Artigo – COVID mutante africano mais perigoso que o do Reino Unido assusta o mundo

Por Oswaldo Bezerra

Vivemos em uma nação que está próxima de criar a primeira “revolta da vacina” dos tempos modernos. Ela, se acontecer, será obra, sobretudo, da profunda crise ideológica que é a característica mais saliente da Pós-modernidade. Já são 22% da população que não quer se vacinar ou que temem vacinação. Isso se trata de crenças e não de burrice, não de sabedoria.

Uma nova cepa mutante de COVID-19, apelidada de “501.V2”, está fora de controle na África do Sul. As autoridades informaram que é uma ameaça ainda maior do que o “Super COVID” que está causando pânico no Reino Unido.

Os vírus sofrem mutações, portanto, não é uma surpresa que o COVID-19 também esteja. As mutações podem se tornar um grande problema quando alteram fundamentalmente a maneira como o vírus afeta os seres humanos. O “501.V2” é muito mais transmissível do que as versões anteriores do COVID e agora os jovens também estão sendo infectados. Até agora os jovens não foram duramente atingidos pela pandemia.

A imprensa britânica está usando a palavra “assustador” para descrever esta nova variante e, neste ponto, ela já se tornou a cepa predominantemente dominante na África do Sul.

O novo mutante foi anunciado na Cidade do Cabo na última semana, e acredita-se ser uma variante mais extrema do que a nova cepa Covid da Grã-Bretanha, que mergulhou milhões em ​​confinamentos no Natal.

O aumento de casos na África do Sul cresceu de 3.000 por dia no início de dezembro para mais de 9.500 por dia, com o mutante sendo responsável por até 90 por cento dessas novas infecções. As autoridades estão otimistas que as vacinas recentes “provavelmente” funcionarão contra essa nova variante, mas a verdade é que eles não saberão até que o teste seja feito. E se as vacinas não funcionarem contra “501.V2”, voltaremos à estaca zero muito rapidamente.

Por enquanto, países de todo o mundo estão proibindo voos da África do Sul em uma tentativa desesperada de isolar esta nova versão. Reino Unido, Alemanha, Suíça, Turquia e Israel estão entre as nações que proibiram esses voos, mas até agora o Brasil não constam da lista.

Portanto, as pessoas que potencialmente carregam esta nova versão do COVID continuam a entrar no Brasil diariamente. Apesar da proibição de vôos do Reino Unido dois casos de “501.V2” já foram identificados em solo britânico. Caso essas vacinas não funcionarem, esta pandemia pode estar entrando em uma nova fase muito mais mortal.

Não devemos nos surpreender com o fato de que há grandes problemas com vacinas experimentais, baseadas em tecnologia inteiramente nova que entraram em produção sem os testes adequados. Por enquanto, essa ainda é nossa única saída.

Por outro lado, a maior parte da população ainda crê que essas novas vacinas vão acabar com a pandemia, mas se não funcionarem contra as novas versões mutantes do vírus, isso não será verdade.

Quando se trata de COVID, a maioria das pessoas se enquadra em dois grupos. O primeiro está totalmente assustado porque eles pensam que COVID é a pior coisa que poderia acontecer e aceitam as medidas de isolamento.

A pandemia COVID é muito pequena quando comparada as grandes pandemias ao longo da história humana. A Peste Negra e a Pandemia de Gripe Espanhola mataram cada uma, pelo menos 50 milhões de pessoas. A COVID matou cerca de 2 milhões. Mesmo sendo menor ela está assustando muito as pessoas. Imagina se a pandemia tomar os rumos da gripe espanhola, cuja mortalidade só se tornou gigante na quarta onda.

O segundo grupo acha que a pandemia é muito exagerada ou que o vírus nem existe. Mesmo com hordas de pessoas pegando o vírus ao nosso redor, muitos continuam a negar a realidade desta crise.

A pandemia COVID é real, mas não será o fim do mundo. Devemos ser livres para fazer nossas próprias escolhas e também devemos ser livres para experimentar as consequências dessas escolhas. Infelizmente, existem pessoas por aí que pensam que têm o direito de censurar e controlar o que fazemos. Essa tendência piorar à medida que nossa sociedade continua a sair de controle se baseando em um sistema de crenças.

RG 15 / O Impacto

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