Artigo – Filé Mignon e o liberalismo econômico

*Por Fábio Maia

“Não é a benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.” Adam Smith

Seguindo o pensamento de Adam Smith e sua frase que se tornou um “best-seller” do liberalismo econômico, que lição podemos tirar em relação aos últimos eventos relacionados ao comércio de carne no país? A questão pode parecer trivial e a resposta, óbvia demais. Ainda assim, é necessário abordá-la com clareza. Vejamos:
Não é um burocrata estatal, regulação ou taxação governamental que fará os preços estabilizarem. Muito menos a exportação para novos mercados consumidores, um fator prejudicial ao mercado local. Muito pelo contrário! Quanto mais demanda, mais oferta será necessária, e para mais oferta, consequentemente mais produção, mais indústrias e mais empregos. A obviedade é latente, no entanto, segue obscura na mente de alguns “especialistas”. O comércio deve ser livre, pois o próprio mercado se auto-regula e estabiliza-se.

O governo federal fez certo ao abrir novos mercados consumidores para a carne nacional, e mais certo ainda em não taxar a exportação quando o preço disparou. Exemplo explícito do quanto a interferência estatal pode ser prejudicial, foi quando governos anteriores criariam seus campeões nacionais, “outsiders” de setores diversos da economia brasileira, sendo um deles no setor de carnes, interferindo diretamente no mercado, criando monopólios, restringindo e impossibilitando o setor de seguir o curso normal do comércio, onde novas empresas surgiriam, e haveria mais oferta que demanda, o que manteria os preços estáveis.

No entanto, a nova política do governo atual, fez com que se invertesse o sentido, gerando ausência de oferta e aumento de demanda, causando o desequilíbrio da balança. Porém, nada melhor que o livre mercado para se “auto-regular”, afinal:

“O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção.” Adam Smith

Portanto, dentro dessa perspectiva de mercado, onde a valorização e liberdade de quem produz foi acentuada, em pouco tempo, o mercado ofertou a demanda necessária para satisfazer o mercado consumidor, consequentemente, retrocedendo os preços.

A linha tênue entre oferta e demanda, não pode ser imposta, muito menos “controlada” por uma decisão burocrática governamental. Ela deve ser livre, onde a oferta deve ser controlada pela demanda do único poder realmente capaz de mostrá-la com exatidão: o consumidor.

Entretanto, durante décadas, através da interseção crescente do governo na economia, aceitou-se que o intervencionismo estatal era uma filosofia de vida, inerente, intrínseca da sociedade. Mas o exemplo prático está aí, e o filé mignon nos provou isso. Mostrou que quanto mais longe do mercado o intervencionismo estatal estiver, melhor para a economia, e melhor ainda para o setor produtivo e o consumidor.

Nosso churrasco agradece!!

RG 15 / O Impacto

Um comentário em “Artigo – Filé Mignon e o liberalismo econômico

  • 30 de janeiro de 2020 em 07:26
    Permalink

    Uma comprovação dessa assertiva do A.Smith é o Maduro agora querendo privatizar a estatal de petróleo venezuelana, após a desastrada administração comunista, que chegou ao absurdo de deixar faltar gasolina e óleo diesel nos postos de combustíveis, tendo aquele país um dos maiores lençóis de petróleo do mundo !

    Resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *