Milton Corrêa Ed. 1253

Confirmada nova campanha contra o sarampo em Santarém

O público alvo da campanha são pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos de idade.

(Agencia Santarém)

Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa) da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), já está se preparando para mais uma campanha de vacinação contra o sarampo.

O Ministério da Saúde enviou comunicado à Secretaria de Estado de Saúde do Pará (SESPA) que, por sua vez, já comunicou a Semsa sobre a nova campanha que começa no dia 10 de junho e prossegue até o dia 12 de julho, sendo o Dia D no dia 29 de junho em Santarém. O público alvo da campanha são pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos de idade. A meta desta campanha será vacinar 84 mil pessoas dentro dessa faixa etária.

Essa foi uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde com a finalidade de atualizar a situação vacinal da população alvo contra o sarampo, considerando as baixas coberturas e a situação epidemiológica local. Desde junho de 2018 até fevereiro de 2019, foram notificados em Santarém 119 ocorrências de possíveis casos da doença, sendo que 42 deles deram positivos. O último caso de sarampo registrado em Santarém ocorreu em fevereiro deste ano. De lá pra cá, a Divisa não notificou mais nenhum caso da doença em Santarém.

A campanha vai disponibilizar à população santarena a vacina tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo o Ministério da Saúde, é necessário tomar as duas doses da vacina a partir de um ano de idade para estar imune contra a doença.

Desde o ano passado, a Divisa passou a intensificar a vacinação contra o sarampo, tudo para evitar o surgimento de novos casos na cidade. Além das ações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), a vacinação foi levada também para pontos estratégicos da cidade, a chamada vacinação itinerante, com a finalidade de imunizar o maior número possível de pessoas dentro do grupo prioritário. “Vamos continuar intensificando a vacinação contra o sarampo no nosso município, inclusive com a vacinação itinerante e precisamos continuar contando com a ajuda da população para que compareçam aos postos para se vacinar”, salientou a responsável pel o setor de imunização da Divisa e também coordenadora de mais esta campanha de vacinação contra o sarampo em Santarém, Edna Gadelha.

A volta do sarampo

O avanço do sarampo e o surto em alguns Estados, especialmente Roraima e Amazonas, se deu com o processo migratório de venezuelanos para o Brasil, que trouxe o vírus que circula na Venezuela. Mesmo com o alerta, o Pará não alcançou a meta de vacinação contra a doença, daí uma nova campanha para tentar aumentar a cobertura vacinal.

A iniciativa também faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para que o Brasil consiga recuperar o Selo Internacional de Eliminação do Sarampo recebido no ano de 2016 e conferido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) durante a 55ª Reunião do Conselho Diretor, em Washington (EUA). O Brasil perdeu o selo este ano, após a ocorrência dos surtos da doença no país.

Ufopa e Sectet irão desenvolver projeto em rede para fomentar cadeias produtivas no Oeste do Pará

Comunicação UFOPA

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (SECTET), irá desenvolver pesquisas junto às Escolas de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) para potencializar as cadeias produtivas da região Oeste do Pará. A iniciativa pretende criar produtos de caráter nutracêutico a partir da exploração sustentável da biodiversidade amazônica.

Em três anos, a meta é produzir 10 produtos nutracêuticos, isto é, que agreguem qualidades nutritivas e farmacêuticas. Os esforços serão concentrados nas cadeias de produção do pescado, mel, frutos e tubérculos. Temperados, defumados, cremes, óleos e barras de cereais são alguns exemplos de produtos que podem ser criados.

As pesquisas serão desenvolvidas em rede nos municípios de Santarém, Alenquer, Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná. Laboratórios de solo, microbiologia, bromatologia e qualidade de água serão instalados nas escolas técnicas pelo governo do estado. Uma rede de computadores conectará os campi da Ufopa e as EETEPAS para formar um banco de dados que contenha diversas frentes de investigação, interligar sistemas de sensores e coleta de dados, além de dar apoio à formação em C&T.

A Central Analítica em Rede, que será implantada no Núcleo Tecnológico de Bioativos (NTB), fará a certificação dos produtos que contiverem substâncias nutracêuticas, inclusive atendendo a empresas do ramo alimentício que hoje precisam enviar amostras para laboratórios em Belém, Manaus ou São Paulo.

“A ideia é que nós caracterizemos quimicamente essas propriedades nutracêuticas naturais e que possamos criar subprodutos delas com certificação da qualidade nutracêutica e de origem geográfica”, explica o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica, Domingos Diniz.

A Ufopa irá liderar o processo, intermediando a relação entre os diversos setores da sociedade e dando apoio à formação de alunos. O governo do Pará investirá na infraestrutura de laboratórios e na concessão de bolsas para os alunos envolvidos.

Somente nas escolas técnicas serão 800 estudantes capacitados durante a primeira etapa. “Esses alunos treinados por nós vão ser multiplicadores de conhecimento dentro da própria escola e poderão funcionar como auxiliares técnicos nos laboratórios”, comenta Diniz.

Já os alunos da universidade participarão dos estágios em laboratórios, tendo a oportunidade de observar na prática o funcionamento das cadeias produtivas e contribuir na criação de novos produtos sustentáveis a partir da manutenção da floresta em pé.

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