Buscas por vítimas do naufrágio do Anna Karoline 3 são retomadas

Continua desde às 6h deste do domingo (1º) as buscas pelas vítimas do naufrágio do navio de médio porte Anna Karoline 3, no Sul do Amapá com entre 60 a 70 pessoas a bordo, no sábado (29). Até o momento, a morte de três mulheres está confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM). Mais de 40 pessoas foram resgatadas e 16 seguem desaparecidas.

De acordo com a Marinha do Brasil, o trabalho de busca é feito por duas embarcações da corporação além do apoio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e moradores da região, próxima à Ilha de Aruãs e à Reserva Extrativista Rio Cajari, na região do Jari. As causas do naufrágio também são desconhecidas.

As causas do naufrágio também são desconhecidas. A Marinha informou que foi instaurado um inquérito para apurar os motivos, circunstâncias e responsabilidades do acidente.

A suspensão da procura feita por via aérea e por embarcações na água atendeu aos protocolos de resgate e salvamento da corporação em função da dificuldade na visibilidade na região, que é desabitada e não tem acesso terrestre.

O navio saiu por volta das 18h de sexta-feira (28) de Santana, no Amapá, em direção a Santarém, no Pará, mas às 5h deste sábado, o comandante da embarcação acionou o socorro.

Ele relatou à Marinha do Brasil que um “vento forte” atingiu a embarcação e teria provocado o naufrágio. Muitas pessoas teriam caído na água também. A viagem entre as duas cidades dura em média 36 horas. A previsão de chegada em Santarém era às 6h de domingo (1º).

O Grupamento Tático Aéreo (GTA), do governo do Amapá, chegou de helicóptero na região pouco antes das 14h. Os passageiros resgatados foram levados para hospitais da região.

O trabalho de resgate conta ainda com a ajuda da estrutura do município de Almeirim (PA). Para o local, a prefeitura encaminhou uma balsa, com equipe médica, alimentos, mantas e medicamentos.

O local do acidente fica a aproximadamente 130 quilômetros de Macapá, de difícil acesso e comunicação. Até a última atualização desta reportagem, o G1 não conseguiu contato com a empresa dona da embarcação.

Fonte: G1 AP

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