Artigo – Quantos conflitos ao mesmo tempo, a China pode lidar?

Por Oswaldo Bezerra

Os governos britânico e americano não toleram protestos violentos em seus próprios países. Trump, por exemplo, até chamou a guarda nacional contra os manifestantes da “Black Lives Matter” nos EUA. A coisa muda de figura quando se trata de Hong Kong. Nesta hora eles batem no tambor imperial da “democracia” e dos “direitos humanos”.

Com a liderança mundial ameaçada, os EUA vão espernear e lutar de todas as formas para não perder o domínio do mundo, criando todos os tipos de conflitos contra a China. Quantos conflitos a China pode lidar ao mesmo tempo? E essa é a pergunta que os EUA e seus vassalos estão sistematicamente testando. Eles também estão ávidos por respostas.

Os EUA pressionam a China em todos os lugares, investigando todas as oportunidades. Os EUA prometeram à Índia mover suas indústrias da China ao país de Ghandi em troca de cooperação. Foi assim que estourou o conflito no território de Ladakh, há muito disputado entre a Índia, China e Paquistão.

Conflitos iniciados em todo o lugar possível. Do Tibete ao Falun Gong, aos Canards, da propaganda de que a China proíbe o Ramadã, às manobras navais agora com 3 porta-aviões, do sobrevoo de Bombardeiros no Mar do Sul da China, das guerras comerciais, das acusações sobre o coronavírus. São tantos tipos de ataques que se torna difícil encaixá-los em um único parágrafo.

Por isso neste outro parágrafo falará dos dois mais sérios que são os relativos a Taiwan e Hong Kong. O governo Trump rompeu com a política dos EUA em relação a Taiwan que era tradicionalmente feita há 50 anos desde Richard Nixon, de maneira significativa.

O Brasil, depois que adotou a vassalagem automática aos EUA, teve seu presidente visitando Taiwan como forma de reconhecimento da ilha como oficialmente sendo China. Bem, depois viu que o buraco econômico era mais embaixo. Visitou Pequim e até deu isenção de visto aos chineses.

Pompeo apareceu oficialmente saudando um “presidente” em Taiwan, e Pequim considerou seus comentários uma grave violação da política de uma só China. De fato, os EUA não estão mais tentando esconder seu incentivo à “independência” da ilha e estão ocupados em transformá-la em uma cabeça de ponte, assim como fizeram com o Japão e a Coreia do Sul. Washington alistou o “governo” de Taiwan para apoiar provocações no Mar da China Meridional e sobre Hong Kong.

Hong Kong é a linha de frente dos ataques. Esta outra ilha esteve nas mãos da Grã-Bretanha, antes deste império ser entregue aos EUA, como preço da entrada na Segunda Guerra Mundial. A fatídica Guerra do Ópio, garantiu ao Reino Unido militarmente sua venda de ópio em território chinês. Como preço pela derrota naquela guerra, a ilha de Hong Kong foi entregue por 99 anos aos ingleses.

A ex-colônia britânica foi governada por 150 anos, sem o menor traço de democracia ou direitos humanos. Os locais eram tratados como cidadãos de segunda classe. Hoje a Grã-Bretanha, leal ao império norte-americano, está profundamente preocupada com a “democracia” e os “direitos humanos” em Hong Kong.

Meticulosamente calculado, no meio de uma pandemia, os manifestantes voltaram às ruas de Hong Kong, atacando sem piedade prédios públicos, propriedades privadas, polícia e moradores. E os dois governos, que não toleram manifestação em seus próprios países mantiveram o apoio, com a máscara da “democracia” e “direitos humanos”, aos manifestantes.

Quanto mais as novas leis de segurança da China em Hong Kong, iam sendo elaboradas para combater a violência e a destruição pré-coronavírus, mais era óbvio que essas Leis não apenas eram necessárias, mas estavam atrasadas.

Enquanto os manifestantes erguiam as bandeiras estrangeiras da era colonial e brandiam seus apelos à independência de Hong Kong e à “libertação” liderada pelos norte-americanos, tornou-se muito clara a “orquestração”. Os movimentos foram regidos por uma batuta.

O governo chinês está sendo atraído para armadilhas. As sequências de confrontos de guerra comercial visam amarrar a China em tarifas. O coronavírus deixa a aposta mais alta. A orquestra de Washington está se preparando para tocar. Tocará um grande agudo, o mesmo som agudo que nós os latino-americanos já ficamos surdos de tanto ouvir.

RG 15 / O Impacto

 

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