Artigo – O que há de mais importante que teremos de lembrar nos próximos meses

Por Oswaldo Bezerra

Não é uma vitória de verdade se você trapaceou, ou se você traiu seus valores essenciais, para obtê-la. Os fins justificam os meios, dizia Maquiavel, mas o gosto amargo sempre fica. As próximas eleições se aproximam e a nossa Justiça falhou em banir, das redes sociais, as notícias falsas difamadoras e criadoras de ódio, e estas deverão ser ainda a referência do próximo pleito.

O Brasil hoje está profundamente tão dividido. Tudo isso porque o criminoso internacional Steve Bannon consegui enraizar em nosso país o ódio. Não só o ódio, mas também raiva, frustração que estão crescendo ao nosso redor, à medida que estamos nos aproximando rapidamente das próximas eleições.

Até novembro, acredito que as coisas vão piorar muito. Será tentador odiar as pessoas do outro lado. Não deveríamos ceder a essa tentação, nós os brasileiros, não devemos ser pessoas cheias de ódio. No final, nossas vidas serão definidas pelo quanto amamos, e isso inclui o quanto amamos aqueles que são nossos inimigos.

Isso é um tipo de conversa é muito rara no Brasil de hoje, e é por isso que relembrar este fato é tão importante. Mesmo que seu partido ganhe a eleição em novembro, se você decidir continuar a odiar e a desrespeitar as pessoas do outro lado, ainda assim perderá.

Cada membro do seu partido pode ganhar todos os votos em novembro, mas com seu coração cheio de ódio, isso não será uma vitória para você. A internet virou um campo de batalha. É claro que a Internet sempre foi cheia de ódio, mas a temporada de eleição parece elevá-la a máxima potência. Muitas das coisas que estão sendo ditas sobre os outros são horríveis demais para se repetir, mas você sabe exatamente do que falamos.

Uma das principais razões pelas quais muitas pessoas boas e honestas não querem entrar na política é por causa de toda a maldade que acontece, e estamos realmente dando um exemplo horrível para o resto do mundo.

Precisamos, desesperadamente, aprender a discordar dos outros sem odiá-los. Existe um mundo de diferença entre ter uma diferença fundamental de opinião sobre um assunto e odiar outra pessoa por causa do que ela acredita.

Amar os outros não significa que você deva ver as coisas exatamente como elas veem. Não é preciso comprometer as coisas em que você acredita para manter a harmonia. Na verdade, vivemos numa época em que temos uma necessidade premente de que as pessoas defendam os valores e princípios nos quais nossos antepassados sonharam para nós.

Discordo de muitas das decisões importantes tomadas em Brasília nos últimos 30 anos. De vez em quando, concordo com alguma coisa, nesses raros casos, elogiarei aqueles que estiveram envolvidos na decisão. No geral, tivemos e temos péssimas decisões, visto a situação do país.

Porque discordo veementemente do que está acontecendo, não significa que vou odiar alguém. É difícil assistir nossos políticos destruírem tudo o que gerações anteriores, de trabalhadores brasileiros, tanto lutaram para construir. Você ama nosso país e a destruição da nossa nação o magoará profundamente. Por causa dessa mágoa é fácil odiar alguém.

Em uma nação cristã, como a nossa, deveríamos lembrar mais do Sermão da Montanha, onde Jesus instruiu a amar nossos inimigos: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e perseguem; “Para que sejam filhos de vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

Isso realmente vai contra nossos instintos naturais. Não estou dizendo que os políticos não devem ser responsabilizados. Quando infringiram a Lei, eles precisam pagar o preço. Portanto, se você acha que um determinado político não merece o seu voto, então, definitivamente, não vote nele mas, ao mesmo tempo, não odeie essa pessoa.

Quando os resultados das eleições forem finais, haverá milhões de pessoas amargamente desapontadas. Ambos os lados esperam ganhar, e aqueles que acabam perdendo provavelmente terão uma explosão de raiva. Será um momento desafiador para o Brasil.

Durante esta temporada de eleições, muitos comentam sobre os grandes problemas que nossa nação enfrenta. Todos têm uma opinião sobre como resolver os problemas, mas no final das contas a verdadeira solução para nossos problemas é o amor. Uma falha em aprendermos como amar uns aos outros, o Brasil não vai sobreviver.

Infelizmente, a mídia corporativa, nossos políticos e muitos outros continuarão a despertar mais lutas, discórdias, raiva e ódio diariamente. Esta semana houve um editorial criminoso da Folha de São Paulo contra a ex-presidente Dilma. Também ocorreu que o nosso atual presidente respondeu a um repórter que queria a encher a boca do profissional de imprensa de “porrada”.

Até eu terei muitas palavras infelizes dirigidas a mim por escrever este artigo. Tudo o que estou sugerindo é que devemos tratar os outros da maneira que queremos ser tratados. Nem sempre é fácil amar aos outros, mas se queremos ter alguma esperança de um dia transformar este país, não temos outra escolha.

RG 15 / O Impacto

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