Artigo – Agora é oficial: entramos na era da Criptomoeda!

Por Oswaldo Bezerra

A primeira criptomoeda descentralizada, foi criada em 2009 por um usuário que usou o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Ao contrário de sistemas bancários centralizados, grande parte das criptomoedas usam um sistema de controle descentralizado, com base na tecnologia de blockchain, um tipo de livro-registro distribuído e operado em uma rede ponto-a-ponto (peer-to-peer) de milhares computadores.

 

Todos possuem uma cópia igual de todo o histórico de transações, impedindo que uma entidade central promova alterações no registro, ou no software, unilateralmente sem ser excluída da rede. Deste modo, as falcatruas comumente feitas por bancos são impossíveis dentro deste sistema.

 

Independentemente dos detalhes, as criptomoedas, seja bitcoin, ethereum, ripple, cardano, EOS ou outras, são todas essencialmente sem fronteiras. Elas podem ser mineradas em qualquer lugar e, geralmente, comercializadas globalmente. Os países que estabelecem sistemas compatíveis com criptomoedas, e que mais as comercializam são Japão, Venezuela, Israel, Suécia, Suiça, Bermuda e Alemanha.

 

A China está prestes a lançar uma moeda digital oficial do país. Mu Changchun, executivo do Banco Popular da China, anunciou neste sábado que o projeto, desenvolvido durante os últimos cinco anos, está pronto para entrar em operação. No entanto, a emissão e o controle da moeda chinesa não serão descentralizados, e sim divididos entre o banco central e outras instituições financeiras. Além disso, a moeda não será gerida por blockchain.

 

A Austrália lançou há dois meses sua criptomoeda. A empresa especializada em metais preciosos InfiniGold anunciou junto ao governo Australiano o lançamento do Perth Mint Gold Token (PMGT), um token digital baseado em certificados GoldPass já emitidos pela casa da moeda da cidade de Perth, na Austrália. Esta criptomoeda é lastreada em ouro.

 

Israel também lançará sua criptomoeda através da Bolsa de Diamantes de Israel. Seu valor será lastreado pelas transações de diamantes no mercado israelense e refletida como um índice atualizável nas plataformas comerciais. O informe foi feito pela Bolsa de Diamantes israelense, que está entre às três maiores no mundo.

 

A criptomoeda russa, chamada criptorublo, pode surgir daqui a dois ou três anos, declarou o chefe da Câmara do Parlamento russo, Anatoly Aksakov. Ainda não foi determinado o estatuto jurídico de contratos inteligentes, criptomoedas, ICO, mining e financiamento coletivo na Rússia. O Banco Central da Rússia é contra o que considera inaceitável o câmbio de criptomoedas por surgir a possibilidade de legalizar operações financeiras suspeitas.

 

O grande divisor de águas que nos coloca oficialmente na era das criptomoedas vem da Venezuela. Nicolás Maduro está apostando forte no Petro como solução para a Venezuela. O presidente venezuelano emitiu 30 milhões de barris de petróleo, que desde já estão oficialmente lastreando sua criptomoeda Petro. A Venezuela possui hoje 5 bilhões de barris de petróleo como reserva medida.

 

Os 30 milhões de barris de petróleo que lastream a criptomoeda já são extraídos, enfatizou Maduro. Além do petróleo, serão lastros da criptomoeda 180.000 toneladas de ferro certificada, para respaldar a criptomoeda. Ao mesmo tempo, a Venezuela fechou contrato com 27 mil empresas e 100 mil comércios. Praticamente todas as empresas chinesas e russas aceitam a Petro. Já são dez instituições operando como casa de intercâmbio.

 

Como funciona? Caso alguém compre produtos chineses com o Petro. O comércio que aceitar a negociação poderá trocar o valor da sua venda com moeda local com o governo Chinês. A China, por sua vez, poderá trocar, caso deseje, o valor acumulado em Petro por barris de petróleo.

 

Os bancos norte-americanos emitiram o alerta ao seu governo sobre o perigo do Petro. Todas as criptomoedas são consideradas inimigas dos bancos. O perigo é que o exemplo venezuelano, se expandido para outras nações, pode diminuir o uso do dólar. Outras nações poderiam usar criptomoedas e fugir das sanções econômicas estadunidenses.

 

Os EUA, além de revindicar os campos de petróleo do país bolivariano para sua empresa Exxon Mobil, reconheceu o perigo de desvalorização da sua moeda com o fim do petrodolar. Depois do alerta dos bancos norte-americanos, ocorreu o primeiro ataque direto a uma base militar venezuelana, que segundo o serviço secreto russo, teve participação inclusive do governo do Brasil.

RG15/O Impacto

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *