Bancários estariam sendo pressionados a trabalhar com sintomas de covid-19

“Funcionários de bancos estão adoecendo com sintomas da covid-19 e estão sofrendo pressão de seus superiores para retomarem às atividades”, é o que consta na denúncia que O Impacto teve acesso.

No contexto de aumento da demanda das instituições financeiras, em especial, o da Caixa Econômica Federal (CEF), que centraliza os pagamentos do auxílio emergencial, os bancários que permanecem no atendimento ao público, tem enfrentado grandes dificuldades.

Relatos que chegaram à nossa redação citam possíveis arbitrariedades na agência da Caixa Econômica da Avenida Tapajós, onde uma funcionária teria contraído a covid-19 no mês de abril, mesmo assim, nenhum procedimento foi realizado quanto à sanitização do local. Ainda segundo a denúncia, há prestadores de serviços e funcionários com sintomas ligados à doença que continuam trabalhando normalmente, sendo que o Superintendente não haveria tomado nenhuma medida restritiva (para impedir o contato) e estaria pressionando os funcionários com sintomas, a retornarem às atividades.

A denúncia deve chegar ao Ministério Público, para que o fiscal da lei intervenha junto às instituições bancárias para garantir a saúde e a segurança dos funcionários, bem como, dos clientes que precisam de atendimento presencial.

À nossa redação, o Sindicato dos Bancários do Pará, informou “que todas as denúncias que o Sindicato tem recebido da categoria, são cobradas das instituições bancárias quanto às providências específicas para a unidade denunciada”.

Sobre a agência da Avenida Tapajós, assim que recebeu a denúncia, “o Sindicato entrou em contato com o Superintendente Regional do Pará e com o gestor da Unidade, ambos confirmaram que todos os protocolos foram tomados: isolamento, fechamento do espaço para desinfecção. São protocolos do banco seguindo as orientações Organização Mundial da Saúde, debatidos também com as entidades sindicais”.

“A unidade fica fechada para desinfecção se o caso for confirmado, por exemplo, de um Bancário que trabalha dentro da agência, e se for um setor do prédio, apenas o andar. E repetem-se os protocolos de isolamento com os trabalhadores e trabalhadoras”.

“Vale ainda ressaltar que pelo menos uma vez por semana, o Sindicato participa de reuniões por vídeo, com representantes dos bancos para debater o avanço das medidas de prevenção”.

“As primeiras reuniões começaram em março, e de lá pra cá, a categoria já conseguiu que todos aqueles que fazem parte do grupo de risco estejam de home office, para quem precisa ir ao local de trabalho, o Sindicato garantiu que o banco disponibilize máscaras, álcool em gel e capote (Face Shield), além disso, algumas agências já tem barreira de acrílico para o atendimento dentro das unidades, é permitido acesso apenas de pessoas com máscaras, antes é feita uma triagem do lado de fora e a entrada de clientes é limitada, sendo garantida apenas serviços essenciais, como o desbloqueio de senhas, recebimentos de cartões ou salários para quem não tem cartão. Os demais serviços, essenciais ou não, a população é orientada a buscar os canais alternativos, como caixas eletrônicos e internet banking”.

Ainda conforme o Sindicato, a entidade coloca à disposição da categoria vários canais de comunicação para fazer às denúncias. E-mail: comunicação@bancariospa.org.br, Fale Conosco direto no site bancariospa.org.br, além do WhatsApp Bancário (91) 98426-1399.

RG 15 / O Impacto

Imagem: Karolina Grabowska por Pixabay

 

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