As pré-candidaturas de 2020: primeiros nomes

Por Allan Patrick

Como acontece todo o ano pré-eleitoral, os partidos se movimentam e começam a especular sobre candidaturas para a Prefeitura e a Câmara Municipal. Em Santarém, não é diferente. Os primeiros nomes começaram a ser divulgados nos bastidores políticos.

As convenções que vão decidir quais serão os candidatos e coligações serão realizadas até o final de julho de 2020 e até lá várias candidaturas serão postas em especulações, mas no final devem sobrar cinco ou seis candidatos, como de praxe. Muitos dos nomes lançados agora podem acabar virando candidaturas ao Legislativo, como puxadores de votos. E por ser um pleito diferenciado, dificilmente um candidato à Prefeitura se elegerá no primeiro turno, como aconteceu em 2016.

As pré-candidaturas que já vêm sendo trabalhadas no momento em Santarém, para a sucessão do atual prefeito Nélio Aguiar, são como ofertas que os partidos apresentam ao eleitorado e aos demais partidos, de forma a iniciar debates para futuras coligações.

Lembrando que dos 35 partidos existentes no Brasil, somente 32 estão organizados em Santarém (faltando apenas três nanicos de esquerda, o PSTU, o PCB e o PCO): PSDB, Solidariedade, PTB, PV, PSB, Progressistas, PSC, PRTB, PROS, PTC, Patriota, PRB, PRP, DC, Cidadania (PPS), PHS, PPL, Podemos, PSL, PMN, NOVO, PT, PCdoB, PSOL, Avante, REDE, MDB, Democratas, PR, PSD, PDT e PMB.

E vale destacar que o resultado de 2018 afetou todos os partidos e alguns podem deixar de existir por conta de fusões e incorporações. Das 35 legendas, apenas 21 conseguiram alcançar a cláusula de barreiras e manter o financiamento partidário e o tempo de TV. As demais 14 debatem seu futuro nos bastidores, e algumas podem realmente sumir já na eleição de 2020.

Até agora pelo menos um partido já pode ser dado como inexistente: o PPL – Partido Pátria Livre, que lançou em 2018, como candidato a presidente, João Goulart Filho, filho do ex-presidente Jango. O partido foi incorporado ao PCdoB, faltando apenas o TSE ratificar as decisões dos congressos realizados pelos dois partidos.

O PSDB e o DEM também conversam sobre uma possível fusão, bem como o PPS que pode se juntar à REDE ou estar se juntar ao PV. Outras pequenas siglas ainda tentam chegar a um acordo com grandes e médias legendas. Por isso, a especulação de candidaturas agora ainda é prematura, enquanto este quadro não se definir.

Abaixo a relação de pré-candidatos já cogitados pela imprensa para concorrer como prefeito(a):

NÉLIO AGUIAR (DEM): candidato natural à reeleição, o atual prefeito vem se manifestando como recandidato. Atualmente está mal avaliado em pesquisas e enquetes virtuais e ensaia sair do DEM e ir para o MDB de forma a consolidar o apoio do governador Hélder Barbalho e das lideranças locais do partido, Antônio Rocha e Lira Maia. Para se reeleger, precisará saber usar a máquina pública nos próximos meses e viabilizar sua reeleição. Caso contrário, pode ter o destino de Alexandre Von, que derrotou em 2016.

HENDERSON PINTO (MDB): coordenador regional do governo estadual, sobrinho do ex-prefeito Lira Maia, é a grande aposta do tio para se tornar herdeiro político do clã. Henderson só será candidato se o tio Lira Maia não aceitar a confirmação de seu grupo como avalista da recandidatura de Nélio Aguiar, que foi eleito com o apoio dos Maia, mas hoje, Henderson convive com certa dificuldade interna. Além disso, terá de driblar a Operação Perfuga do Ministério Público, que vem se debruçando sobre sua gestão na Câmara, antes do escândalo envolvendo Reginaldo Campos.

MARIA DO CARMO (PT): a ex-prefeita por dois mandatos surfa na popularidade, quando seu governo é comparado com os de seus sucessores, Alexandre Von e Nélio Aguiar. Promotora de Justiça, terá de se aposentar se decidir concorrer. A pressão interna é grande, e apesar de decisões judiciais desfavoráveis pode concorrer ao pleito sub-judice. Mas a questão financeira também é um agravante. Há indícios que o PT gostaria de ter um vice que apoiasse financeiramente a campanha. Mas muitos militantes torcem o nariz para essa tentativa, que estaria sendo costurada nos bastidores pelo irmão da ex-prefeita, o “todo-poderoso” Everaldo Martins Filho.

AIRTON FALEIRO (PT): o único deputado federal com domicílio em Santarém, eleito ano passado, é cogitado como candidato na hipótese de Maria não se candidatar. Gaúcho e ex-sindicalista com boa trajetória no legislativo, tenta aos poucos se firmar como referência em Santarém, abraçando a causa do Estado do Tapajós no Congresso Nacional, além de ser um dos mentores do futuro Festival Internacional do Cinema, a ser realizado este ano em Alter do Chão. Mas ainda é um nome com pouco potencial eleitoral para enfrentar os grupos já existentes.

CARLOS MARTINS (PT): médico e irmão de Maria do Carmo, é outro nome petista que poderia ocupar o lugar da maior estrela do partido, caso ficasse inelegível. Também se cogita seu nome para vir a reforçar a chapa petista no Legislativo e tentar recuperar pelo menos uma cadeira, depois do fiasco de 2016.

BIRINHA BENTES (PSB ou PPS): o atual presidente da OAB/Santarém vem sendo cogitado desde o primeiro de seus três mandatos à frente da Ordem, por fazer uma gestão aberta aos mais diferentes grupos ideológicos. Com tradição política e irmão do ex-prefeito Ronaldo Campos, tenta ser uma opção da chamada terceira via (aquela que renega o apoio dos grupos ligados aos clãs Maia e Martins, que se alternam no poder desde 1996). Por conta de proximidades familiares (é casado com uma prima de Alexandre Von) não se descarta que seu grupo acabe se afinando com o PSDB, ou com o que sobrar dele, caso ocorra a fusão nacional com o DEM.

ALEXANDRE VON (PSDB): o candidato a deputado estadual mais votado em Santarém no último pleito, pode vir à forra contra Nélio Aguiar e Lira Maia, ex-aliado que se tornaram adversários figadais. Mas a fama de não ser um grande articulador partidário, pode abrir a chance de outro nome do partido na disputa. No entanto, Von é favorito a uma vaga na Câmara Municipal, onde iniciou a carreira em 1988, para bater recordes de votação e ajudar a legenda a ter uma bancada forte.

NEY SANTANA (PSDB): é o nome mais cotado do partido, caso Von decline da indicação. O vereador está no segundo mandato e teve duas participações frustradas para uma vaga na Alepa e outra na Câmara Federal, mas tem a seu favor uma forte estrutura de campanha que pode ser usada para tentar chegar à prefeitura.

BRUNO MOURA (NOVO): o jovem médico que já foi do PV se encantou como discurso liberal dos empresários e profissionais liberais que criaram o NOVO, como opção pela direita. Embalado pela vitória no estado de Minas Gerais, os ”novistas” apostam no crescimento em 2020, com candidaturas sem políticos experientes. Em muitos estados, o Novo mantém uma relação com o PSL de Bolsonaro, mas ao que parece essa não será a tônica em Santarém, pelo menos num primeiro momento. Entretanto, não se descarta a possibilidade de uma coligação dos dois grupos, para enfrentar as fortes legendas de Santarém.

JOTA NINOS (PCdoB): jornalista e atual secretário de Organização do partido, é um ex-petista que lidera os comunistas locais desde 2015. Conseguiu afastar o partido da influência dos Martins em 2016 e fez uma inédita parceria com o PSOL e REDE, garantindo o terceiro lugar naquelas eleições, à frente do PT. Já foi candidato a vereador duas vezes, sem sucesso. É um dos outsiders da atual campanha, em partido pequeno e sem recursos.

CHICÃO DA COSANPA (PSL): o ex-assessor de Reginaldo Campos, Francisco Lopes, cresceu na política através do “Pastor da Perfuga”, mas entrou em choque com ele bem antes do escândalo de desvios da Câmara explodir. Se abrigou nas asas do deputado Chapadinha e na última campanha abraçou o Bolsonarismo. Agora tenta construir seu nome para ser a opção do PSL local, apostando na popularidade que ganhou à frente da COSANPA, onde criou a imagem do “descascador de abacaxis” do sistema de distribuição de água. Todavia, a direção do partido flerta com um empresário do agronegócio, e por enquanto tudo não passa de especulação. Mas que os bolsonaristas terão um candidato próprio, é quase certo.

PSOL: o partido com certeza terá um(a) candidato(a). O nome sempre lembrado é o mesmo das três últimas campanhas locais: MÁRCIO PINTO. Mas por conta de cinco derrotas em pleitos eleitorais, há quem defenda no partido, enfim, que ele seja o puxador de votos para chapa de vereadores, com grandes chances de se eleger. Nesse caso, o partido teria como nomes fortes o do professor MAIKE VIEIRA (candidato a vereador mais votado em 2016), ou de duas mulheres: TATIANE PICANÇO, candidata a vice-governadora do partido em 2018 ou SARA PEREIRA, ativista social. Outro nome feminino que pode vir a ser cogitado no partido é o da professora DARCILETE CANTÉ, que junto com seu grupo pode deixar a REDE e se filiar no PSOL nos próximos meses.

Em nota assinada por Marco Aurélio M. Cardoso, Coordenador Geral do Movimento Independente ‘EnDireita Santarém’, cita:

“Quero informar aos Santarenos (as) que Francisco C. Lopes, o CHICÃO, (no momento filiado ao NOVO) é um dos nomes do Movimento Independente ‘EnDireita Santarém’, que tem legitimidade e tem nosso apoio para pleitear uma PRÉ-CANDIDATURA a prefeito de Santarém em 2020. Com certeza, foi um dos líderes mais ativos do nosso grupo. É uma pessoa qualificada. Chicão é Cientista Social, pós-graduando em Administração pública e Gerenciamento de Cidades. Foi presidente do bairro do Mapiri de 2007 a 2010, no período de maior tensão e violência urbana, era o bairro mais violento da época, um trabalho integrado com as principais lideranças do bairro e autoridades e personalidades do setor público e privado. Sobre sua liderança, transformou de forma efetiva a realidade daquele bairro, hoje sendo um dos melhores bairros para se viver. Foi Coordenador de Integração Regional do município de Santarém no período 2010 a 2012, participando de forma efetiva em campanhas de motivação das lideranças regionais no Oeste do Estado e em Brasília, onde por três anos, militou e atuou de forma intensa e decisiva para a aprovação do plebiscito do Tapajós. Durante a campanha trabalhou como representante de Santarém em todas as cidades da região Oeste. Foi Gestor Regional da Cosanpa, no período de fevereiro de 2017 a abril de 2019, onde sua dedicação e atuação foi visível, tanto no sentido de buscar a melhoria do sistema, quanto na transparência e publicidade das ações da empresa, principalmente prestando contas da atual situação com a população”.

 

 

3 comentários em “As pré-candidaturas de 2020: primeiros nomes

  • 23 de maio de 2019 em 00:10
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    Só vou votar se sara perreira vim como candidata

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  • 18 de maio de 2019 em 11:40
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    Até agora ninguém de futuro

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  • 15 de maio de 2019 em 23:40
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    Vou votar no NOVO ou no PSL, se Chicão for pelo PSL voto no partido NOVO. As outras tranqueiras não voto e PT, PSOL e PCB deviam ser criminalizados, são partidos contra a democracia.

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