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Artigo – O maior perigo do século XXI

Por Oswaldo Bezerra

A ficção científica muitas vezes mostrou que o maior perigo para a humanidade é a sua própria criação. No filme 2001, uma Odisséia no espaço, a inteligência artificial (AI), chamada Hal, matou pessoas. Em Matrix, as máquinas e a inteligência artificial escravizaram a humanidade. Infelizmente, na vida real este perigo já começou a nos ameaçar com a confirmação que a IA foi usada, e com muito sucesso, para manipular pessoas e controlar armas nucleares.

Snowden, ex-agente da Agência de Segurança Nacional (NSA) e da Agência Central de Inteligência (CIA), alertou a humanidade sobre o aprimoramento dos recursos de inteligência artificial (IA), como reconhecimento facial e de padrões. As autoridades dos Estados Unidos e China, além de outros governos, com a colaboração de mega empresas de internet já desenvolvem esta atividade. Já criaram uma câmera de vigilância equipada com IA, um dispositivo usado para gravações, que se torna algo mais próximo de um policial automatizado.

Há seis anos, o ex-espião da CIA denunciou a prática ilegal de espionagem eletrônica em massa das agências americanas aos seus próprios cidadãos, e reiterou que o desenvolvimento de inteligência artificial e o acúmulo de dados pessoais na rede seria uma ameaça para o futuro. Fugiu do controle quando uma empresa privada manipulou eleições no mundo todo. Hoje as próprias autoridades americanas estão tentando combater esta prática.

Este é um dos motivos que desencadeou a guerra contra a tecnologia 5G da China. Essa tecnologia criará a WEB inteligente. Uma internet que raciocinará e vai interagir humanamente com todos os indivíduos da espécie humana. Vai comunicar com cada um deles em sua especificidade biológica e cultural, falará em sua língua conhecer seus costumes. Uma inteligência artificial superior que será onipresente e sem hesitação onipotente que poderá criar verdades individuais e manipular todos nós ao seu bel-prazer.

Não é possível deter o avanço tecnológico. O perigo está quando imaginamos essa tecnologia nas mãos, por exemplo, de um grupo étnico branco anglo-saxão que deu demonstrações seculares de pirataria, genocídio e destruição de culturas. A ameaça pode ser o nosso desaparecimento como cultura e como país.

Estamos vivendo a era da hostilidade e agressão. Estamos na presença de uma guerra permanente. Segundo Noam Chomsky estamos em uma guerra declarada pela classe dominante, a “corporatocracia”, primeiro contra seu próprio país, e depois contra o resto do mundo, usando todas as armas possíveis, principalmente a tecnológica. A “corporatocracia” pode no futuro decidir iniciar uma guerra para aumentar seus lucros.

O ex-secretário de Defesa dos EUA, Robert Work, comentou sobre o perigo de integrar inteligência artificial em armas nucleares, dando-lhe o controle de quando usá-las. Parece que isso está sendo já feito em drones submarinos a Rússia que estão dormentes no fundo do mar. O ex-secretário de defesa dos EUA entende que é mais perigoso conceder esse controle à inteligência artificial do que criar uma arma baseada nela.

Na guerra, os erros são muitas vezes irreversíveis, por isso, não é uma boa ideia que as inteligências artificiais se confrontem. Se os sistemas automatizados começarem a brigar entre si, talvez não possamos detê-los antes que seja tarde demais. Mark Gubrud da Universidade da Carolina do Norte defende um tratado que torna obrigatório o controle humano de todas as armas.

Infelizmente os Estados Unidos, China e Rússia já se negaram a um tratado deste tipo. A Rússia de Putin, que acha que o futuro está no controle da IA, também tem um sistema automatizado que pode reagir caso um primeiro ataque destrua a liderança política do país. Por isso autoridades americanas agora estão pedindo aos EUA que desenvolvam um sistema semelhante.

A nova corrida armamentista inclui novas armas nucleares não detectáveis e que diminuem os tempos de ataque e resposta. O mundo precisa que os EUA e a Rússia renovem o tratado START e limitem o teste e a implantação de mísseis hipersônicos, antissatélites e espaciais, e muito menos controlada por AI.

A verdade é que os seres humanos também cometem erros, mas além da sua inteligência os humanos põem seus sentimentos, entendimentos e sabem o que está em jogo caso pressionem o botão. O futuro da humanidade está no encerramento da corrida nuclear e no fato de não usarmos a IA, nem para apertar botões nucleares, nem para manipulação de nossos procedimentos.

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