Artigo – Quando a verdade é subjugada

Por Oswaldo Bezerra

Há uma dúvida se, de fato, a política atrelada a notícias falsas continuará indefinidamente. A oligarquia governante e a “elite estatal” encontrarão maneiras menos árduas e perdulárias de governar e de satisfazer sua ânsia de poder?  A próxima geração descobrirá que o condicionamento infantil e a hipnose são instrumentos de poder mais eficientes que torturas e prisões.

À medida que geração após geração foi submetida à doutrinação social do governo nas escolas públicas; medicar aqueles que não se conformaram com a dissidência reduzida; a propaganda incessante da mídia controlada pelo governo convenceu as massas a consumir, obedecer e sentir (nenhum pensamento crítico permitido); e aprendeu a amar sua servidão por dívida.

Um desses agentes de doutrinação por propagação de notícias falsas e teorias conspiratórias, com fins políticos, mais notórios do Brasil é Allan dos Santos. Ele foi convocado em novembro do ano passado para dar explicações na CPI das “fake news”. Um dos principais objetivos era saber quem estava bancando o projeto das “notícias falsas”. Pistas para desvendar este mistério parecem claras.

Na posse do presidente Jair Bolsonaro, os jornalistas foram tratados com desdém e ficaram horas sem banheiro e sem água. Por outro lado, Alan dos Santos e seus amigos “blogueiros” tiveram acesso VIP. Esta proximidade com o governo foi mantida.

O mesmo grupo de blogueiros teve uma estranha prosperidade. O projeto “Brasil Paralelo” investiu pesado em publicidade. A qualidade dos projetos dos blogueiros apresentou melhora significativa demonstrando altos investimentos.

Os parlamentares tentaram entender quem estava por trás deste financiamento a Allan e sua turma. Todos os parlamentares falharam miseravelmente na CPI por falta de conhecimento. Nas perguntas mais contundentes Allan se negou a responder.

A revista IstoÉ publicou que Alan dos Santos recebia 100 mil reais mensais da secretaria de comunicação do governo federal (Secom). A revista descobriu a mansão que Allan usava como estúdio, mas ele negou que se tratasse de uma mansão de caro aluguel. A Secom também negou que repassasse dinheiro para o projeto do blogueiro. O cantor Lobão, que era conhecido do Allan, em entrevista ao programa Catraca Livre, afirmou que a mansão foi bancada por Eduardo Bolsonaro.

Além do inquérito das “fake news”, Allan dos Santos foi fustigado por outro que investiga os “atos antidemocráticos”. Foi aquele movimento que pedia o fechamento do STF. No meio do ano, Allan recebeu visita de agentes federais, com mandado de busca e apreensão.

Dois meses depois, Allan pressentiu a prisão e fugiu do país. Ele justificou a fuga com mais uma mentira; mais uma teoria conspiratória. Relatou que ele mesmo teria descoberto que a China e a Coreia do Norte haviam plantado escutas telefônicas no Palácio do Planalto, para espionar Bolsonaro.

O divulgador de “fake news” garantiu que, a operação chinesa e norte-coreana, foi acobertada pelo Ministro Barroso do STF. Segundo Allan, ao revelar o plano maligno dos comunistas, teve que fugir do Brasil para não ser assassinado.

Mentiras como estas faz a população se afogar em irrelevância cultural, distrações que aumentam o ego e dispositivos tecnológicos tornando-os mais burros, agora estão sendo encurralados até por vigilância eletrônica. Sara Winter e Oswaldo Eustáquio também recebiam estímulos para atacar instituições. Eles foram abandonados a própria sorte quando a Polícia Federal chegou até eles. Será este o destino de Allan?

RG 15 / O Impacto

2 comentários em “Artigo – Quando a verdade é subjugada

  • 16 de dezembro de 2020 em 11:28
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    O articulista vermelhão parece, ou pensa, estar redigindo um artigo para o Luta Operária, jornaleco comunista; ainda vem falar em “pensamento crítico permitido”, quando os maiores técnicos em lavagem cerebral da juventude são eles ! O cinismo de vcs comunistas ultrapassa qualquer limite, são descarados. O ideal seria proibir qualquer partido com conotação marxista, como já fizeram na Hungria, Tchecoslováquia e Ucrânia. Que corja !!!

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  • 15 de dezembro de 2020 em 14:32
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    Li sua publicação, e acho que como brasileiro também posso me expressar. Então vamos lá!
    A CPI das Fakes News, não se sustentou, pois não havia direcionamento para tal. Para se ter uma ideia, O termo Fake News, é utilizado para noticia falsa verto? E o que a CPI estava tratando? Rendimentos dos acusados? Quanto ganha, o que comem, como dormem, aonde vivem. Hoje na CPMI das Fake News. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk inventa outra.

    Engraçado, não vi você comentar sobre o operador de Telemarketing que atuou para o PT no Estado de São Paulo, mencionando inclusive, que trabalhou para o deputado ali presente, repassando mensagens automáticas via app de conversa. Porque será? Ah! Não favorece a narrativa não é mesmo?
    Outro fato, quando menciona que os Blogueiros apresentaram melhoras significativas nos investimentos. Pergunto: Porque ninguém nunca conseguiu provar de onde vem o dinheiro? Simples, vem de redes sociais. O youtube e instagram são hoje os mais rentáveis. Mas só para refrescar sua memória, entre os anos de 2000 a 2014, o governo federal gastou 23 bilhões de Reais com a imprensa Brasileira. Duvida? Confira você mesmo.

    https://exame.com/marketing/governo-comprou-r-23-bilhoes-em-midia-desde-2000/
    Observei que você menciona que o Allan se negou a responder as perguntas? Será mesmo? Quem é o Sujeito? Lembra dessa? Aquele dia foi histórico, e aconselho a quem não viu, ir até o youtube, e pesquisar Allan dos Santos na CPI das Fake News. O Sonho de todo Brasiliero, é tratar a cambada de Político corrupto da forma que ele tratou. Recomendo.

    Vamos falar do inquérito do Fim do mundo? Sim, aquele cujo qual o acusador, é o promotor. O Promotor é o Juiz, e o Juiz determina a pena! Certo? Acertou miseravi! Lá no STF, os ministros literalmente rasgam a constituição.

    Você não acha estranho ser mencionado formalmente em um processo, e não poder ter acesso a esta acusação? Ora, ou você se faz de tonto, ou simplesmente compactua com essa criminalidade instalada no STF brasileiro. O leitor não fica espantado ao saber que um Habeas corpus custa em média R4 1.500,000,00 (Um milhão e meio de Reais), e que o habeas corpus do André do RAP custou ao escritório de advocacia que o elaborou R$ 3.000,000,00 (Três milhões de Reais). E que este habeas corpus passou na frente dos demais?

    Vamos fazer assim. Pergunte ao povo, qual o nível de confiança no STF. Tire suas conclusões!
    A única coisa que concordo com o seu artigo é: Mentiras como estas faz a população se afogar em irrelevância cultural.

    Vou traduzir: Artigos como o seu, sustentam mentiras, criam narrativas e manipulam as informações.
    Espero que cada leitor deste artigo, possa buscar a verdade em fontes de confiança, e através da sua consciência, faça seu próprio julgamento.

    Obrigado.

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