Milton Corrêa Ed. 1265

Governo brasileiro anuncia medidas para combater incêndios na Amazônia

Presidente Jair Bolsonaro autorizou atuação das Forças Armadas na região para combater atividades ilegais e conter o avanço das queimadas e autorizou o IBAMA a contratar brigadistas temporários

Depois de uma semana repleta de manifestações nacionais e internacionais por conta dos incêndios ocorridos na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, nesta sexta-feira (23), medidas para controlar a crise ambiental e tentar melhorar a imagem do país no exterior. Em um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente disse que autorizou a atuação das Forças Armadas na região para combater atividades ilegais e conter o avanço das queimadas. “Oferecemos ajuda à todos os Estados da Amazônia Legal. Com relação à aqueles que aceitarem, autorizarei operação de Garantia da lei e da Ordem, uma verdadeira GLO Ambiental.

O emprego extensivo de pessoal e equipamentos das Forças Armadas, auxiliares e outras agências, permitirão não apenas combater as atividades ilegais, como também conter o avanço de queimadas na região”, disse o presidente. O decreto que autoriza o uso das Forças Armadas vale para regiões de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal. Os primeiros Estados do país a solicitar a ação dos militares federais em seus territórios foram Roraima e Rondônia. Outro Estado que tomou uma iniciativa para mudar a situação foi o Acre, decretando estado de emergência ambiental.

Além disso, foi publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira (23), uma portaria que autoriza o IBAMA a contratar brigadistas temporários para prevenção e combate aos incêndios florestais nos Estados declarados em emergência.

Em seu perfil do Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sugeriu a liberação de R$ 2,5 bilhões do fundo da Petrobras para a educação e para a Amazônia. Já a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que se for necessário, o Brasil pedirá ajuda internacional.

“Nós estamos vivendo uma seca grande, que todo ano a região Norte do país tem uma definição clara desta estiagem. A gente fica, às vezes, seis meses sem chuva; esse ano está mais seco e as queimadas estão maiores. O Brasil, se precisar de ajuda, vai pedir, com certeza, porque sabe da importância desse patrimônio que é a Amazônia para os brasileiros”, enfatizou. Os incêndios na Amazônia vão ser discutidos na reunião do G7, marcada para este final de semana, na França.

O G7 é formado por Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Japão e Reino Unido. Por meio de nota, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, disse que na terça-feira (27), iria instalar a Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas.

Confiança da micro e pequena empresa cai 7,6% desde o início do ano, mostra indicador CNDL/SPC Brasil

Para 53% dos pessimistas com a economia, incertezas políticas justificam sentimento negativo; já 43% dos otimistas apoiam decisões da equipe econômica do governo; 32% relataram melhora nos próprios negócios e 31%, piora

As expectativas frustradas de que haveria uma consolidação no processo de retomada econômica já impõem seus efeitos sobre as empresas de menor porte. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa caiu 7,6% no último mês de julho na comparação com janeiro deste ano. Na abertura de 2019, a confiança do pequeno empresário havia atingido o maior patamar desde maio de 2015, com 65,7 pontos. Desde então, esse número vem recuando sucessivamente, até atingir 59,4 pontos em junho, com uma pequena recuperação para 60,6 pontos e m julho passado.

Pela metodologia do indicador, a confiança é medida em uma escala de zero a 100 pontos, sendo que quanto mais próximo de 100, maior é a confiança com a economia e seus negócios e, quanto mais perto de zero, menos confiantes estão os micro e pequenos empresários.

Em termos percentuais, 66% dos micro e pequenos empresários estão otimistas com o futuro da economia do país, percentual inferior aos 82% constatados em janeiro deste ano. Já o número de empresários pessimistas passou de 5% para 12% em um intervalo de seis meses, enquanto 21% acreditam em uma estabilidade. Ainda que tenha havido uma piora nas expectativas ao longo deste ano, a percepção atual de otimismo supera o observado no mesmo período do ano passado, quando apenas 39% dos empresários ouvidos estavam confiantes com a economia do país e 24% declaradamente pessimistas. Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, com o debate acerca da previdência praticamente superado, espera-se que a atividade econômica possa ganhar força com as recentes medidas de estimulo anunciadas pelo governo.

“A liberação dos saques do FGTS são um alento para consumidores e empresários, seja para impulsionar o consumo ou recuperar o crédito de quem está inadimplente. A proximidade de datas comemorativas importantes como Dia das Crianças, Black Friday e até mesmo a recém-criada “Semana do Brasil”, em setembro, podem ajudar empresários a reduzirem estoques e salvar perdas do ano. Além disso, o novo ciclo de queda da Selic e o início das discussõe s da reforma tributária também têm potencial de injetar ânimo no empresariado”, afirma Costa.

Acordo com credor é estratégia dos que planejam ‘‘limpar o nome’’ revela pesquisa CNDL/SPC Brasil

75% comprometeriam pagamento de contas básicas se usassem seus rendimentos para zerar dívidas. Estudo mostra que perfil do inadimplente brasileiro é formado por mulher, de 38 anos, com ensino médio e que recebe, em média, pouco mais de R$ 2.300; 55% planejam pagar dívida nos próximos três meses.

Quando a dívida já não cabe mais no bolso e as chances de pagá-la ficam cada vez mais distantes, procurar o credor para renegociar o débito acaba sendo a alternativa mais utilizada. Uma pesquisa feita em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que entre os consumidores inadimplentes que pretendem regularizar sua situação pelos próximos três meses, 35% querem tentar um acordo com o credor para parcelar o valor do débito. No total, 55% dos consumidores com contas atrasadas acreditam que terão condições de regularizar as dívidas, sendo que 35% pretendem pagar integralmente e 16% parcialm ente. Por outro lado, 45% dos inadimplentes não se veem em condições financeiras de quitar suas dívidas em um horizonte de três meses.

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