Artigo – O governo, a imprensa e a farsa do crime ambiental no nordeste

Por Oswaldo Bezerra

Fica evidente uma tática do atual governo de sempre estar na ofensiva, nunca na defensiva. Temos hoje um azarado ministro do meio ambiente que foi o primeiro a imputar culpa do derramamento de óleo, que está poluindo a costa do nordeste, aos venezuelanos. E boatos estão sendo plantados para ocultar uma grande catástrofe.

De fato é um acidente gigantesco. A imensa área de mais de 2.300 km2 foi fator preponderante que impediu o governo de ocultar o desastre. A mancha de petróleo, inicialmente, foi relacionada ao equivalente a uma carga de um petroleiro. Como a taxa de decaimento foi muito lenta e pode ser que o famoso acidente com a Deepwater Horizon, considerado até então o maior. O governo tentou defender que o derramamento seria oriundo de um navio. Tentou esconder o real tamanho da macha que, na verdade, equivale ao derramamento de milhares de navios.

Como o governo havia extinguido o comitê do plano de ação de incidentes com óleo, a implementação de procedimento padrão foi realizado com atraso de quase um mês e meio. Por isso, a Procuradoria fala em omissão do governo frente ao maior desastre ambiental no litoral brasileiro. Ao perceber que estava invalidada a hipótese de vazamento de navio, dada a enorme quantidade evidenciada pela mancha, foi destruída a parte mais sórdida da farsa: a imputação do crime à Venezuela.

O presidente da república, a imprensa corporativa juntamente com o exército de “milicianos” das redes sociais tentaram desinformar a população, sugerindo culpa à Venezuela. A Rede Globo foi o órgão da imprensa que mais colaborou com a farsa do governo. Uma das maneiras de se desvendar a farsa é retroceder as imagens da mancha obtidas por satélites, localizando desse modo sua origem. Talvez por isso, o presidente da república decretou sigilo sobre o relatório da Petrobrás que esclarece o assunto.

A farsa já havia sido completamente desmascarada quando o Fantástico tentou provar, de maneira fraudulenta, a mentira. O jornalista Gustavo Gollo constatou que a “análise química do petróleo da mancha tinha origem brasileira, e não venezuelana, os farsantes editaram a reportagem incriminatória sem apresentar qualquer dado sobre o petróleo venezuelano, comparando a análise da mancha com uma amostra brasileira e outra oriunda do Oriente médio tentando provar uma origem venezuelana”.

Não exitem legistas para o petróleo. No Brasil, por exemplo, em minha experiência, de mais de 20 no setor de petróleo e gás, já observei petróleo de toda densidade, ou grau API. Testemunhei petróleos finos no Urucu, no centro da Amazônia, com grau API 40, óleo de média densidade no pré sal com grau API 22, e até óleo pesado nos campos terrestres do nordeste. Ou seja, temos de tudo. A farsa poderia ser desvendada ao retroceder as imagens da mancha obtidas por satélites, localizando desse modo sua origem. Talvez por isso, o presidente da república decretou sigilo sobre o relatório da Petrobrás que esclarece o assunto.

Em um dos vídeos mais marcantes que vi, foi distribuído pelo famoso jornalista nordestino José Neumani Pinto. Pelo seu vídeo, há uma sugestão que este petróleo, nas praias do nordeste, foram derramados por um complô organizado pelos presidentes Maduro e Macron com participação de Lula. Hipóteses levantadas nos comentários do vídeo é que este petróleo foi transportado pela Shell, empresa que pertenceria ao filho de Lula, transportada nas famosas mamadeiras “sexuais” do PT.

Barris de lubrificantes da Shell, encontrados no litoral sergipano pela população, cheio de substância semelhante ao da contaminação, obrigou o ministro Ricardo Salles a intimar a empresa a prestar esclarecimentos. Contudo, o ministro já informou que os tonéis não têm relação com as manchas. A investigação da origem das manchas de óleo está sendo conduzida pela Marinha, enquanto a investigação criminal é objeto da Polícia Federal.

RG 15 / O Impacto

4 comentários em “Artigo – O governo, a imprensa e a farsa do crime ambiental no nordeste

  • 23 de outubro de 2019 em 09:00
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    Tem razão o Rubnes Kracoldo, pois o comunistas usam muito a peneira pra esconder o sol, nunca assumem sua incompetência e jogam a culpa nos gringos !

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  • 21 de outubro de 2019 em 16:58
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    Farsa,farsa,farsa porquê? Qual o motivo pra esconder uma catástrofe? Não estamos em pleno regime comunista, sempre omissos em suas responsabilidades, como ocorreu em Chernobyl ! E não venha defender o catastrófico governo marxista do Maduro, só porque é de esquerda ! Como vc garante que não se trata de uma sabotagem ou mesmo acidente causado por navio clandestino oriundo da Venezuela? Governo omisso e cara de pau nós vimos depois da queda do muro de Berlim, quando descobriu-se os rios da Alemanha comunista poluídos e as fábricas obsoletas, poluindo o ar por falta de filtros, ao mesmo tempo que os movimentos esquerdistas deitavam gritaria contra qq poluição que vissem no mundo capitalista e democrático; na China o regime comunista somente há pouco tempo começou a se preocupar com a séria e grave poluição de suas fábricas, após denuncias do resto do mundo. Aqui governo não cala a imprensa por medo ou corrupção, como soe ocorrer nas ditaduras comunistas !

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  • 21 de outubro de 2019 em 16:52
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    Então é uma farsa, o governo omitiu informações, demorou de agir, o petróleo veio de onde mesmo?_ai ,pelo meio ,já encontraram meliciano, e também se sabe que , a quantidade de oleo , equivale a milhares de navios_e essa conta, quem fez? É Bolsonaro, não ataque não!!

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  • 21 de outubro de 2019 em 09:03
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    Criminoso ou não, o meio ambiente pagando mais uma vez o preço. Autoridades, mídia e ONGs irão se promover e enriquecer diante do fato e a massa de manobra irá se contentar com as migalhas de espaço livre para continuar a sobreviver.

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