Artigo – Sonho para a humanidade, Energia “limpa e ilimitada” gerada pelo grafeno está em avanço, mas há um problema

Por Oswaldo Bezerra

O grafeno ganhou a mídia na última eleição para presidente, pois se tornou quase que uma plataforma política de um dos candidatos. Por incrível que pareça, após a vitória o mesmo candidato praticamente cortou as bolsas de pesquisa promovida pelo governo federal no tocante a esta pesquisa.

Contudo, fora do país o “material milagroso” está em um desenvolvimento notável. Os pesquisadores aproveitam os movimentos minúsculos que acontecem dentro do grafeno, à temperatura ambiente, para criar uma “fonte ilimitada de energia limpa e verde”, embora em quantidades pequenas.

Um circuito de coleta de energia, baseado em grafeno, poderia ser incorporado a um chip para fornecer energia limpa, ilimitada e de baixa tensão para pequenos dispositivos ou sensores.

Como isso funciona? O sistema aproveita o poder de ondulações do tamanho de nanômetros, bem como o movimento aleatório das partículas (conhecido como movimento browniano), que ocorre dentro do grafeno para produzir baixos níveis de corrente elétrica. O grafeno é chamado de “material milagroso”, pois é feito de uma única camada de carbono disposta em forma de favo de mel.

Embora os pesquisadores ainda não entendam totalmente esse efeito de ondulação ou o que a causa, por enquanto eles sabem o suficiente para conseguir aproveitar a energia dele de forma confiável.

O sistema inclui um circuito de dois diodos que converte a corrente alternada original (AC) produzida em corrente contínua (DC), o que permite que a corrente flua de forma pulsante ao longo do circuito, colocando uma carga de trabalho em um resistor, fornecendo suficiente potência para que pequenos dispositivos eletrônicos funcionem.

O circuito evita a segunda lei da termodinâmica, na qual um sistema fechado inevitavelmente evolui para a entropia máxima, ou a perda de energia disponível para realizar o trabalho, mantendo uma temperatura uniforme em todo o circuito.

O calor não pode, por si mesmo, passar de um corpo mais frio para um corpo mais quente. O movimento dentro do grafeno é lento, o que significa que ele produz corrente de baixa frequência, mantendo as coisas boas e eficientes.

Os pesquisadores agora precisam descobrir um meio, igualmente eficiente, de armazenar a energia produzida pelo circuito em um capacitor. É a história que Dilma tentou explicar de não se poder armazenar vento para a energia eólica.

Por isso não equiparemos toda a nossa civilização com dispositivos baseados em grafeno tão cedo. É um desenvolvimento promissor na ciência dos materiais que, provavelmente, terá um efeito direto nos eletrônicos de consumo das próximas décadas.

RG 15 / O Impacto

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