Artigo – O preço alto por atuar como cachorrinho de provocação dos EUA contra a China; o caso da Austrália que sirva de exemplo ao Brasil

Por Oswaldo Bezerra

Parece que a China ficou farta da duplicidade e provocações da Austrália, decidindo atacar Canberra onde mais dói; no bolso. A China deverá reduzir as importações de carvão australiano. Isso segue movimentos semelhantes de Pequim para restringir o comércio de outras commodities importantes: vinho, cevada, pescados e madeira.

Como o maior mercado de exportação da Austrália, a China tem muita influência e parece estar usando em todos os setores. A perda nas receitas de exportação de Canberra é de centenas de bilhões de dólares por ano.

O momento não poderia ser pior, já que a economia australiana entra em recessão pela primeira vez em 30 anos, abocanhada por uma combinação de pandemia de coronavírus, incêndios florestais e agora uma desaceleração no comércio com a China.

O primeiro-ministro Scott Morrison expressou profunda preocupação com o impacto na economia da Austrália. Com relação à temida proibição das exportações de carvão para a China, Morrison chamou de uma “situação perde-perde”.

A China está fechando um acordo de suprimento de vários anos com a Indonésia para o suprimento de carvão, que substituiria a Austrália. O mesmo pode ser dito para outras cadeias de abastecimento. A China é um comprador gigante em um mercado comprador global. E a Austrália é a única perdedora em qualquer disputa comercial.

Sob a liderança do presidente Xi Jinping, Pequim está mudando para uma “estratégia de diversificação”. Um objetivo principal é reduzir a dependência da China de fornecedores únicos e, em particular, a dependência de economias vassalas dos EUA.

Isso é uma má notícia para a Austrália, cuja economia na última década passou a depender cada vez mais da exportação para a China. Há alguma semelhança econômica da Austrália com o Brasil?

Sem dúvida, há um elemento de despeito na estratégia chinesa em relação à Austrália. E quem pode culpá-los? Pequim alertou repetidas vezes para Canberra para recuar provocações políticas. Há alguma semelhança com as provocações via redes sociais de Eduardo Bolsonaro, do chanceler brasileiro e até do antigo ministro da educação do Brasil? Há alguma semelhança com o aviso de Pequim ao governo brasileiro, que estão metendo os pés pelas mãos?

A Austrália tem cumprido o papel de vassalo de Washington, rotulando a China como a maior ameaça à segurança global. Pequim denunciou Canberra por promover uma mentalidade da Guerra Fria e agir como um “cão bravo em favor dos EUA”. Foi o mesmo comportamento adotado pelo governo brasileiro na era Trump. Basta saber se sob o governo Biden a postura será a mesma.

Outras provocações incluíram uma nova Lei dando ao governo de Canberra amplos poderes para eliminar as parcerias de comércio e investimento com a China por governos locais e Universidades. Isso segue restrições onerosas a estudantes chineses na Austrália em meio a uma atmosfera geral de hostilidade racial estimulada por políticos e mídia australianos. Tudo ocorre sob os ditames de Washington.

Quando a pandemia estourou este ano, o premier australiano Morrison causou muita consternação em Pequim. Ele se aliou ao governo Trump ao sugerir que as autoridades chinesas agiram de forma negligente. Em abril, Morrison convocou uma investigação internacional sobre o surto, que a China rejeitou com ira. Pequim alertou que o “aventureirismo” de Morrison prejudicaria as relações bilaterais e a parceria comercial. Não foi o mesmo alerta que o embaixador chinês fez ao Brasil?

A Austrália também mostrou disposição de se juntar às manobras militares norte-americanas no Mar da China Meridional para contestar as reivindicações territoriais da China. Ao mesmo tempo, Canberra hesitou em ir longe demais, sabendo que isso está prejudicando as relações com a China.

Morrison defendeu no mês passado, em uma conferência em Londres, que não deseja ser forçado a uma “escolha binária entre Washington e Pequim”. No entanto, seu governo já tomou partido. E o Brasil; já se definiu também?

RG 15 / O Impacto

Um comentário em “Artigo – O preço alto por atuar como cachorrinho de provocação dos EUA contra a China; o caso da Austrália que sirva de exemplo ao Brasil

  • 16 de dezembro de 2020 em 10:55
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    Pronto, agora a onda da esquerdalha tupiniquim é beijar os pés dos chineses, a ponto do ditador permanente, re-re-reeleito até 2050, ser chamado de “presidente” ! O Doriana, esse sim vassalo, já remeteu milhões de reais adiantados por uma vacina que nem o próprio chinês irá usar, daí estar agora estressadinho…Pro articulista, vermelhíssimo, quem se alinha aos USA, contra as artimanhas dos pais do vírus maldito , logo é tachado de vassalo. Vassalo é quem vendeu sua alma aos asiáticos, no caso da Venezuela, agora é obrigada a fornecer seu petróleo bruto no preço determinado pelos “amigos”, em contrato leonino, por 20 anos ! O ditador comunista já sentiu que o Bolsonaro não se impressiona com seus rompantes, além disso, se ele deixar de comprar os produtos agrícolas brasileiros, quem tem capacidade de exportar milhões de toneladas de soja, milho, etc, para fornecer a ele, os USA ? KKKK…vão morrer de fome. Já suas quinquilharias podem ser encontradas em qq lugar do mundo, com mais qualidade ! Quanto ao carvão australiano, eles têm dezenas de compradores europeus e asiáticos, prontos para abocanhar a cota dos chineses. Articulista, vassalos descarados são vcs esquerdalhas, loucos pra entregar o ouro , o flango flito, etc, aos china !!!

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