Mulher vítima de feminicídio

Janaína Emily Pereira Fonseca, 32 anos, mais uma vítima fatal do ódio e preconceito às mulheres. Mãe de dois filhos, sobrevivia a um relacionamento tóxico de agressões, dependência financeira e humilhações. Antes de ter um dos filhos tomado pelo conselho tutelar tentou dar a criança a uma vizinha, por falta de condições para criá-la.

Ser mulher no Brasil é perigoso, “equivale a estar num estado de guerra civil permanente”, a afirmação é da professora de sociologia Lourdes Bandeira, em nosso país a cada dois minutos uma mulher é vítima de violência. 180 mulheres são estupradas por dia, a cada 6 horas uma mulher morre vítima de feminicídio.

O Fórum Brasileiro preenche ainda mais com informações o quadro das vítimas de feminicídio: 61% eram negras, 70,7% tinham no máximo ensino fundamental, com crescimento de casos de 4%. Já em relação à violência sexual, 81,8% do sexo feminino, 53,8% tinham até 13 anos, 50,9% eram negras e 48,5%, brancas – essa tipologia, por sua vez, sofreu aumento de 0,8%, ou seja, ser pobre, não ter instrução e ser negra aumenta muito a chance de uma mulher sofrer algum tipo de violência.

Os índices dessas violência só aumentam, o que indica que o enfrentamento não está sendo eficaz. Pautas que poderiam auxiliar mulheres ainda crianças a se defender, como educação sexual na escola, ainda são vistas por muitos como uma “afronta a família”, o que é “curioso” é que 65% dos abusos sexuais ocorre dentro de casa.

Educação não só às mulheres, mas aos homens também, aprender respeitar as mulheres e reconhecê-las como um ser igual em direitos e deveres, entendendo que a mulher não é uma propriedade, um homem que acredita nessa falácia e não respeita as mulheres é um assassino de mulheres em potencial, o machismo intimida, destrói e mata.

É necessário que o Estado se responsabilize por prevenir esse crimes e punir os responsáveis, já que medidas existem, porém não são aplicadas, se você ouvir pancadaria e gritos de socorro em uma casa e ligar para a polícia, vai ouvir que não podem fazer nada, pois não podem intervir. Então, é importante insistir, questionar e pedir a identificação do atendente, pois essa intervenção pode salvar uma mulher.

Por Edmundo Baía Jr

RG 15 / O Impacto

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