Artigo – Doe mais e viva mais, a generosidade está ligada a longevidade de todo um país

Por Oswaldo Bezerra

Um novo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences sugere que aqueles que são mais generosos vivem mais. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Max Planck para Pesquisa Demográfica em Rostock, Alemanha. Foi descoberto que o ato de doar está ligado a taxas de mortalidade mais baixas.

A pesquisa levantou dados da população de 34 países. A busca foi para determinar a correlação entre a generosidade, da transferência de riqueza, e a mortalidade nacional. Os pesquisadores também se certificaram de levantar e considerar outros fatores, como produto interno bruto e desigualdade de renda, que também afetam a expectativa de vida da população.

Como exemplo, os pesquisadores determinaram que as pessoas no Senegal, na África Subsaariana, compartilham a menor porcentagem de sua renda ao longo da vida e têm a maior taxa de mortalidade entre os países estudados. Na África do Sul, poucos recursos são compartilhados e a taxa de mortalidade também é relativamente alta. As análises sugeriram que a redistribuição influencia a taxa de mortalidade de um país, independentemente do produto interno bruto per capita.

Alguns países se destacam quanto à generosidade. As pessoas no Japão são umas que transferem bastantes recursos. Contudo, é um país europeu que mais se destaca. A França apresentou a maior média de transferência de riqueza individual e compartilhamento de recursos na Europa.

Os cidadãos da França e do Japão compartilham entre 68% e 69% de sua renda vitalícia, e o risco de morrer no próximo ano para cidadãos com 65 anos ou mais nesses países é apenas metade do que é na China e na Turquia, por exemplo, onde as pessoas compartilham entre 44% e 48% de seus ganhos.

Os países da América do Sul também têm níveis mais altos de pagamentos de transferência, com as pessoas compartilhando mais de 60% de sua renda vitalícia com outras pessoas, em média. Os níveis de mortalidade nos países da América do Sul permanecem acima dos valores da Europa Ocidental, Austrália e Taiwan, segundo o estudo.

Porque a transferência ou generosidade de diferentes gerações pode beneficiar a sobrevivência? A explicação mais óbvia é que as transferências melhoram a saúde e a sobrevivência ao atender às necessidades materiais dos recebedores, em particular as crianças dependentes e os idosos, ou os indigentes de qualquer idade.

Os pesquisadores supõem que as transferências de riqueza podem ajudar a atender às necessidades de sobrevivência tanto de crianças dependentes como de idosos, reduzindo a taxa de mortalidade de um país. A ligação entre transferências e sobrevivência pode ser muito mais que isso. A intensidade da transferência reflete a força nas correlações sociais e do capital social, que comprovadamente promovem a saúde.

O comportamento de transferência está profundamente enraizado na biologia humana. Há evidências crescentes que tanto dar como receber melhora a saúde. Somos seres socialistas por natureza. Toda nossa sociedade humana se baseou nisso para sobreviver.

O homem é um animal que não pode viver na solidão, necessita de sociedade. É na sociedade que o bicho homem se torna um ser humano. Humanos também nascem com egoísmo, mas felizmente viemos ao mundo com uma coisa chamada consciência. É através dela que controlamos nosso egoísmo.

RG 15 / O Impacto

 

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