maior em trabalhar em uma área com mais abrangência como o CPR-1, mas que ao mesmo tempo é motivacional poder melhorar o combate à criminalidade na região.

“Quando eu trabalhei no 3º Batalhão era uma área bem menor do que a nossa responsabilidade hoje. O desafio é bem maior, a motivação é bem maior, então eu tenho que ter um raio-x de toda a nossa região porque eu comandava um batalhão e três municípios. Agora nós vamos passar a comandar, só em Santarém, dois batalhões mais duas companhias, mais o batalhão de Monte Alegre e mais quatro companhias espalhadas em torno da nossa regional. Então, realmente é um desafio bem complexo, mas nós entendemos que com muito diálogo com a nossa tropa, com aproximação da comunidade nós certamente iremos buscar desempenhar um papel que coloque os números das ocorrências de violência em um patamar aceitável” esclarece o coronel.

O coronel que já trabalhou em Santarém, não esconde a alegria de estar de volta à cidade, e deixa claro seus compromissos.

“Eu estou muito honrado e agradecido a Deus por estar retornando aqui para a região. Eu não vou prometer grandes coisas, mas eu vou procurar cada vez mais apoiar o meu policial, procurar melhorar as condições de trabalho do meu policial para que nós consigamos prestar um trabalho de excelência para a população. E peço que a população nos apoie e colabore com as nossas ações” declara o comandante.

Em relação aos índices de criminalidade em Santarém, o comandante afirmou que os números do município são bons, comparados a outras regiões, e até à capital do estado, mas que fará com que os índices diminuam cada vez mais.

“Nós temos trabalhado nesses índices, mas temos que ressaltar que comparando Santarém com outras regiões os índices daqui são muito baixos, e essa é uma luta que se trava anualmente para baixar esses índices. Existe na capital do estado, o Programa de Redução da Criminalidade (PREC) onde semestralmente os números são apresentados e vão tendo corte, então chega um momento em que nós vamos brigar com nossos próprios números. Os números baixaram dois anos atrás, há um ano e meio, há seis meses, então sempre estamos brigando com esses números para baixar cada vez mais” afirmou.

AS DROGAS: Os dados mostram que desde 2017 os índices de envolvimento com drogas, principalmente de adolescentes, vêm aumentando em Santarém. Com diversas entradas, através de rios e estradas, as drogas têm circulado com maior frequência no município. O Coronel afirma que a partir das drogas outros crimes se fazem presentes na cidade, “tudo parte da droga, então esse vai ser o grande foco do nosso trabalho. Eu tenho uma grande parceria com a Polícia Civil, e nós vamos procurar fortalecer ainda mais para trabalhar com inteligência e tentar diminuir a incidência da entrada de drogas, consequentemente melhorando os outros índices de violência que decorrem em função da droga”.

Segundo o coronel, a droga circula de modo geral na região e por isso a participação de todos os órgãos é essencial para diminuir a proliferação, “as drogas não são uma exclusividade de Santarém, são algo geral. Nós temos realmente essa situação desagradável, não só em Santarém, mas em outros municípios, em Itaituba, por exemplo, no garimpo a droga era uma “doença” muito complicada. Nós precisamos trabalhar basicamente em fortalecer a questão da inteligência, e nisso entra também os outros órgãos porque a Polícia Militar, constitucionalmente, não tem atribuição de fiscalização de BR, mas nós estamos com um projeto com o governo federal de melhorar as condições das estradas e isso certamente vai melhorar e facilitar a ação das pessoas que trabalham em combater o tráfico de drogas” diz.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA: Todo preso em flagrante tem direito a uma audiência de custódia, no qual ele pode ser levado à presença de uma autoridade judicial, no prazo de 24 horas, para ter uma avaliação da legalidade e da necessidade de manutenção da prisão. Segundo o Coronel essa lei desanima os policiais que estão diariamente na rua,  “eu acredito que deveria ter uma grande reformulação da legislação, não estou criticando o judiciário, muito pelo contrário, eu o admiro, mas eu penso que a audiência de custódia foi uma situação para desanimar os policiais militares que estão na ponta efetuando prisões, arriscando suas vidas, porque muitas vezes aquele bandido que foi preso, no dia seguinte é solto, conta uma versão dele sem a presença do policial ou advogado, vai pra rua de novo e o policial que fez a prisão é quem vai responder. Então no meu entendimento é uma inversão total”.

POSSE DE ARMAS: Com o novo decreto que flexibiliza as regras para posse de arma de fogo, algumas regras mudaram como a possibilidade de o cidadão poder ter uma arma em casa. Com o decreto, poderá adquirir uma arma quem morar em cidade ou estado onde a taxa de homicídios seja superior a 10 para cada 100 mil habitantes, caso da capital Belém, e diversos outros pontos.

“Eu defendo a posse de arma, acho que o cidadão de bem que quiser ter uma arma na sua casa tem que ter. O importante é ter equilíbrio, ter conhecimento da arma para que se for necessário usá-la que o faça bem feito. E ter os cuidados devidos, principalmente quem tem filhos, ter o cuidado de guardar num local seguro, tirar a munição de próximo da arma. Mas, isso é um debate muito grande, e eu não vou defender que só eu estou certo, mas a minha opinião é a favor” afirma o Coronel André Carlos.

INTEGRAÇÃO ENTRE POLÍCIA E POPULAÇÃO: “É fundamental essa aproximação da polícia comunitária com a população, é extremamente importante para o sucesso das nossas ações. A polícia militar e os outros órgãos têm de estar sempre abertos ao cidadão, à sociedade civil organizada, porque o cidadão que está em uma determinada área é que vai saber realmente onde o ‘calo está apertando’, não será eu daqui do meu gabinete que vou, por exemplo, determinar uma ação em um bairro afastado, até mesmo em outro município se eu não tiver os dados em mãos e conhecimento através da conversa com essas pessoas e associações comunitárias. É um diálogo muito importante, eu sempre trabalhei dessa forma, deixando meu gabinete aberto para essas pessoas e para a imprensa. Nós temos que ter a confiança da população, temos que ter o respeito da imprensa e da sociedade, e nós só vamos conseguir isso através de trabalho, mostrando nosso serviço e nossa parceria” esclarece o novo comandante do CPR-1.

Por: Elmaza Sadeck

Fonte: RG 15/O Impacto

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