Artigo – Na era da pós verdade de Steve Bannon

Por Oswaldo Bezerra

Alienação e conformismo são os pilares de sustentação política moderna. Os principais instrumentos para isso estão ligados a tecnologia (mídia e imprensa) e ao controle militar. Hoje, quem for ao centro de Fortaleza (Ceará), durante a noite, tomará um susto. Quando passar pela Praça do Ferreira observará milhares de pessoas morando nas ruas. A conformidade de quem vê esta situação é a tônica da humanidade hoje.

Em São Paulo, o governador Dória entregou sabonete e shampoo para os moradores de rua. Este programa de esmolas é o máximo que um governo liberal conservador pode oferecer para os 13,5 milhões de miseráveis do Brasil. Este tipo de governo sabe que, a médio prazo, essas pessoas que receberam sabonetes e shampoos estarão condenadas a morte.

Na época da ditadura militar no Brasil, as pessoas achavam perda de tempo a eleição para presidente. Diziam que seria mais realista dar o cargo ao embaixador americano. Uma vez que, era ele quem ditava as normas no Brasil. Hoje quem manda não é o embaixador, quem manda é uma figura considerada picareta nos EUA.

Steve Bannon, que foi o vice-presidente da Cambridge Analitica, que está sendo processada nos EUA, por crimes eleitorais, é apontado como o verdadeiro mandatário no Brasil. Na soltura de Lula, Steve Bannon disparou: “Lula é o maior líder da esquerda globalista do mundo, sua liberdade trará perturbarção ao Brasil”. Steve, neste comentário, afirma que Lula é ligado a elite financeira mundial. Neste comentário, Bannon insinua que Bolsonaro e Paulo Guedes estariam lutando contra o “stabilishment” (elite econômica que exerce influência sobre o estado).

Vivemos a era da pós verdade. Aprendemos na CPI da Fake News, hoje em vigor, que não existe mentira. Existe sim uma pós verdade, que é uma mentira que de tanto ser dita se torna uma verdade. Steve Bannon encontrou aqui no Brasil um campo fértil para aplicação das pós verdades.

Lula e Bolsonaro concordam em uma coisa. Criticam a Globo, pois ela sim é a grande apoiadora do “stabilishment”. Não só a rede Globo, todas as grandes corporações jornalísticas do Brasil trabalham para criar, segundo Noam Chomsky, o “grande consenso”, é onde não há contradição (conformismo e alienação).

Ao chamar o banqueiro Paulo Guedes de lutador contra a elite econômica, só confirma uma picaretagem para seduzir plateias. Paulo Guedes, que faz parte do Instituto Mileniun bancado pelas elites econômicas, nunca foi contra o sistema financeiro. Bolsonaro hoje se tornou o antagonista do que foi no passado. Ao contrário do que discursava antes, hoje é o presidente que endossa a política de Guedes de entrega do nosso país ao capital financeiro, além de criar um projeto de aumento de pobreza.

Nessa volta de Lula, será que ele voltará a fazer alianças com as figuras, reconhecidamente, que não se importam com o interesse público, e ligadas a reputação de honestidades muito ruins? Ou ele vai ter o posicionamento de estadista, e com humildade fazer uma frente para derrotar o neoliberalismo, e livrar o Brasil de se tornar a maior colônia do mundo?

RG 15 / O Impacto

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